29/08/11
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10 COISAS QUE MUDARAM MINHA VIDA PARA MELHOR – NOS ÚLTIMOS 10 ANOS


ENTREI NA TERAPIA = Eu não teria feito nada disso se não estivesse em acompanhamento terapêutico, matando minhas sombras, encarando meus fantasmas, assumindo as rédeas da minha vida e bancando as escolhas. Tudo o que fiz, tudo o que aconteceu, teve seu preço. E eu paguei e pago diariamente. Não existe almoço de graça.

MUDEI DE CARREIRA = Eu fui professora de artes por quase 10 anos. Para crianças até seis anos, uma das fases mais deliciosas da vida. E porque eu resolvi mudar, se era tão bom? Envolvia uma abnegação e um desapego aos bens materiais que meu espírito involuído ainda não era capaz de absorver, professores são muito mal reconhecidos. Carreguei comigo a parte boa, toda a vivencia com as crianças, o aprendizado infinito em vê-los produzindo arte, meu olhar especial para as coisas simples da vida e corajosamente larguei tudo para trás – resolvi me formar em decoração. Um universo distante, ainda que ligado à educaçãoo pela ponte das artes visuais: melhor idéia que tive na vida, me formar em artes plásticas. Com isso eu posso ser muitas, muitas coisas quando eu crescer.


 CASEI COM MEU MELHOR AMIGO = Não é pieguice. Mas casar com o seu melhor amigo, futuro pai dos seus filhos, velhinho que vai segurar sua mão enrugada para tomar a vacina da gripe, não tem preço. Fora a experiência emocional que o ritual do casamento representa, a partir do casamento (juntamento inicial seguido de ritual completo de passagem após 1 ano e meio de test-drive bem sucedido) senti que eu tinha um timinho, uma equipe. Era o embrião da minha vida hoje, eu tenho apoio nas decisões que tomo porque arrumei um comparsa bacana.

CONHECI UM TANTO DA EUROPA = Isso abre a cabeça, amplia os horizontes, ensina e desperta na gente algo de muito bom. Foram quase 30 dias de pura viagem interna e externa. Não saberia descrever o que senti quando olhei pela primeira vez para o teto do Louvre. A sensação de andar no velho mundo mudou muito do que eu entendia sobre ele. Um dia eu conto aqui o roteiro da minha lua de mel. Dá um filme (Noviça Rebelde, Noiva em Fuga, Uma noite de aventuras, you name it)

FUI (SOU) PARTE DE UMA NOVELA MEXICANA = Participo ha alguns anos de dramas familiares ligados à morte e hospitais. Não exatamente a morte muda a vida para melhor, mas ela é capaz de ensinar quem fica. E todo o drama que envolve uma doença, uma recuperação ou uma entrega só vai me ensinado que antagonicamente temos o controle de nada mas a opção de tudo. Aprendi com as crises pessoais – de uma gentil forma, somente como coadjuvante – que a dor é inevitável e o sofrimento opcional. E aprendi do único jeito que dá. Na prática.

VIREI MÃE = Não ha como negar, e falar é redundante. Essa experiência muda a vida de qualquer um que estiver disposto a se entregar a suas dores e delícias. Não é para melhor, porque a vida não vira um mar de flores. Na prática a vida piora. É mais trabalho, mais responsabilidade, mais preocupação. Mas só a partir daí a vida tem sentido.

PEDI MAIS DEMISSÕES = Fiquei bons 4 anos trabalhando para escritórios renomados de decoração. Foi uma delícia e a experiência me rendeu referências incríveis. Coisas que eu jamais teria contato ser tivesse permanecido entre os muros da escola. Mas o tempo de ser autônoma chegou. E estimulada pela necessidade real de mandar em meus horários, para conseguir colocar meu filho como prioridade, decidi trabalhar por conta própria. E que aprendizado. Teve um dia que eu lavava a louça feliz (sim, porque no meio tempo resolvi também assumir a responsabilidade da casa) pensando que eu gosto de trabalhar para mim mesma. Gosto quando sei que os esforços são para minhas necessidades. Houve um tempo em que ter um empregador poderia ser sinônimo de exploração. Ninguém lava a louça feliz quando se sente explorada. O dia que a pessoa lava a louça feliz, é sinal que está bem consigo mesmo, não acham?

ASSUMI QUE SOU INFIEL = Quando eu percebi que eu nunca seria mulher de um trabalho só. (hahaha todo mundo teve um siricotico na cadeira achando que eu traí meu marido!!) Passei anos pensando que eu deveria ter uma carreira, me especializar naquilo e ser fera. Idéia errada, e quem me ensinou foi Karim Rashid no livro Design Your Life – toda especialização é burra. Quando aceitei que eu seria o que eu quisesse ser, pelo tempo que fosse, com a quantidade de especialidade que eu tivesse interesse, tudo ficou mais claro. Continuo trabalhando com arte e crianças. Tenho infinitos projetos de decoração. Presto serviço para profissionais, crio peças. Executo as peças, mexo com tecido, telas e tintas. Faço lindas telas. Escrevo, tenho mais ideias. Criei um blog, e ele virou um novo emprego. Escrevi para marcas, e aprendi a valorizar meu trabalho. Lido diariamente com os mais variados clientes. Faço um monte de amizades e vou me metendo em mais projetos. Decidi que quero cantar, e voltei a ser coralista. Não tenho medo de novidade. E me permito mudar de ideia sempre que quiser.

