30/09/11
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O QUE ELE VAI GANHAR DE DIA DAS CRIANÇAS?

Lembra do Grinch?
Então, existe uma versão de mim baseada nessa forma Grinch de ser para cada uma data comemorativa do ano. E eu acho bem cafona comemorar o dia das crianças, assim como o dia das mães, das avós e dois pais. PRONTO FALEI, que libertador!

Não precisa apelar para: ah! mas o sorriso de uma criança, o brilho nos olhos de uma mãe, o amor de uma avó e blá blá blá.... Só acho as campanhas publicitarias o cúmulo da apelação, os jingles são bregas, os presentes são forçados e os embrulhos estão sempre mal feitos.

Essas datas não são para mim. De dia das crianças o Joaquim vai ganhar a mesma coisa que sempre ganha, todos os dias: amor, carinho e atenção.

Sei que um dia, convivendo com a criançada cujos pais não pensam parecido comigo, e que gostam de presentar nas datas comemorativas, ele vai se achar esquisito. Mas penso que até lá talvez eu tenha tido um tempo para evitar o hábito de vincular comemoração com presente, afeto com recompensa material.

E mais ainda, até lá talvez eu tenha tido tempo de criar um menino levinho, sem essas encanações consumistas, todos esses desejos de ter as coisas, querer mais e mais brinquedos. Posso estar sendo utópica, só o tempo dirá. Mas aqui é assim e pronto.

E então a Zero Hora, através da Dani, perguntou para mim sobre isso. E sim! A matéria ficou legal!  Só não confere que Joaquim tinha 1 ano e 6 meses no primeiro natal, ele tinha 9 meses!

Obrigada à Ingrid por ter mandado a Imagem da Reportagem!

E também é verdade que vamos viajar... não exatamente para celebrar a data, né? Peloamor... foi coincidência mesmo, semana que vem, vc só vê minha carinha linda lá no Mamatraca (que aliás está encerrando uma semana batuta sobre viagens com uma mulherada fera em viajar com a filharada) 

E aqui no Super Duper: 5 dias do meu incrível relato de parto, fruto do meu momento mulher-mãe-resgate-piração-parto-humanizado-domiciliar-ou-não...

Eu chorei umas 40 vezes para conseguir escrever....
Bjo e bom fim de semana!



29/09/11
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PSC

A primeira vez que eu recebi um email com esse título, fiquei com cara de coió.
Psc, significa para seu conhecimento... PSC de quem não sabia.

PSC: Joaquim era cabeludo e eu não tinha azia.

I arrest my case.
Não posso continuar escrevendo porque meu estômago is on fire
Eu não sei nem por onde começar.
Mamão ou alfafa?

Obrigada pelas dicas.
#oremos

28/09/11
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AZIA NA GRAVIDEZ SUPER DUPER STYLE

É um negócio inexplicável, que mesmo uma grávida de segunda viagem, pode não saber do que se trata.
Começa com um leve gosto ardidinho na boca e garganta, engraçadinho até. Parece que você chupou um halls.
Depois começa a parecer que você tomou um vidro de Pinho Sol. Aí não é tão legal.
Dói no meio do peito, arde, arde, arde, parece que você vai morrer, aí para por um tempinho.
E depois volta.
De modo que da primeira vez que eu tive, contei para meu marido e ele começou a desconfiar: hey, será que não é contração?
A menos que a criança venha a sair pela boca, não. Aquilo lá se chama azia + refluxo.
E da última vez que li nos livros, as dores do parto atingem os paises baixos.
Então, se você comer uma coisinha para ver se passa, piora.
Se você ficar sem comer, piora.
Se você perguntar no tuiter, o povo vai te mandar tomar suco de laranja.
E vai ter gente que dirá que suco de laranja vai te matar.
Te mandam tomar leite gelado e mastigar folha de couve crua.
E qualquer coisa que você fizer, piora.
Se ficar sentada, é ruim.
Se deitar, morre.
Quando o nenê mexe, você se lembra do porque está passando por aquilo, pode até pensar que tudo bem, vale à pena... mas dura dois segundos, e você pensa: que raios essa criança está fazendo comigo?
Posso ao menos tomar um sorvete hagen daaz com calda de chocolate bronw-cow e uma colherada de nutela?
Não.
Posso tomar uma água?
Não.
Posso tomar um comprimido?
Não.
Ok, eu sei que pode, já sei até o nome.
Vou comprar issaê, porque, não tô aguentando.


***

Se você veio até aqui em busca de informações sérias sobre Azia na gravidez, volte ao Google, my friend.


***

Se você representa alguma das marcas supra-citadas, inclusive do comprimido altamente relevante para o post e propositadamente omitido do mesmo, (olha como eu sou espertinha!) pode entrar em contato para fazer um depósito na minha conta. Engrossando o coro da Mari, esse blog não é a casa da mãe Joana, e não fazemos propaganda, divulgação, pautas, dicas imperdíveis para meus leitores e demais bobagens afiliadas em troca de banana. Somente participo de relações que são vantagem DE VERDADE para ambas as partes. Se aparecer aqui, é porque é gente que respeita!


27/09/11
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SORTEIO #3: WHAT MOMMY NEEDS

Bom dia camaradagem!

Hoje eu estou feliz e vamos sortear mais coisas lindas e bacanas, para você, querida leitora, que me acompanha diariamente, lê minhas lamúrias e prestigia esse lindo bloguinho, feito com todo carinho das minhas mãos inchadas e cabeça estafada de tanta idéia que me persegue...

