Essa é uma passadinha voando em modelo de pílulas sobre tudo o que eu queria ter dito nos últimos dias, e não consegui. Porque me faltou tempo, porque me faltou coragem, porque me faltou paciência. Ficam essas linhas escritas rapidamente com a promessa de que vou me ausentar da internet por 15 dias.E se eu não conseguir, como castigo, não apareçam aqui para comentar nenhum post até dia 20 - porque eu preciso de férias.
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Estou absolutamente orgulhosa do movimento Infância Livre de Consumismo - que é totalmente formado por mães, sem nenhum incentivo, nenhuma grana, só boa vontade mesmo ter participado nessa semana de um debate na câmara para falar a opinião das famílias sobre a proibição da publicidade infantil. É um marco histórico na minha opinião, gente que se mexe para de fato defender suas opiniões, a ponto de se enfiar em Brasília. Se você ainda não está à par do que está acontecendo sobre o tema publicidade e infância um resumo relâmpago é que está em votação um projeto de lei que proíbe comunicação publicitária para crianças, medida que eu apoio. Para mim qualquer argumento à favor de publicidade para crianças deve partir de adultos que deixam cartão de crédito e senha nas mãos de menores de 12 anos, sem nenhuma preocupação. Se criança não pode comprar também não pode ser estimulada a tal. Há muito a se discutir sobre isso.
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Hoje às 19h estarei no ar na TV Brasil - no programa Papo de Mãe - sobre Televisão e Criança. Um bate papo bem legal onde falamos sobre o bem e o mal da televisão e abordamos levemente o assunto da publicidade. Aprendi coisas muito bacanas sobre o tema, sou bem inexperiente com relação a isso. Sigo pensando e depois do programa prometo abordar novamente essa questão.
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Tenho ficado abismada com alguns comentários e percepções de leitores, comunicadores, jornalistas e demais "formadores de opinião" sobre o assunto publicidade em blog. tenho dois textos enormes escritos e não publicados, porque simplesmente não tenho paciência para ficar debatendo depois que forem ao ar e a minha opinião sobre essa assunto é daquelas que provavelmente só eu mesmo concordo. E resumo, eu sou à favor de publicidade em blog, acho desnecessário que se fique identificando se a blogueira recebeu ou não dinheiro para fazer aquilo, afinal ela pode ter outra motivação - como por exemplo GOSTAR DO PRODUTO - e falar sobre ele de graça mesmo, e isso não deixa de ser publicidade. Me incomodo com o fato de as pessoas se ofenderem quando a blogueira ganha dinheiro, e em especial com essa postura de "vítimas" da publicidade em blog. Gente que assiste novela e não dá um piu quando a Monalisa lança uma linha de produtos para a Embeleze (rá! não foi por amor, viu?), gente que sabe que a Gisele Bunchen não usa Pantene e mesmo assim não fica professando contra seu caráter e em especial ADULTOS que se sentem impotentes, fragilizados, verdadeiras vítimas de uma mensagem publicitária em um blog e DEFENDEM a publicidade para crianças. A mãe não aceita ver propaganda dentro de seu conteúdo preferido, sendo que ela é totalmente capaz de raciocinar se aquilo lhe cabe ou não, enquanto prefere que o filho fique exposto aos anúncios indiscriminados na programação infantil (que muitas vezes ela PAGA para consumir) sob argumentos como "não podemos blindar as crianças"... oras!!! Adultos ofendidos com publicidade e crianças capazes de lidar com ela?? Não no meu mundo. Volto nesse bapho depois.
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Hoje começa uma semana deliciosa no Mamatraca - Maternidade Alternativa - sob curadoria de quem? Eu mesma. Nas férias de julho temos um plano de contingência para abordar nossos assuntos favoritos apresentar conteúdo inédito. Eis que é muito difícil escolher somente alguns favoritos, mas entre todos os que eu escolhi - imagina se não era tudo papo de riponga? Vai ser uma semana bem bacana, e juro que meu desaparecimento por aqui vai render bons frutos - tanto o Mamatraca quanto o Super Duper tem surpresas bacanas para o próximo semestre.
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Só para não passar batido - Tomás engatinha e fica de pé. tem um dente e começou a provar as primeiras comidinhas. ele está com quase 7 meses eu não admito que se fique em pé com 7 meses. Para me deixar feliz, ele parou de dormir bem, e acorda de hora em hora, me fazendo lembrar das incríveis noites tele-sena que eu tinha com o Joaquim. Eu atirei cafeína da cruz minha gente, meus filhos não curtem dormir. Joaquim está deixando de ser um bebezão. Tem falado coisas surpreendentes, tem se interessado por brincar com outras crianças, conversar pacas com os adultos. Faz alguns xixis nas cuecas, e fala " agora você precisa me trocar né mãe?". Não admito ser chamada de mãe antes da oitava série. Sobre a amamentação, ele segue mamando, mas não mais em livre demanda e com o "agravante" de que é só quando eu estou disponível. Na verdade, sinto que o processo de desmame é assim. Começa a comer, mas ainda tem leite em oferta integral. Vai transferindo a importância e o leite vira complemento da comida, ao redor de um ano. Segue mamando e em determinado momento - à critério de uma boa observação materna, ou no meu caso por causa do segundinho - sai da livre demanda, mas ainda tem bastante poder de escolha onde as vontades de mãe e filho se equilibram. Depois de um tempo passa a prevalecer a vontade da mãe, e é aí que nós estamos. Sobre o post daquele dia, quando eu não queria dar o peito e ele não queria nem saber, eu não dei não. Mas não dei naquela hora, mais tarde ele mamou. ando refletindo sobre a minha falta de consistência com regras. Volto nisso um dia também.
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Vocês sabiam que as férias de julho foram determinadas em função do ciclo das lavouras de algodão, cacau e café onde as crianças tinham que ajudar as famílias na colheita? Isso data do Brasil Colônia e as leis da educação e escolas continuam mimetizando o comportamento, de modo que as férias escolares continuam em Julho, mas não existe nenhuma justificativa para tal. Até mesmo quem não é escolarizado, como eu, faz um recesso no meio do ano, na marola. Quando eu era professora eu achava que se colocava uma pausa no meio do ano pois nenhum ser humano normal aguenta mais do que 4 meses seguidos de criança na orelha. E para isso inventaram as mães - que como já é clichê - não tem férias maé nunca!
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Boas Férias para vocês, reais ou imaginárias. (desculpem os erros, escrevi não li e tchau)