APRENDI A DIZER NÃO = Seja para um cliente que quer meu serviço a preço de banana ou para um parente aflito que precisa de atenção em um momento em que eu não estou disponível, eu hoje sei dizer não. Não mesmo, sem culpa. Eu entendo meus limites. Sei até onde posso ir para não sacrificar o meu self em função do interesse alheio, no caso de um bebê querendo ver a máquina de lavar roupa enquanto eu mando um email importante. Ele grita, eu digo não e aguento. Não é não. Ou no caso do cliente que se surpreende com um orçamento ou envia propostas indecentes. Sim, eu preciso de trabalho. Não, eu não trabalho por menos do que mereço. Guardo os repentes de caridade para quem precisa: os necessitados. Não para quem tem dinheiro.

VIREI BLOGUEIRA = Escrever no blog me faz refletir profundamente sobre meus rumos, e com isso avalio melhor os passos, me entendo mais. É auto conhecimento puro, sem contar a maravilha que é fazer parte da sociedade anônima (nem tanto) das mães blogueiras desesperadas. Seres capazes de mudar o mundo, e ainda tão mal interpretados. Sempre digo que esse blog me abriu porteiras, não portas. Eu que me surpreendia a cada vez que ampliava meu mundo – de uma escola para o mundo corporativo, para a maternidade, para a autonomia – não imaginava que existia um outro universo paralelo, no mundo dos bits e bytes, capaz de me ensinar tanto. E fora isso, eu sinto que tenho voz. Eu gosto de ter voz.


26/08/11
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DICA PARA A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE

Eu adoro a natureza e tudo, mas acho que ela vacila.

Qual o problema senhor? Por que, por que, por que essas crianças não vem com um botãozinho. Um não dois, só dois.
É pedir demais?

ON/ OFF - A ser utilizado somente em dois momentos, juro - às 21h e às 8h. Juro que não uso em nenhuma outra situação.

MUTE - A ser utilizado somente em um momento - na hora do Jornal Nacional. Juro que só uso nesse caso e se eu conseguir um dia na minha vida sentar para ver um filme.

Né? Custava?


25/08/11
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TIREI, TIREI, TIREI SIM!!


Tirei o Joaquim da Escola. Isso já é um rumor antigo, só vou contar o porque...

Mas para isso preciso explicar o porque ele foi para a escola. Ao redor de 1 ano, a situação estava insustentável para mim. Ele quase andando, muito ativo e eu trabalhando para um escritório, em esquema de horário fixo ainda que em home office. Na época não consegui coordenar a agenda das avós, cada uma com suas responsabilidades pessoais e cheias de disponibilidade para ficar com ele, mas em horários que dificilmente compreendiam as urgências e imprevistos do trabalho nem tampouco as regras dos horários.

Pensei em babá, mas isso não está em mim. E logo decidi que ele iria para o berçário. Se a situação não tivesse mudado, era a melhor solução possível. Ainda que eu seja contra a entrada da criança na escola antes dos 2 anos, era o que tinha para o momento. E o argumento de “4 horas em um dia de 24” me ajudou a levar a rotina de casa-escolinha-casa por três meses.

Nesse tempo, surgiram agravantes. Joaquim ficou doente pela primeira, segunda, terceira e quarta vez. Joaquim aprendeu a bater. Joaquim arrumou uma namorada. Coisinhas que iam acontecendo lá e que me desanimavam do objetivo maior – conseguir trabalhar sem enlouquecer – e me lembravam do tanto que eu gostaria que ele entrasse na escola quando estivéssemos mais preparados. Mas nada disso foi fundamental na minha decisão. Apenas agravantes.

Engravidei e sofri uma lobotomia comecei a ter impulsos de mudança. O universo sabe direitinho quando a gente está grávida, e gosta de nos proporcionar chances de mudar. A grávida já naturalmente inclinada a aceitar o novo cai de cabeça em qualquer uma destas chances. O escritório, que já não me satisfazia tanto quanto nos tempos de outrora, começou a pressionar para que eu retornasse para o trabalho in loco. E eu cheia de desejo de ser dona da minha rotina, pulei de cabeça no barranco da demissão. Sim, pedi demissão grávida. Uns chamam de coragem, outros chamam de burrice. Eu chamo de “eu não sabia que eu estava grávida”. Mas honestamente não teria aguentado mais 9 meses de escritório. Isso foi quase todo o fundamental na minha decisão.