Opa! Então hoje, está aberto o sorteio mais fofurístico e democrático do Brasil: 

R$ 100,00 em vale compras da gatíssima loja virtual What Mommy Needs!

Com esse vale, você pode visitar os quatro cantos da loja e escolher desde brinquedos pedagógicos, livros e roupinhas de algodão orgânico, até alimentos natuaris e saudáveis! E que estímulo para continuar comprando consciente, e pela internet, que é o must do conforto, né?

Olha só umas coisas lindinhas que eu achei por lá!

Eu quero!

Eu quero para mim!

Joaquim tem essa!

Achei o máximo! Um cadeirão ecológico e nada trambolhento!

Não percam!

Para participar do sorteio você precisa:

1) Ser seguidor do Super Duper,
2) Ser seguidor do What Mommy Needs - pode ser no blog, no twitter ou no Facebook!
3) Deixar um comentário nesse post dizendo EU QUERO GANHAR 100 REAIS PARA GASTAR NA LOJA WHAT MOMMY NEEDS!!

O vencedor será anunciado no de 10 de outubro, segunda feira. As inscrições para o sorteio encerram no domingo, dia 9 às 20h... portanto.... VALENDO!

26/09/11
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SIACALMEM! ESTÁ TUDO BEM COM MINHAS PAREDES

Gente, morri de rir!
Vocês são muito preocupadas, qual o problema da criança riscar as paredes?
Hahahahaha...

Pois bem, a verdade é a seguinte:

Aquele lugar é meu atelier, conhecido aqui em casa como Terra de Ninguém, e artisticamente ali tudo pode. Pode riscar parece, desenhar no chão, mexer nos materiais, amassar papel, tudo pode.
Essa é uma das minhas estratégias para conseguir trabalhar com ele por perto, ele também acha suas atividades e segue se distraindo. Meu único cuidado é manter os tóxicos e cortantes fora de alcance.

A porta branca que ele riscava é a porta do armário do atelier. Um armário vagabundo de excelente custo X benefício adquirido em um muquifo uma loja de departamentos dessas populares. O que significa que não há como sofrer se ele ficar manchado. É fato - se você escolheu laca branca para os móveis, talvez o sofrimento seja maior ao se aproximar de uma canetinha.

Canetinha aquela que era daquelas de lousa - basicamente o mesmo tipo de acabamento do armário - laminado melamínico, vulgo fórmica. Não sai com um apagador, mas um paninho úmido é suficiente. Ficou meio rosado? Ah, isso ficou. Mas quem liga?

No chão havia sim uma caixa aberta, daquelas enormes de TV flat. (ele fala "a caxa! a caxa!") É uma excelente idéia para quem ama muito o chão e não quer vê-lo riscado. Não meu caso, a caixa estava lá de farra mesmo. Oferecer diferentes suportes para eles se expressarem é uma boa idéia - e em diferentes posições - chão, parede, mesa...

Aqui em casa existem regras sim, também não somos totalmente maloqueiros, calma lá! O atelier é território livre, mas o restante da casa não pode ser vandalizado. No corredor que liga os quartos, coloquei papel kraft nas paredes, e ali pode riscar também. Fico de olho nos limites e se a canetinha começa a querer sair da área permitida, é minha culpa, eu assumo e pacientemente explico até onde podem ir, o que pode e o que não pode riscar, e por aí afora.

Funciona? Claro que não. Ele risca tudo o que vê, mas é um objetivo a longo prazo estabelecer esse limite. Outro dia catou uma caneda de retroprojetor e riscou a cabeça inteira. Como limpa caneta retro de couro cabeludo? Não é com shampoo. E para todos que se incomodam com toda aquela loirice um alento: essa semana está meio roxo, o cabelo.

E o que eu ganho com isso? Expressão. Joaquim é estimulado a se comunicar como quiser. Falando, se movimentando, desenhando e fazendo bagunça. Dá mais trabalho do que proibir, eu garanto. Mas ainda assim recomendo!

21/09/11
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EMPURRANDO COM A BARRIGA

Simplesmente porque cheguei naquela pequena fase de transição, que acomete grávidas do terceiro tri, onde ainda não se deram conta que têm uma barriga para passar antes do corpo.
Eu barrigo as portas, as cadeiras, os vãos de passagem, os espelhos retrovisores dos carros.
Porque minha cabeça ainda pensa que estou no formato beldade. Nota mental: VOCÊ ESTÁ NO FORMATO BALEIA, E DOIS CORPOS NÃO OCUPAM O MESMO LUGAR NO ESPAÇO. Para quem quer saber o quanto eu já engordei nessa gravidez, a resposta é: não faço a mais vaga idéia. Digamos que até pouco tempo dava para disfarçar a barriga, agora está ridículo. Nível, comprei jeans de grávida.

***

Foi meio natural e Joaquim chama hoje em dia minha barriga de nenê. Eu pedi alguns beijos na barriga e agora virou rotina, ele vem, levanta minha blusa, dá um beijinho e fala nenê. Aí a mãe pensa que o filho é um gênio, não comenta muito para não ofender as crianças menos privilegiadas, mas internamente se gaba de tamanha maturidade. Aí o filho passa a levantar a blusa de qualquer ser humano da terra e dar um beijo, e chamar de nenê. Para quem quer saber o que o Joaquim está achando de ganhar um irmãozinho(a) a resposta é: ele não faz a mais vaga idéia do que está se passando.

***

No meio tempo, entre os barrigamentos, continuo peitando. De fato ele estranha o gosto do "leite" que miraculosamente se transformou em colostro, e ele anda até rindo do fato. O meu leite era bem docinho, agora ando fabricando um suquinho transparente mais parecido com água do mar. (aham, nojeirices, eu provei meu leite and meu colostro #quemnunca?). A questão é que eu sempre tive uma imagem lá no fundo da minha cabeça, sobre a lactogestação - amamentar de barrigão. Eis me aqui, com dois filhos empilhados, um me suga por dentro, outro por fora e eu acho tudo lindo. Não me sinto desgastada, usurpada, explorada e nenhuma dessas outras sensações libertadoras do feminismo radical. Quer saber? Eu acho bacana prá caramba! Para quem quer saber se pode continuar amamentando na gravidez a resposta é: pode, basta querer. Para quem quer saber se dá, a resposta é: dá, mas muita coisa muda na relação mãe + mamá + bebê.

***

Estou devendo o último capítulo da minha novelinha HKFD - 90 dias para me livrar do vício da empregada doméstica. Já completei os 90 dias, tô viva, mas não consigo gravar porque ainda não cheguei a uma conclusão. A verdade é que, ando com dificuldades barrigais com algumas coisas: tirar a roupa da secadora, tirar a roupa do fundo da máquina, recolher coisas com pázinhas, subir o aspirador de pó. E eu me pergunto, cara leitora, até quando? Será que me livrei mesmo do vício? Porque sabemos que impedimento maior que uma barriga que não te deixa ver os pés só mesmo um RN urrante que não te deixa ver futuro na humanidade. Para quem quer saber como eu vou fazer quando o bebê chegar, sem empregada + casa + atelier + Joaquim + ficar cheirosa, a resposta é: tu tu tu tu tu tu tu

***

E depois que uma vez tentou levantar a blusa da avó para dar um beijo no nenê ela ensinou que aquilo não era nenê: era banha. Agora a criança vai nas barrigas de outros seres humanos menos privilegiados que eu - que tenho uma desculpa para chegar antes nos lugares com uma barriga de vantagem - e aponta, e ri: é banha! é banha! Se a pessoa der mole, ele tasca um beijo.
Para quem quer saber o que se segue nessa jornada de barriga a resposta é: continue acompanhando o Super. Aparentemente essa barriga vai ficar maior que a de Joaquim, e menina, se isso acontecer será preciso um calço com rodinhas para eu continuar de pé... vou contando...

***

E hoje no Mamatraca um entrevista bombástica, com um ícone de mulher no mercado de trabalho : A Monga! Para quem quer saber who the hell is Monga a resposta é: corre lá!


19/09/11
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O "C" DO VBAC - PARTE 1

Eu não sou ativista de nada. Gosto de conhecer as vertentes das coisas, conversar com as pessoas para entender seus pontos de vista, quando é o caso, conhecer os aspecto científicos envolvidos, saber de pesquisas, ouvir experiências. 
Normalmente eu tento formar uma opinião minha, e fico confortável com ela.
Nunca isso significa que eu acho que a pessoa do outro lado deve pensar igual. Muito menos que as atitudes que eu tomo, servem para julgar, ofender ou criticar quem faz diferente.
Se eu não dou leite de vaca ou artificial para meu filho, não quer dizer que estou te julgando porque você dá. Também não quer dizer que concordo com você. É simplesmente uma diferença de opinião, de pensamento.
Quando alguém se sente "atacado"por qualquer postura  - seja buzinando para alguém que parou na faixa para um pedestre atravessar, ou rebatendo argumentos irrefutáveis como por exemplo: leite materno é a melhor opção de alimento para bebês mamíferos, não importa de qual raça - na minha visão só existem duas explicações:

A) a pessoa se sente culpada e não está confortável com suas próprias decisões. 
B) a pessoa está precisando se informar mais.

Ainda tem a opção C) a pessoa é maluca, mas essa nem vou entrar no mérito.

***

Semana passada a  Não Veja publicou mais uma idiotice niilista sobre os riscos desnecessários do parto domiciliar. É um compêndio terrorista envolvendo essa prática de mitos e fantasmas, que qualquer tolinha, como eu, pode acreditar e acabar se rendendo à tentação de ter um filho da forma mais segura possível : no hospital com uma cesárea agendada depois de um pré natal bem feito com um médico super especializado em partos.

Não sei onde eu estou indo, mas sei que eu estou no meu caminho. Não cheguei no ponto de ficar combatendo a o parto via cesárea e entrando nos mil detalhes ativistas dos perigos desse tipo de procedimento, mas resolvi contar do meu ponto de vista, como ele foi para mim.

Só como uma forma de falar para mim mesmo, e para quem interessar o quanto esse parto pode ser um crime - quando aquela mãe e aquele bebê não foram feitos para ele.

***

Chegamos na 38 semanas com a promessa de que eu teria um parto normal. Na época eu não fazia a menor idéia da diferença entre normal, natural e achava que ter bebê em casa não existia. 
Dêem um desconto, minha vida era movida a sexo, drogas e rock'n roll. Eu não ficava muito pensando no que invariavelmente viria depois disso.

- Eu me sinto muito mais médico, muito mais realizado quando trago uma vida ao mundo por vias naturais.
- Existe até agora algum indício de que eu precisaria de uma cesárea? 
- De maneira alguma, sua bacia é ótima, é enorme! O bebê está ótimo, vai ficar tudo bem.
- Existe alguma coisa que eu precise fazer para me preparar? Tipo Ioga, consultar uma Doula?
- (cara de cheira peido) Nããão... nada disso é necessário! A natureza sabe o que faz.