E então minha rotina ficou mais flex. Eu me vi com a possibilidade de ir ao parque com o Joaquim às 10h da manhã. Ou às 14:30h. Ou não ir, porque eu tinha muitas outras coisas para fazer (cabe lembrar que saí do escritório, mas continuei trabalhando, néam? Que as contas não se pagam sozinhas.). Só que com o pequeno na escola, eu TINHA que levar às 13h e buscar às 17h. E aí juntou, eu já não estava lá tão satisfeita com as gripes, conjuntivites e namoradas. Minha rotina estava flexível e eu podia me adaptar. Levei um papo sério com as avós e traçamos um plano (que já foi por água abaixo, mas tudo bem) de elas me ajudarem em alguns dias alternados da semana.

O golpe de misericóridia foram os reais. Os reais, os vários reais que eu economizei! Parecia o certo a ser feito, dentro das condições que se apresentavam, dentro da nova dinâmica da nossa vidinha bonitinha.
Claro está que já passou bastante água embaixo do rio, eu arrumei um monte de outras coisas para fazer, mandei a empregada embora, meus horários encurtaram, mas continuamos conseguindo colocar prioridade nas coisas. E ele comigo, para o bem (relaxando no sofá: eu adoro, ele odeia) e para o mal (passando rodo na casa: ele adora, eu odeio), lindo e fofo crescendo aguardando o momento certo de voltar para a escolinha...

Se ele está sentindo falta? Ora, me poupe. Ele gosta mesmo é de ficar com a mamãin...

***

Em tempo, podem me achar maluca, fiquem à vontade, eu  tô aqui para isso. Eu sei que vou ter um bebê, eu sei que vai ser difícil, eu sei que eu não faço a menor ideia de quanto. Também considerei a questão – voltá-lo para a escola perto da chegada do novo bebê e tudo o que isso implica.

Mas também sei que a brincadeira não começa até começar. Estamos vivendo hoje, no máximo a semana que vem. Por enquanto, essa é a melhor estratégia. Quando meu pitiquinho chegar, eu vou novamente avaliar o cenário e ver o que farei a partir daí. Vocês podem não acreditar, mas já ouvi casos de mães que criaram mais de um filho sem colocar o primeiro na escola. Não sem sequelas, elas parecem ter sobrevivido.

Como eu sempre digo, eu me reservo no direito de mudar de ideia. A rigidez é inimiga da felicidade.

***

Esse post foi patrocinado pela minha mãe, que olha o Joaquim toda hora que eu não consigo segurá-lo com o pé e trabalhar com a mão e pela minha sogra, que está tirou uma licençaa saúde do trampo de babá, mas já está quase 100% para voltar a ativa. Exploração da família, a gente se liga em você.

E o tanque de areia agora é no parquinho

24/08/11
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PIC NIC EM NÁRNIA - A BANANA, O BRINQUEDO E A BARRIGA


Vesti meu bebê com a roupa que eu mais gosto – macacão + listras. Estava sol, sol, sol, era domingo e fomos a um aniversário no parque. Existe algo mais charmoso do que fazer uma festinha com um pic nic em um parque delicioso?

Sentamos nas toalhas estendidas no chão, foi uma delícia papear com amigas queridas, enquanto os maridos cuidavam sozinhos das as crianças se divertiam sozinhas e seguras pelos arredores da “mesa do bolo”- cheia de frutas e guloseimas. Joaquim comeu umas 376 bananas, a paixão do momento.

Pic Nic é tudibom!

Se não bastasse a cria, eu também tenho minha quedinha por listras, e naquele dia aproveitei para desfilar meu novo modelito, uma nova moda que estou lançando que se chama – 24 semanas, minhas roupas estão acabando. Daqui para frente só mesmo as boas batinhas e as calças elásticas. E uma gravidinha precisando de um banho de loja. A ver.

Branquela é a mãe. E o filho também. De macacão listrado novamente porque tomou banho de suco.


Como eu sou uma boa aluna, inclusive no consultório médico, tenho tentado obedecer as recomendações da obstetra. Eu que ando morrendo de dores no baixo ventre saí do consultório com uma simples dica: caminhe mais. Ok, não vou enganar meu povo, não sou tão aplicada assim. Mereço lá uns 7,5 pelos esforços no fim de semana. Nesse dia a caminhada nem cansou, e Joaquim se divertiu a valer no seu carrinho.

Comprei um tênis de caminhada. Mas ele é bonito, juro. Sports fashion sucks.

“Seu” bem entre aspas, pois nem é dele nem tampouco nos pertence. É aquele carrinho alugado, que logo mais vai nos deixar. Joaquim já usou e abusou de suas comodidades, e as crianças da simpática festa também! Eu adoro quando a gente faz um programa assim, no coletivo: comida coletiva, conversa coletiva, brinquedos coletivos e todo mundo se divertindo a valer.

Esse carrinho é que é feliz. Já foi "brincado"por 582 crianças. Se eu fosse um brinquedo, queria ser ele.

Desde que tirei Joaquim da escola (tirei, tirei, tirei, depois eu conto) ando aproveitando demais essas oportunidades: parquinhos e festinhas para vê-lo interagir com a galera. Apesar de uma ou outra porradaria sangrenta discordância com avós-de-tanque-de-areia, essas trocas têm sido muito frutíferas – para mim e para ele.

E depois de infinitos (4) pedidos segue a foto da barrigola. Bebezico #2 está uma gostosura pura! Fiz o USG obrigatório morfológico flambers lambers e está tudo em cima. E não, não, não caras comadres cibernéticas (e demais público masculino que lê esse bloguinho diariamente mas tem vergonha de comentar, rá) eu não morri de curiosidade, eu não sei o sexo do bebê e se depender de mim esse foi o último USG. Logo, só tenho notícias sobre o sexo em meados de dezembro, quando finalmente veremos essa carinha (certamente) linda que me deforma, destrói, aluga o corpo.

E se falar que meu braço tá gordo, vai morrê!!!

23/08/11
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MEU FILHO VICENTE E O PRÓXIMO SEM NOME


Eis que um dia coçando no tuiter eu soube que uma repórter da Revista Pais e Filhos estava procurando uma grávida que não quisesse saber o sexo do rebento para uma matéria para o site. Prazer: Anne, eu não quero saber o sexo do meu bebê.

Então entrei em contato com ela e ela me mandou algumas (muitas) perguntas. Nesse dia, eu estava na casa de mamãe, aproveitando a babá-de-graça-sem-vínculo-empregatício-com-vínculo-afetivo e gastando meu tempo (que saudade) na internet.

Então, peguei meu lindo e belo novo aparato digital e saí respondendo loucamente as questões da repórter. Vocês conhecem meu estilo, sou no mínimo prolixa. Escrevi uma bíblia amémjesuis!!

Contei tudo, o porque não quero saber, o que vai ser do futuro, o que acha a família, os nomes, um enorme monólogo, sabiamente monitorado por uma ferramenta muito fanfarrona dos equipamentos modernos chamada Auto-correction.

Essa budega, vai pegando as palavras que ela própria não conhece (ai que burra) e transformando em palavras similares, que ela acha pertinentes (ai que enxirida).

Apesar de em diversas partes do texto ter citado Joaquim, em uma das infinitas reflexões, o auto corretor achou por bem substituir alguma coisa (que eu não me lembro o que) por... Vi-cen-te.

E eu não vi. A repórter, que devia estar cumprindo um prazo insano e não prestou lá muita atenção, compilou sua matéria, informando publicamente que “Anne Rammi, mãe de Vicente e grávida de outro bebê...”

Quó Quó Quó...

Registrar nos autos:
  • Que o nome do meu primeiro filho é Joaquim.
  • Que se tome mais cuidado com a auto correção do iPad. E se ele tivesse escrito Walndelnylson?
  • Que Vicente é um nome bonito.
  • Que quando eu achar a entrevista na íntegra, eu posto aqui! Essa do site ficou beeem sucinta!
Vai lá rir da minha cara!


22/08/11
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A VINGANÇA DA MÃE DE MENINO

Você descobre que está esperando uma garota.

Pode agora realizar todos os seus desejos infantis de ter todas as roupas de boneca que sempre quis. Combiná-las com a roupa de cama, com o conjunto de lençóis do carrinho. Encher tudo de laço cor-de-rosa, ou ser avant garde e resolver fazer toda uma gama de ítens bacanudos, com estampas vintage, listras, poás, devidamente combindantes e sem bobeiras escritas.
Pode haver babado, pode haver fita. Pode ser simples e minimalista. Se a calça é preta boca de sino com detalhes fúcsia, existem quatrocentos e setenta e nove outros ítens de vestuário / usuário/ mobiliário / chupetário que combinam / adequam / ornam com a belezura.

Você está esperando uma garota. A indústria da moda e consumo infantil está do seu lado.

***

Você descobre que está esperando um garoto.

Sua vida se resume a duas araras ridículas, em tamanhos que certamente não foram pensados para bebês humanos, com troncos largos e braços curtos, ou vice e versa. As cores não combinam, os temas são dementes. Você está fadada a vestir seu filho infinitamente com répteis variados na melhor das hipóteses. Na pior, carros, esportes e onomatopéas cercadas de deprimentes balões de discurso mal soletrados. Não há opção, nada combina com nada, nada tem charme, tudo é feio. Se não é feio é caro. Se não é caro, não serve no seu filho.
Esqueça os ítens do quarto. Para seu menino insistentemente vão sugerir (ou te presentear) com bolas de futebol e carrinhos, você não vai escapar de ganhar uma mamadeira do curíntia.
Você está esperando um garoto. Essa é sua vida agora, todos querem que você seja cafona e seu filho um relaxado pé sujo.

***

Mas então, uma mãe (mala). Uma missão (impossível). Um bebê (carismático).
E TOMA ESSA suas mães de meninas! Eu descobri o macacão.

O macacão! Essa linda peça de vestuário, que vocês, mães de meninas podem até querer colocar nas suas bonecas, mas sem sucesso. O macacão está desvendado como a única peça do vestuário masculino infantil que se preza. A única peça que faz mães de meninas terem aquela ponta de invejinha (que nós, mães dos garotos amargamos diariamente em qualquer lugar do mundo onde haja uma menina usando meias que não levam coisas como GOOOOL!!! escritas).