Essa foi a conversa de aproximadamente 20 semanas de atendimento. Tendo passado no início por 3 outros GO's que não me inspiravam a mínima confiança e perdido um dos bebês que eu carregava, esse médico ganhou um certo status de confiável.

Mas eu devia ter suspeitado das 5mil fotos de partos na parede do consultório. Só consegue fazer tantos partos assim quem demora 15 minutos para fazê-los.

- Frente a esse ultrassom, devo te informar que as perspectivas para você mudaram.
- Como assim? O que há com o bebê?
- Ele está bem por enquanto. Mas você está numa condição que eu não previa. Sua placenta está em grau 3. Você sabe o que isso significa?
- Não 

Seu imbecil, tenho cara de Go? Se eu fosse Go não precisava de você. Eu estava muito cansada e empelotada de alergias, com um calor de 40 graus e uma casa acabada na enchente e reformas, sem previsão de retorno ao lar. Simbólico, não?

- A placenta é o que alimenta o bebê. A Placenta de grau 3 é uma placenta calcificada, que pode parar de nutrir o bebê a qualquer momento. Por enquanto, ele está bem, mas pode começar a perder seu alimento aí dentro. Eu recomendo que você agende uma cesárea hoje. Espero que você não tenha nada contra...
- Mas eu não quero fazer uma cesárea! Peloamordedeus, é uma cirurgia enorme! 

Eu lembrava da minha mãe contando que não conseguia lavar os pés depois dos partos cirúrgicos que teve. Infelizmente eu não tinha conhecimento o suficiente para pensar nos prejuízos desse parto para o bebê. Talvez se tivesse, teria sido mais firme, e quem sabe, escapado dali. Algum tempo de bate-boca sobre o procedimento se passou, e ele continuava a insistir.

- O seu bebê está pesando 3.800kg. De qualquer forma, seria um parto muito trabalhoso, muito moroso, com possibilidade de sofrimento para ele. Você precisa pensar nele também.
- Tem certeza que isso é o certo a se fazer? Eu li que o ideal é esperar o trabalho de parto, não posso pelo menos esperar o trabalho de parto?
- Você que sabe. Quer pensar um pouco? Eu sou profissional e espero que você confie no que eu estou te dizendo. Seu bebê está bem agora, mas a gente não sabe como vai estar daqui a pouco, e você sabe... seu bebezinho não quer morrer...

***

Continua depois, né gente? Pq preciso de estômago para lidar...

***

Não deixem de visitar o Mamatraca - um site cheio de opinião, e que aceita todas as diferenças, promovendo debates saudáveis e interessantes, em um formato inovador! - hoje eu estou no ar (sou a boniita, de vestidinho florido, falando sobre minha carreira e a maternidade!)

16/09/11
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RESULTADO DO SORTEIO #2 SPDP - CLUBE DO BRINQUEDO

15/09/11
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SOBRE MEU CARRO

Eu dirijo uma sucata toda batida um carro vintage. Vítima da minha grosseria no trânsito falta de apego aos valores mundanos.

Eu raramente lavo o carro. Ele é sujo por fora e já foi relativamente salubre por dentro. Hoje em dia padece com cascas de banana, sapatos miniatura, brinquedinhos everywhere e farelos dos mais variados quitutes de farinha integral. 

***

Há alguns anos eu estava dirigindo e cantando, uma das minhas atividades favoritas na vida e que me ocupava um tempão, pois eu trabalhava muito longe de casa, e um carro veio em alta velocidade atrás de mim. Era uma mulher dirigindo, com muita pressa, e o trânsito estava enrascado. 

Sabe quando a pessoa se enfia em qualquer brechinha? Ela fechava todo mundo, ia galgando posições para chegar logo no farol. Quando o trânsito ralentava, ela acelerava curtinho e logo freava, já na minha frente. E assim ia, brecando e acelerando, buzinando e tentando escapar. E quando o carro parava totalmente ela pulava lá dentro, dava para ver o carro chacoalhando.

Pensei eu, o que quer essa maluca? Será que isso é um código para quem está querendo briga? Será que ela está me convidando para um racha?

***

Hoje em dia nem mais rádio eu tenho no carro. Pois há uma trilha constante, irritante, carinhosamente chamada pelo meu filho de "Bia, Bia" e quando ele está muito empolgado de "Bia, Bia, Bia, Céu" proveniente de um radinho feioso todo colorido e com botões, que ouso dizer que derrete o cérebro das crianças - e é o melhor brinquedo do mundo para se ter dentro do carro.

Se ele não quer ir embora, "vamos ver o Bia?"- ele diz "carro"e sai correndo. Vitória.
Se começa a se irritar com o trânsito, toca o "Bia"e ele se diverte com as 4 músicas em looping. Sossego.

Eu que ouvia de Killers a Lizt, ouço agora uma canção que esbalda poesia "Em todos os cantos do mundo, encontramos fooooormaaass...."

***

Tão suja (nem tanto, vá) como meu carro é minha boca. Eu falo muito palavrão. Outro dia fui sucessivamente provocada por um ignóbil no trânsito que fez a coisa que eu mais abomino - cortou a fila imensa de carros parados para fazer um retorno por fora e forçou a entrada na minha frente.

Ele era dono de um carrão, mas eu não me intimidei, e não dei passagem. Também não fico cheia de raiva, não grito nem nada, simplesmente não permito passar um idiota desses. Eis que sem querer eu soltei um, "aham, vai prá-puta-que-te-pariu-tio"... e continuei cantarolando as excelentes cações sobre triângulos e as borboletas alegres do infeliz radinho. Se meu filho ama, eu amo #not.