O macacão é nosso!
O macacão faz garotinhos se transformarem e gostosuras irresistíveis. Ícones da baby-fashion.
Combinados então com um tênis All Star, uma camisetinha listradinha e a simpatia do modelo, não tem poá, degradê ou glitter que resista. 

Sorry girls, essa é nossa. Amarguem aí a beleza de colocar um macacão jeans em um garotinho!









19/08/11
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ARTE NO PARQUE COM ANNA MARIE HOLM

18/08/11
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POR QUE O UNIVERSO CONSIPIRA CONTRA (?) AS GRÁVIDAS?

São dados estatísticos comprovados por todas as grávidas que me rodeiam (ou aquelas que já pariram vulgo mães): quando a mulher engravida o universo conspira para trazer alguma mudança gigantesca na vida dela. Não estou falando do rebentinho não, isso aí a gente tira de letra. Tô falando caos, destruição e corridas insanas ao cartório.

Minha amiga ontem relembrava a dificuldade que teve em alugar o apartamento em que ela mora aos 8 meses de gravidez do primeiro. Se mudou poucos dias antes do bebê nascer. Uma outra, não ficou com a casa pronta. Fez questão de arrumar o quarto do bebê mas mudou de mala e cuia para uma casa ainda em reforma. Eu mesma, aos 8 meses tive uma enchente em casa, e tive que quebrar tudo. Joaquim só conheceu nossa casa com 1 mês

A primeira, grávida de novo, vai ter que mudar de apartamento, e adivinha, o próximo proprietário está causando com os documentos necessários para o aluguel.

Nessa gravidez aqui eu já pedi demissão de dois empregos, mandei a empregada embora, tirei Joaquim da escola, entrei para um coral materno (viva! depois eu conto mais), tomei 500 life-changing resolutions. Virei empreendedora e estou investindo pesado em 2, 3, 4 novos negócios.

E pasmem, existe a possibilidade de eu mudar de casa, mas certamente não vai ser tranquilo, com tempo, para arrumar, pensar, meditar... se der certo, vai ser na pressa, na semana do parto, no meio do natal, com peru no forno, avó histérica e pedreiro cobrando no telefone. Quer apostar?

As grávidas enlouquecem ou é culpa do universo?
Alguém aí não passou por nenhum perrengue na gravidez?

daqui

17/08/11
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RESULTADO DO SORTEIO - FAMÍLIA MADEIRITA! VIVA!!!

16/08/11
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O MENINO QUE MORDEU PICASSO


Já pensou dar uma mordidinha em um ídolo?

Depois que conheci esse livro, fico pensando em quem eu escolheria para morder.



Indiscutivelmente um não-modelo de conduta. Mas deixemos isso de lado, as contribuições para o mundo das artes visuais são inquestionáveis. Ele mudou o rumo das artes no mundo e muito do que vemos, tempos e admiramos hoje se deve ao seu talento e força para quebrar paradigmas.

E que obras! Eu estive na exposição organizada aqui em São Paulo no pavilhão da Oca em 2004. E adivinhem, arrastando um grupo de crianças, meus alunos na época.

É impressionante como as pequenas lupas instaladas nas cabeças dos pequenos observam o mundo de um jeito surpreendente. E como as artes visuais são para eles mais interessantes, mais claras, mais coloridas e desafiadoras do que para os chatos adultos. Arte para as crianças é fácil e natural. Esse livro fala disso também.

Lee Millar, a mãe do Menino que mordeu Picasso 1937


Coisas de Picasso então? O cúmulo do lúdico, do intrigante!

Nesse livro, o filho de um amigo do grande gênio conta a história da amizade entre eles, uma criança e um homem grande que nunca o deixou de ser.
Penso que se não fosse essa criança viva, inconsequente e mal educada, extremamente lúcida dentro de um Pablo, jamais haveria um Picasso.

Mais detalhes sobre o lindo livro, para todas as idades aqui
E voltando à história da mordidinha, sim! O menino mordeu Picasso de verdade, e levou de volta outra mordida do gênio (não faça isso em casa, morder crianças é feio).

Eu ontem estive frente a frente com um ícone da arte para mim, que por acaso cruzou meu caminho muitos anos depois de eu ter lido seus primeiros livros.

Hoje, meus bebês e eu estamos fazendo uma oficina ao ar livre om ela. (quem a conhece hiperventila!!!!!)
Amanhã é dia de sorteio.
Quinta-feira eu conto a história da mãe-tiete que mordeu Anna Marie Holm.

15/08/11
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NUNCA É SEMPRE


-  Mas agora ele dorme sempre a noite toda?

-  Dorme! É uma nova vida. É claro que quando tem um dentinho nascendo ele dorme pior. Ou quando está com gases. E também se tiver um dia muito agitado. Também às vezes demora mais para pegar no sono, e acorda de madrugada. E essa noite ele teve pesadelo.

Queria ter aprendido nos livros. Acho que escreveram nos livros, mas não nos que eu li (ok, eu não li nenhum livro sobre “como criar filhos”). Quando se trata de criança, nada, nunca é sempre.