Meu carro é assim, baixo escalão e borboletas se misturam.

***

Anos depois eu descobri o que tinha a mulher: um filho chorando aos berros no carro. Só um nenê em prantos amarrado na cadeirinha, uma cidade de caos em trânsito e o desespero total de uma mãe sozinha lá dentro são capazes de utilizar aquela técnica: acelere e pare frenéticamente. E se o carro parar, pule para chacoalhar! Quanto mais movimento, menos ele vai chorar!

Técnica da mãe automotiva-maluca: eu uso.

***

Eu encostei o carro no portão e catei o controle. Minhas mãos de grávida, que dizem ser um sintoma essa falta de coordenação, logo o lançaram para baixo do banco, para aquele lugar onde devem morar as meias despareadas do Joaquim. Quem sabe?

Uma pessoa normal? Taca a mão lá em baixo e procura tateando. Uma grávida que se fizer isso morre sufocada pelos peitos? Desce do carro, puxa a calça para cima, arrasta o banco, agacha e pensa nos exercícios Kegel, acha um palito chupado de sorvete, tateia um pouco mais....

Perigoso ou não?

***

E por fim, entro em casa com o rebento dormindo. Ele sem-pre dorme 5 minutos antes de chegar em casa. Só para ficar naquele mal humor de quem desperta da soneca à força, e me fazer carregar seus 12kg, mais mala, mais mochila do computador, mais lancheirinha, mais barriga, mais toda a minha beleza escada acima.

Eis que encontra minha mãe no caminho. Desperta com susto:

PÁ-QUI-PÁ-IU

Eu não sei o que ele quis dizer. Alguém se arrisca?

***

Só para constar nos autos. Nome do meu carro: El Roy del Granossor. Lindo né?

14/09/11
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OBRIGADA E BORN AT HOME

O post de ontem me tocou profundamente, sério!

Os comentários, além de me mostrarem diversas formas de encarar o tema, me ajudaram a compreender que nunca estamos sozinhas em relação às questões femininas, maternas. São os círculos! Os círculos de mulheres, que me fazem tão bem!

Respondi ontem para todo mundo no post mesmo, aproveitando a reflexão de vocês para fazer a minha própria. Obrigada de coração!

Não ha muita coisa a dizer se não: a jornada começou. Obrigada por fazerem parte e por todos os desejos de sucesso, e obviamente que vocês ficarão a par desse percurso.

Quero deixar um video, compartilhar um sentimento de prazer, beleza e superação, que deve ser parir um filho por vias naturais. Aina mais na sua casa. Ainda mais com seus entes queridos em volta.

Talvez demore um pouquinho para carregar, mas vale à pena!





E hoje falamos de uma gestação e parto, de uma filho diferente, lá no MAMATRACA!

13/09/11
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O PARTO OU NÃO PARTO


O Joaquim nasceu de cesárea.

Ontem e na semana passada eu estava conversando com amigas, falávamos dos nossos partos. As mulheres dos meus diversos círculos.

E eu contei pela segunda ou terceira vez em duas semanas a história da última semana de gravidez e todos os fatos que me levaram a fazer a cesárea.

Entre algumas dessas narrações, uma amiga querida disse: Eu não sabia que você tinha ficado tão chateada com o parto do Joaquim. Você não fala muito sobre isso.

Bem. Eu não falo muito sobre isso (mentira, eu falo um monte sobre isso, mas talvez não tivesse ainda deixado tão claro o desafeto que eu tenho com aquele dia, certamente o dia mais feliz da vida, mas que deixou marcas profundas)

Definitivamente, eu não quero que meu próximo filho venha ao mundo daquela forma. Tendo dobrado o cabo do terceiro tri (sim coleguinhas, já estamos no último terço) invariavelmente terei um novo parto, uma nova história, uma nova chance de trazer um filho ao mundo e ainda, o que mais me encanta uma nova chance de deixar alguém nascer. O parto é meu, o nascimento é dele. Eu quero o mais gostoso, lindo, seguro, humano e saudável, para os dois.

O que anda me encucando. Eu entendo, compreendo, conheço e assumo toda a responsabilidade dos fatos que me levaram a assinar a minha internação para uma cesárea no nascimento do meu primeiro filho. Eu não me culpo pelo que aconteceu, a história é assim, as coisas naquele momento desencadearam esses fatos e não há nada que eu possa fazer para mudar o passado.

Mas se eu pudesse mudava.

Minha amiga tem razão, o jeito que o Joaquim nasceu, me chateou, e muito. Se por um lado eu sou muito bem resolvida com a questão “água embaixo da ponte” por outro eu arrasto correntes, por não ter me permitido na época conhecer mais, saber mais, ler mais, interagir mais com outras mães.

Algo que pudesse ter-nos poupado de infinitos cortes, furos, medicações, separações, cicatrizes e máculas.

Entrando nessa (longa) reta final eu embarco em uma viagem. De resgate, de cura e de opção. Posso agora rever o passado e revisitá-lo. Aprender com o novo e permitir para pelo menos um dos filhos, o nascimento justo e humano que merece.

Permitir para mim mesma, ter o filho da forma que eu quiser.

***

Sessão de terapia em blog aberto. A gente se liga em você. Logo mais, quando eu tomar coragem vou falar sem censura sobre o parto do meu primeiro filho. Descobri que eu tenho muitas opiniões sobre aquele dia.