Meu filho come bem, mas não é sempre. Ele dorme bem, mas não sempre. Ele é bonzinho com outras crianças, estranha adultos barulhentos, gosta de frutas, não liga para televisão, é carinhoso comigo. Mas não é sempre.

Eu ainda caio na armadilha de algumas perguntas: ele é fácil de lidar? Ah, com certeza, ele tem um gênio ótimo.  Ele entende tudo o que eu peço, e colabora. Mas fica bravo quando quer muito alguma coisa e eu digo não. Na verdade ele não sabe muito ouvir não. Outro dia ele me deu um tapa, porque eu tomei um brinquedo dele. Na verdade ele não é fácil de lidar. Ele chega até a parecer meio mimado. Ele grita quando quer algo. Só que ontem no parquinho ele dividiu todos os brinquedos com todas as crianças sem crise. E brincou sozinho. E não ligou quando uma menininha pegou sua pazinha. Ele é muito da paz.

Não sei se ele é paciente, não sei é ciumento, não sei se é teimoso, genioso, tranquilo, desligado, atento, ativo, malandro... é tudo isso. Mas não é sempre.



12/08/11
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#HKFD - COISAS QUE O SERVIÇO DOMÉSTICO TERCEIRIZADO NÃO FAZ POR VOCÊ

1) Desenrolar aquele eternamente contorcido e enozado fiozinho encaracolado em si próprio do telefone, do ferro de passar roupa, da extensão que liga o aquecedor. Enfim, quem perde tempo desenrolando essas coisas é só o dono da casa mesmo.

2) Limpar entre os botõezinhos dos controles remotos, que ficam brilhantes em cima dos números e gosmentos onde o dedo não alcança. (Todas corre para ver se o controle tá nojento). O serviço doméstico terceirizado pode até passar um paninho, mas limpeza efetiva 101, só mesmo o proprietário. O mesmo vale para teclado do computador. (e meu filho, que fala dodôle-visaum = controle da televisão #eumordo)

3) Passar um paninho nas telas maravilhosas da sua casa SEM deixar um rastro na parede. Eu te desafio, vai lá tirar da parede branca, cru, creme, bege, off-white aquela tela bonita que você tem. Certeza que tem um rastro marcando a parede. O mesmo serve para móveis encostados. Só mesmo o dono da casa desencosta os benditos para não sacanear a tinta clarinha.

4) E por último, mas não menos importante: manter a sua regra de organização cromática do guarda roupa, sem a qual o mundo explode. Não adianta explicar a musiquinha da ordem das cores, não adianta fazer um gráfico na porta do armário, não adianta nomear os cabides. Eventualmente as roupas estão todas misturadas e os cabides brancos novos estão todos no guarda roupa do marido muquirana que não quis gastar com cabides para ambos os lados então agora #simata com cabide velho e descombinate. Cabe ao dono da residência sustentar suas neuroses, o serviço doméstico terceirizado pouco se importa se as roupas estão agrupadas por cor na ordem do arco íris.





10/08/11
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O NOVO LAYOUT DO SUPER + VAMOS SORTEAR SUA FAMÍLIA?

E não é uma belezura esse nosso novo Super Duper?

Quando ele nasceu eu tinha certeza... criaria um monstro. Ei-lo!!

Junto com ele um caminhão de novidades, hoje e ainda por vir. Só para fazer uma graça experimente clicar em um monstrengo e arrastá-lo pelo site. Não é o máximo? Dica: não mostre para as crianças se não nunca mais você vai conseguir terminar de ler meus sucintos textos!

Ainda existem ajustes, coisas do lado negro da programação que não cabem na nossa vã filosofia, mas até o fim do dia, certamente estaremos operando a todo vapor!

No more xurumelas : 

HOJE É DIA DE SORTEIO. O PRIMEIRO DO BLOG, TINHA QUE SER ESPECIAL!


Que família? A sua!
Os Madeiritos são brinquedos, arte, decoração, retrato, recordação. Feitos em madeira reflorestada, desenhados, recortados e pintados à mão com tintas atóxicas e ceras naturais!

Adivinha à mão de quem??

***

Para participar do sorteio você precisa:

1) Ter um endereço de entrega no Brasil.

2) Ser seguidor do Super Duper.

3) Deixar um comentário nesse post dizendo que quer sua Família Madeirita!

E pronto, está participando. O sorteio acontecerá na próxima quarta-feira dia 17/08/11, via random.org

***

Para ter mais uma chance de ganhar, tuíte:

"Eu quero a minha Família Madeirita da @annesuperduper - www.superduper.com.br"

***

O vencedor vai levar sua familinha linda e personalizada, exclusiva para guardar para sempre. 
5 peças à combinar, vale pai, mãe, filho, enteado, avó, cachorro, papagaio, periquito...

Mas Anne, eu tenho 6 filhos! E agora? 
Escolhe o que você gosta menos e deixa de fora. Mentira!!!!!!
Participa aí, amiga! Se você ganhar além da Família Madeirita vai levar uma salva de palmas da comunidade Super Duper, pela coragem e bravura de encarar essa aventura 6 vezes nessa vida!