Esse raio de maternidade ativa é uma caminho sem volta.


12/09/11
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O MAMATRACA ESTÁ NO AR

Eu falo. Vocês sabem. É muito, vocês imaginam.
Sobre filhos, essa é a ultima moda.

Topei com algumas outras faladoras. Uma água, outra vinho, outra cervejinha e outra cola light. E saímos matracando.

Angariamos forças, reunimos especilidades e especialistas. Técnicos, amigos, queridos, gente com vontade de desenhar, planejar, criar, falar, contar dividir e recortar papel.

E então nasceu o Mamatraca. Um site pioneiro, voltado para discussões maternas em formato inovador.
Posts diários, diversas opiniões, gente que entende.

Eu, elas, vocês, todo mundo.
Agora diariamente vocês me encontram no Super Duper, meu filhinho do meio e no Mamatraca... o terceirinho que chegou antes mesmo do segundo!

Isso é que é gostar de ser, falar, pensar, viver, sentir, cantar, dançar, e filmar a maternidade.
Só posso dizer: VEM GENTE!!!


09/09/11
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SORTEIO #2 - CLUBE DO BRINQUEDO

Vocês já sabem que eu sou fã do aluguel de brinquedos, como andei contando por aqui

Os queridos do Clube do Brinquedo fizeram uma parceria com o Super Duper, o segundo fabuloso sorteio do blog!! É uma chance de:

1) Conhecerem o serviço bacana do Clube, 
2) Experimentarem algum brinquedo, daqueles que a gente vê nas lojas e não tem dinheiro nem a pau espaço em casa para guardar.
3) Comprovar a minha tese de que em 1 mês a criançada já enjoou daquele trambolho ítem educativo, e está pronta para novos desafios!
4) E tem mais, não é só de brinquedo que vive o Clube. Tem livro, aparatos infantis que usamos só uma vez na vida, tipo babá eletrônica, banheiras dobráveis para uma viagem, cadeirões e demais comodidades da vida materna-moderna...

O sorteio vai premiar 5, eu disse 5 felizardos. Cada um com um mês dos seguintes planos:

Veja mais informações aqui


Maaass... tem sempre que haver um mas, não é? Só podemos presentear um determinado grupo de participantes: AQUELES QUE TIVEREM ENDEREÇO DE ENTREGA NA ÁREA DO CLUBE DO BRINQUEDO - SÃO PAULO E REGIÃO METROPOLITANA EXTENDIDA.

Então para participar essas são as regrinhas:

1) Ser seguidor do Super Duper,
2) Deixar um comentário nessa postagem, 
3) Checar se seu endereço de entrega está na área dos serviços do Clube do Brinquedo.

Mas Anne, como eu faço isso?
Veja bem, meu bem... entre no site www.clubedobrinquedo.com.br e faça seu cadastro e o sistema informará se sua casa está na área de entrega.

Mas Anne, eu não moro na área de entrega!
Daí vem o truque. Se você tiver um coleguinha, amigo, parente que more na área, vale entregar na casa dele. Tipo, você mora em Campinas, cadastra o endereço da sogra em SP, participa do sorteio, ganha, e naquele almoço mala que você tem que vir uma vez por mês, você pode ser recompensada com um mondebrinquedo para entreter a garotada por um mês.

Mas Anne, eu não tenho ninguem na área de entrega!
Ou... se você for uma pessoa evoluída, você pode participar em favor de uma amiga, coleguinha que more na área de entrega e presenteá-la com um mês de brinquedo de graça para os pentelhinhos que ela tem em casa! Eu quero uma amiga assim, quem não??

Mas Anne, eu não tenho amigas.
E se nenhum dos casos se aplica, escolha sua participante favorita e fique torcendo por ela. E junte-se a mim na hora de espalhar o conceito pelo Brasil inteiro, que logo mais o Clube do Brinquedo chega na sua cidade!

Estamos entendidos?
O sorteio corre na SEXTA-FEIRA, dia 16/09/2011.
As inscrições estarão encerradas na QUINTA-FEIRA, dia 15/09/2011 às 21h.

Eu que tive tempo de investigar - e recebi uma oferta de uma fofa para fazer isso para mim, mas sou uma jacú e perdi o contato da moça (obrigada, certamente vou querer da próxima!) - não investiguei nada e continuamos aqui, fazendo sorteio com planilhinha do excel, random org e filminho no final! É muito charme, minha gente!!!

Você pode participar somente uma vez. Nada de tuiter, nada de FB. Mas não seja boba, chama a parentada toda para ter mais chances de ganhar! São 5 prêmios, vem povo!!!

Vai lá escolher seus brinquedos!


07/09/11
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MATERNA EM CANTO

Passando para contar rapidinho, que já estou bem atrasada para o ensaio.
Confiram o blog do Materna em Canto - o Coral de vozes Maternas mais gatas da cidade!

E aproveitem e dêem uma espiada em um vídeo da nossa última apresentação - só não reparem que eu pareço uma janjolona! Saudade da magreza! Bjos


06/09/11
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CÍRCULOS DE MULHERES

Eu sempre fui uma garota dos clubinhos.

Bastava que houvesse mais alguma amiga disposta que eu logo formava um clube. Teve o das primas, o das amigas de infância. Depois no teatro, no ballet. A gente se reunia, punha um nome no grupo. Criava senhas, regrinhas, fazia uns documentos, inventava juramentos, símbolos, códigos para nenhum menino entender nossas comunicações importantíssimas.

Então eu cresci um pouco e achava que essa história de clube da luluzinha cairia por terra. Hoje eu estava pensando, nunca, nunca caiu. E eu continuo fazendo parte de diversas confrarias femininas. Os círculos de mulheres.

As mais recentes: um da época de faculdade. Só mulheres, todas bêbadas engraçadíssmas, com um único objetivo: beber até cair diversão sem limites. Foram anos de encontros, conversas, laços estreitos e muita celebração da pinga da amizade feminina.

Um pouco mais para frente, outro grupo. Só mulheres, todas professoras, com um único objetivo: falar sobre trabalho ininterruptamente  conversar profundamente sobre a vida, com muitas questões filosóficas. E mais anos e anos se seguiram, concomitantemente com o primeiro grupo, e com membros co-habitantes.

Então veio a maternidade e com ela outro grupo, prepraratório: o grupo das mulheres sem grupo. Sim, a maternidade pode ser solitária, mas logo as novas mulheres-mães - assim como as meninas-moças, as universitárias-pinguças e as professoras-profundas - se encontram. 

E no meu caso, formam grupos. Mais um clubinho, uma confraria, um círculo, uma oportunidade de fazer terapia, exorcizar questões. O clube das monotemáticas que só sabem falar dos filhos blogueiras maternas.

E ha poucas semanas, meu mais novo círculo. Novamente mulheres. Novamente mães. Desta vez, comedoras de aipo orgânico cantantes. Semanalmente um encontro, algumas outras vezes, apresentações. Mais que gente cantando, de novo vejo uma oportunidade de celebrar a maravilha de ser mulher, com a cereja do bolo, que é ser mãe.

Nesses clubes a gente troca, que é o que eu mais gosto. Entrego o meu ouro, conto meus segredos, ouço os dos outros. Parece que não haveria outra forma de celebrar o feminino, de conhecer e vivenciar plenamente a experiência de ser mulher. Sem ser em grupo. No coletivo. Horas tomando uma cerveja, horas batendo longos papos. Depois fazendo tours virtuais pelas "casinhas" cibernéticas das demais mulheres e então cantando com outras, em roda.

De saias, computador, slings, cadernos, reclamações, projetos, cabelos, piscina e isqueiros (umas acendem cigarros, outras acendem incensos, outras acendem as velas do parabéns)

Meus círculos de mulheres são uma delícia de conviver.

Produzimos juntas uma alquimia que transforma e purifica, mostrando lentamente nosso verdadeiro ser e nossa função sagrada feminina. Nesse efeito de irradiação, nós mulheres vamos transformando nossas vidas, relações e mundo, respeitando nossa força feminina e sintonizadas com sua forma acolhedora, fertilizadora, cíclica e receptiva de ser.” - Ivana Calado

Informações mais verdadeiras sobre os Círculos de Mulheres, aqui.

Nota mental: Reler Mulheres que correm com Lobos!


PS: estou grávida, #not-on-drugs
PS2: esse post ia chamar "É as mulheres, Oba!"

05/09/11
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BREAKING NEWS

Ontem, depois de dias para lá de intensos, eu estava conversando com o Pedro no carro sobre como a gente anda vendo desgraça. Na esquina de casa, um acidente, dois quarteirões para frente, um assalto, na tv só se fala de recém nascido abandonado. Parei.

Concluímos que os meios de comunicação acabam super expondo esses acontecimentos. Vocês concordam comigo que histórias como essas, abandonos cruéis de indefesos, crescem exponencialmente por causa da ampla divulgação que têm na TV?

Como se a pessoa que estivesse inclinada a cometer esse crime, sentisse-se validada por já ter visto histórias parecidas nas grandes mídias? Sim, pode ser que antes não houvesse cobertura jornalística para tantos acontecimentos. As coisas aconteciam, mas a gente não ficava sabendo.

Mas no caso dos abandonos, acho que o efeito é oposto. Quanto mais aparece na TV, mais casos acontecem. simplesmente porque as pessoas vão encarando como algo normal. Aceitável, afinal, acontece tanto...

Queria que os acontecimentos mudassem, mas para isso parece ser preciso mudar as notícias. Não vejo os jornais sensacionalistas, mas vira e mexe entro em contato, eles sempre estão lá. Não sei como conseguem colocar a cabeça no travesseiro, aqueles jornalistas que passam 2h no ar espalhando a desgraça.

Creio mesmo que deviam parar, sério. Isso não é notícia, é sua dose diária de depressão e desânimo.
Deviam estar ocupados com notícias boas. Eu sei que parece besta, mas certamente cercados de notícias boas, talvez a gente tivesse mais ânimo para procurar coisas melhores e positivas, nos afastar dos perigos e especialmente, jamais, jamais nos acostumar com atrocidades, como o caso dos abandonados recém nascidos.

O que acham? 

02/09/11
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TIREM SEUS FILHOS DO FACEBOOK


Esse é daqueles posts que escapam das bocas (ou dedos) das grávidas (ou demais sem noção) : Queridas, tirem seus filhos pequenos do Facebook.

Recentemente, tenho visto inúmeras crianças com perfis sociais na rede. Recebo diariamente muitos, muitos convites de ex alunos, queridos que um dia alegraram meus dias ainda nas fraldas, e hoje estão cheios de álbuns postados com fotos de viagens, festas e amigos. Carinhas mais velhas, cabelos longos (posso ver até algumas "chapinhas"). Mas crianças ainda.