***

Gostaram? Participem! 




09/08/11
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A IRMÃ MAIS VELHA

Numa quarta-feira eu conversava com um grupo de mulheres, amigas das antigas, que me conhecem a vida toda. Duas já mães, uma ainda não, eu e e muito papo. Todas nós irmãs mais velhas.

Na mesma semana na sexta-feira, eu conversava com outro grupo, de novas amigas, que tem a vida toda para me conhecer. Quatro já mães de mais de um, eu e muito papo. Novamente, todas nós irmãs mais velhas.

Uma das mães do segundo grupo, uma mãe de duas, falava sobre sua filha mais velha. O quanto era uma menina contida, educada, polida, naturalmente reflexiva. Em comparação com a mais nova, mais selvagem, mas despreendida.

Eu irmã mais velha, me via na filha mais velha da minha amiga. Naturalmente responsável, eu sempre fui assim.

Existe uma parábola da minha infância que diz que aos 18 meses meu pai pediu que eu lhe desse a mão para atravessar a rua. Eu respondi "Eu dou a mão para mim mesma", e juntei as duas mãos na barriga.(ps: meus pais não consomem nem nunca consumiram drogas ilícitas, no máximo exageraram a data, imagino que isso possa ter ocorrido ao redor dos 24 meses, ainda assim, pirralha independente aquela.)

Lá pelos três anos, me lembro do aniversário de dois da minha irmã, que trajava um fofo vestidinho com bonecas de pano removíveis dos bolsos. Lembro-me nitidamente do rosto da minha mãe, agachada em sua calça cáqui balonê e seus brincos de argola dourada in-and-out da permanente Porcina: "Me ajude a olhar a sua irmã. Não deixe ninguém tirar as bonecas dos bolsos dela."

Durante o curso da infância lembro de ter ouvido infinitas vezes as frases de impacto: "você é mais velha, tem que dar o exemplo. Mas ela pode, porque ainda é pequena. Você é muito maior, tem que colaborar." E qualquer outra variação comum ao tema.

Os naturalistas, deterministas, espíritas e demais apegados às questões biológicas and/or do além túmulo podem dizer que a personalidade inerente, a constituição prévia daquela criança, o temperamento, as heranças genéticas e qualquer outra característica estrutural and/or das vidas passadas são responsáveis pelo panorama geral.

Os culturalistas, terapeutas comportamentais, antropólogos e demais apegados às questões sociais and/or negadores mortais das influencias genotipicas nas características da vida humana vão culpar a mãe, o pai a sociedade machista e qualquer outra questão meramente comportamental and/or impressa pela cultura.

Mas independente de quem seja a culpa, responsabilidade e de onde venham essas razões existe uma aura que paira sobre as irmãs mais velhas: elas são diferentes.

Alguém pode também dizer que "os do meio", as "mais novas", também poderiam ser categorizadas dessa forma. Mas algo me leva a crer que as irmãs mais velhas carregam mais características gerais em comum entre si do que qualquer outro agrupamento de irmãos. É um grupo mais tenso, e intenso.

Aqui na minha pesquisa empírica, são no mínimo mulheres interessantes. Com uma responsabilidade que começou mais cedo. Naturalmente mais atentas e interessadas, e movidas pela criação para serem mais "mães". No sentido de mais cuidadosas, pro-ativas, dramáticas e manipuladoras.

Na verdade, entre todas as pessoas que conheço nessa vida, somente duas irmãs mais velhas não se encaixam nas definições acima, quando comparadas com os outros irmãos. São irmãs mais novas que nasceram antes. Curioso isso.

E os irmãos mais velhos, os meninos? Junto com aquelas minhas amigas, primeiras filhas de sete casais diferentes, eu concluía que com meninos é diferente. E aqui preciso apoiar as queimadoras de soutien, é um aspecto cultural herdado, forte, difícil de (e necessário) combater.

Novamente olhando com a lupa minha mini pesquisa empírica, estou prestes a ter um filho mais velho. E ele me parece ter mais "direito" de ser irresponsável do que eu tive.

É porque é filho de uma filha mais velha que anda pensando em tratá-lo como bebê enquanto ele assim o for independente de um novo bebê mais novo estar em casa? Seria a mesma coisa se ele fosse menina?

Mom and dad, no hard feelings...


***

Aqui ficam essas questões. Existe uma força (sobre)natural que planeja combinações genéticas para que todos os espermatozóides femininos vencedores carreguem características físicas, mentais, espirituais de gente mais capaz, mais responsável, mais adulta?

Absolutamente todos os pais de meninas primogênitas se comportam igual e conseguem domar até mesmo a mais tapada e free-spirited das criaturas a ser um poço de responsabilidade e auto-cobrança?

Ou será que por uma ironia do destino eu só conheço exemplos de irmãs mais velhas parecidos, e consigo ver nelas exatamente o que há em mim: uma mãe desde os 14 meses?