Eu por um tempo os aceitei, e achei que não havia maiores problemas. Mudei de idéia, ontem bloqueei todo mundo. Não fiquem chateados comigo!

Eu tenho três argumentos para meu pedido.

1) O Facebook permite o cadastramento de pessoas maiores de 13 anos, somente. Portanto, adolescentes. Todas as crianças até 13 anos que tem perfil nessa rede tiveram que - sem exceção - mentir a idade. 

Um contra argumento poderia ser - Mas as crianças querem muito fazer parte desse advento da modernidade e as redes sociais virtuais são um sinal claro do tempo. Negar acesso a elas seria incoerente com criar crianças no tempo em que vivem.

Ok, entendo esse ponto de vista. Mas nada justifica permitir que seu filho faça um cadastro - qualquer que seja, em qualquer lugar - baseado numa mentira. As crianças não deveriam ser ensinadas (e validadas pelos pais, principalmente) a mentir a idade somente para se sentirem incluídos em um grupo. Vejo que sim, redes sociais são um reflexo da nossa cultura. Mas o Facebook é para adultos, e ponto. Criança nenhuma deveria se sentir "excluída"por não fazer parte dela. Se assim se sentem, é um sinal claro, e grave, da crescente adultização que enfrentamos.

2) O conteúdo dentro da rede é para adultos. Como usuária da rede, assim como se eu estivesse em uma conversa de adultos, eu me vejo no direito de não censurar o conteúdo que compartilho com preocupações etárias. Eu subentendo que meu círculo de amigos virtuais é maior de idade, e assim normalmente não me importo se os links que compartilho, desabafos momentâneos com palavras duvidosas ou demais bobagens que somente a nação Facebuquiana compreende estão servindo de impacto nas crianças.

Um contra argumento poderia ser - Mas as mães monitoram a atividades dessas crianças na rede. 

Concordo que muitas mães conscientes permitem acesso restrito dos filhos à internet, e tudo bem. Mas não acredito que esse monitoramento é efetivo no caso do FB, nem que as mães conseguem de verdade observar o que o círculo de relação dos filhos está postando e muito menos se algum elemento mal intencionado está tentando alguma abordagem perigosa. É como deixar o filho pequeno caminhar na borda da piscina e ficar olhando de longe. Ele vai cair e você vai ter que mergulhar para tirar.

3) Poupem-me de ser a única mãe que não deixa, a mãe mais chata da escola, aquela que não entende o quando um garoto de 10 anos precisa de um FB... honestamente, meu filho não terá um perfil social desses, pelo menos não enquanto essa não for uma atividade adequada, destinada e principalmente PERMITIDA a ele.

Um contra argumento poderia ser - Mas o que você sabe? Você só tem um bebê, espera só até ele te encher o saco, com sete anos para fazer um Facebook. Você não vai aguentar, e vai desistir e vai deixar ele fazer... 

Vocês tem razão, meu filho é só um bebê eu eu estou aqui falando no achismo, cuspindo para cima. Só que essa questão para mim está além do que uma mãe aguenta ou não aguenta. Do que um filho quer ou não quer. Esta questão cai no quesito pode e não pode.

A regra é clara, o Facebook não permite que menores de 13 anos se cadastrem. Não tem conteúdo voltado para crianças. Se a vontade de manter os filhos na rede é maior do que o ânimo para tirá-los de lá, o correto seria iniciar um movimento para a criação de um conteúdo específico para as idades, separação por faixas etárias, ferramentas especiais para controle de acesso e acima de tudo: fazer com que o Facebook mude essa configuração. Ou respeitá-la.

Uma vez que o Facebook tem como regra clara um mínimo de idade para cadastramento, estão isentos. E a responsabilidade - ou culpa, no caso de uma questão mais séria - é dos pais que permitiram alterar o ano do nascimento.

***

Na quarta feira eu estive em um encontro muito bacana promovido pela P&G, com um encontro mamães de diversos "talentos". Para não me alongar muito, bastas dizer que uma delas era Rosely Sayão.

No meio de uma deliciosa conversa, com gosto de quero mais, ela disse algo do tipo: 

"Para criar os filhos, basta que os tratemos como crianças. Não devemos esperar que entendam como entendem os adultos. Que se comportem, como se comportam os adultos. Que comam, durmam, falem, pensem, ajam, como agem os adultos... E peloamordedeus - abandonem esse termo pré-adolescente, a menos que me permitam que eu as chame de pré-velhas. A infância vai até a adolescência, não existe uma fase no meio termo. Esse conceito está roubando sua infância..."

E no meu entender, é um dos grandes responsáveis pela entrada cada vez mais cedo no mundo dos adultos. Um mundo que eles não tem condições estruturais, emocionais, psíquicas de adentrar. Um mundo que não é para eles.

Tirem suas crianças do Facebook.

daqui


01/09/11
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NÃO SOU ATRIZ, MODELO, DANÇARINA....

Mas já atuei na televisão, fiz sapateado e ... sou modelo de conduta, obviamente!!
Olha uma propaganda que eu participei. Quem me achar 3 vezes no vídeo ganha um prêmio
(hohoho a produção provavelmente não podia contratar muitas atrizes, modelos, dançarinas...)



Fora minha participação incrível - que atuação, que presença de palco - o video é bem bacaninha, não??

Entre nessa onda está concorrendo no Green Nation Fest!!
Votem gentem!! Se ele ganhar vou fazer uma cervejada aqui em casa para todo mundo que votou!

E eu também estou nessa onda!! Onde está Wally?? Acho que só minha mãe me encontra aqui...