Quem tem opinião sobre os meninos mais velhos? Eles são criados para serem mães, ou possuem estatísticamente personalidades mais sérias do que os mais novos?

Quem aí é, ou conhece uma irmã mais velha cabeça fresca?

***

E enquanto a gente pensa, fica a dica: cuidado com o mais velho. Seja menino ou menina, (in)dependendo de quando o próximo chega, estamos ainda falando de um bebê, uma criança irresponsável, um ser a quem birras, defeitos e exemplo de má conduta são direitos garantidos.



08/08/11
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BLOGAR NÃO CUSTA NADA

E meu blog é tão real...
Super Duper está prestes a, ou já completou há pouco, um ano de vida pública. Não sei a data direito.

Quando eu decidi abrir o blog e participar ativamente da vida mothersférica eu não podia imaginar a aventura deliciosa em que estava me metendo. Mas que surpresa bacana!

Fiz amigas, parceiras no crime. Aprendi, como certamente não seria possível somente no mundo "real".
Li muito, pensei muito e gastei as pontas dos dedos.

Tenho um registro mais do que completo do desenvolvimento do Joaquim e de nosso novo inquilininho, que para mim é mais do que precioso.

O Super Duper cresce, e eu vou com carinho, alimentando e acompanhando.

Recebendo novos leitores e diariamente agradecida pelo carinho, pelas visitas, pelos comentários. Junto comigo vocês alimentam meu pequeno monstrinho, que dias sorri, e dias me devora!

Toda essa lenga-la-lenga para contar que na quarta feira, dia 10/08, iniciamos uma nova fase do blog, com novo (e lindo de mó-rre) layout. Para comemorar, o primeiro sorteio do blog.

Vai ser Super Duper!
Não vá perder, hein?

eu não aguento segurar surpresas por muito tempo...

05/08/11
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CENA DE UM ROMANCE (ARDENTE) PÓS FILHOS

A esposa sentada no sofá, o marido ao lado na poltrona. Cada um com seu aparato digital checando as notícias perdidas no dia que parecia ter começado há dias.

Treinada para ter um olho no gato e outro no peixe ela respondia emails e assistia a novela, onde um casal apaixonado tomava vinho branco entre declarações de amor.

- Ahhhh. Eu quero tomar vinho, sabe? Com você aqui em casa, como fazem os casais.

- Não, vá. Você quer uma cena de romance, dessas de novela com essa pegação louca e essa música brega de fundo!

.
.
.
.

- Não lindo. Eu quero o vinho.






04/08/11
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PS DO PS DA CAMPANHA SMAM


Extraído do texto de ontem, para não matar os leitores com minhas contumazes letras.

***

Eu compreendo a necessidade (ou possível vantagem) em se usar celebridades na divulgação das campanhas de amamentação. Apoio, divulgo e me envolvo no que acredito. Porém não acredito que as imagens de celebridades plácidas e maquiadas amamentando recém nascidos ajudem na promoção do ato de amamentar.

Acho que em algum prisma, criam uma atmosfera de expectativa um pouco irreal do que se trata efetivamente o processo. Claro está que muita gente traçou sua história com amamentação muito natural e instintivamente. E a elas eu tiro meu chapéu, se eu usasse chapéu.

Mas algo me diz que para escrever essa história, definir a equação e seguir em frente amamentando, precisamos ir além, ao mais obscuro, ao mais subjetivo, ao mais intenso (e infinitamente mais bonito). Precisamos ir além do banco da praça em um dia de sol com a Juliana Paes, ou as outras moças dos outros anos.



Essas histórias do peito para mim são mais poéticas, mais doloridas, mais belas e sujas (nem tanto, quem viu o filme sabe que aqui eu exagerei. Drama, esse é meu nome do meio)

Não, não mesmo, que eu seja contra as campanhas Acreditem, a causa da amamentação já é tão frágil, e eu tenho por ela tanto respeito, que tenho até medo de propor alguma discussão que possa prejudicá-la, ou abrir espaço aqui para críticas infundadas ou projeções de culpa.

Acho mesmo que para os objetivos gerais descritos as campanhas de amamentação devem ser muito bem sucedidas, atingindo os grupos necessários, específicos. Mas a gente quer mais, sempre mais, não é?

Andei pensando nos grupos que as campanhas não atingem. Das mães que querem amamentar e não conseguem, desistem. As mães acabam recebendo informações de canais menos confiáveis e são estimuladas a desistir. Algo me diz que elas acreditaram que a história da amamentação poderia ser ilustrada com as imagens do banco da praça. E ficaram lá sentadas esperando os raios de sol (que se forem tomados nos mamilos, ajudam horrores na cicatrização das rachaduras #ficadica) que podem não aparecer.


Mas como ontem eu convidei as mães a refletirem sobre suas equações, hoje eu convido quem quer que se interesse a refletir sobre as imagens da amamentação. Para ilustrar o meu livro, que contasse a minha história dificilmente as imagens seriam assim. No ensolarado banco da praça.

Falem comigo. Falem com a gente. Falem com a gente dentro da gente.