29/07/11
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NÃO QUERO TER... QUERO USAR!


Estava conversando com queridas amigas, do mundo dos átomos, amigas reais (sim, mesmo sendo mãe e blogueira, eu ainda tenho amigas reais!) que me contavam de uma criança que estuda em uma escola da pedagogia Waldorf.

Meus olhos brilhavam enquanto eu ouvia que as mochilas das crianças são confeccionadas de tecido, sempre as mesmas, todos os anos. Nos estojos, só existem lápis de cera. A flauta é de madeira, de uma aula de marcenaria de aluno e pai. A capa da flauta é costurada pela mãe. E minha cabeça viajava em possibilidades.

Entre um acordo e um desacordo sobre o método, a forma, as importâncias na fase da educação infantil uma de nós se lembrou que hoje em dia anda difícil convencer a garotada de que não, não é necessário trocar a mochila escolar de acordo com o último lançamento dos estúdios Pixar. Não, seu filho não precisa comer 30 vezes o mesmo lanche para conseguir completar a reedição de uma viagem à base de drogas ilícitas do Gargamel. Não, ele não vai morrer se for o único da turma que não puder ir e voltar trimestralmente do mundo encantado do Walt, do Beto, dos Golfinhos adestrados enlouquecidos e focas que interpretam zeladores de hotel. Nunca entendi fazer animais de atores, mas pois bem.

Então uma das queridas pessoas físicas da conversa concluiu: é a vida descartável. Tudo tem que ser trocado numa pressa que me assusta.

Compramos muita coisa dispensável. Eles até precisam, mas em pouco tempo perdem, porque crescem. Eles até gostam, mas em pouco tempo não querem mais, porque perdem o interesse. Eles até querem, mas enquanto você tira da loja já tem alguém pensando em como fazer você comprar o segundo modelo da coleção. Maior, melhor, mais colorido.

Não importa o quanto eles precisem, gostem ou queiram ter as coisas. Todas elas são passageiras e não vem com botão de auto destruição – dependendo da sua iniciativa como consumidor é possível que muitos desses bens padeçam por muitos anos abandonados em algum canto da casa. Descartados ao nada.

Você pode depois doá-los – para alguns que igualmente precisam, gostam e querem os cacarecos inatingíveis. Ou aproveitar seu próprio investimento para revende-los em segunda mão – para quem não tem apego às caixas e cheirinhos de produto novo.  Ou você pode não querer mais ter as coisas.

Esqueçam, não estou sugerindo um desapego total ao capitalismo.  Quero que meu filho brinque tanto com as pedras e galhos quanto com os botões de luz e cor. Mas não quero mais propriedade das coisas. Dessas coisas. Essas que vão inevitavelmente virar descartáveis.

Temos pensado aqui em casa – para a parte dos brinquedos e o que mais nos for do alcance– em usar, não ter. Um primo tem? Quer emprestar? Vem aqui em casa, leva esse outro que eu ganhei. Depois eu troco com outro primo. Ele vai gostar desse caminhão que eu vi na loja? Quero muito que ele brinque com isso? Procuro primeiro na melhor solução que eu conheço para me ajudar nesse pensamento – alugar os brinquedos.

Em 16 meses de existência usou muitos, muitos, muitos brinquedos. Depois da saída das minhas amigas, olhei em volta e comecei a contabilidade. Dos que viraram herança para troca, venda, doação, nenhum foi comprado pela gente. São brinquedos que ganhou ao longo do tempo, com aquele carinho bem intencionado de quem o quer bem,  mas ainda não compartilha muito dos nossos ideais.

Dos que ele está brincando atualmente, todos são alugados. E vão embora na hora que o interesse desaparecer. Ou quando ele se render à Pixar. E gostar, quiser, precisar desesperadamente brincar – e não ter posse de – alguma coleção de personagens apaixonantes.

Para depois dar lugar para outras peças, que ele possa usar, sugar, respeitar - pois tem que devolver – e depois trocar por outro. Sem possuir, sem acumular.

Nada fica descartável. É tudo reutilizado à exaustão!


Joaquim só anda de carro alugado.




E se você está interessado em comprar algum cacareco de criança, aparece na lojinha da Carol, que está vendendo as coisas que os filhotes não usam mais e abrindo espaço para que outras mães façam o mesmo!

***

se você conhece alguma iniciativa bacana que recebe doações de coisas para crianças, aproveite para deixar o contato nos comentários.

***

E se você é um amor de pessoa, dê um pulinho no Mmqd, a pracinha da blogsfera materna, onde só circula gente fina, elegante e sincera... porque hoje tem texto meu por lá, contando um causo de infância clássico na minha família. 

28/07/11
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TEXTO: Housekeeping for Kids VIDEO: Falha Nossa!


Lembra que eu disse que é difícil achar alguém que faxine feliz? Não é não!

***

Chega uma fase na vida de qualquer mãe que ela resolve arranjar mais trabalho para a cabeça e causa uma revolução em casa.
Seja se dedicando ao uso exclusivo de fraldas de pano e produtos ecologicamente corretos, dispensando os serviços da babá, abolindo o uso de congelados, retornando com força ao mercado de trabalho ou saindo dele. 

Esses movimentos na rotina doméstica são sempre um rebuliço. Para mães e filhos.

Aqui em casa, no auge da metade - se é que isso existe - da minha segunda gravidez, eu resolvi abdicar do serviço doméstico terceirizado e cuidar eu mesma de casa. 
Correção, eu e meu marido.

No começo era para provar um ponto para mim mesma, mas agora tenho visto os impactos desse novo modo de vida na vidinha do Joaquim, que na nova rotina acompanha os serviços da casa, brinca com as vassouras, me segue pelos quatro cantos chamando seu novo melhor amigo : “ adô, adô “. Sim, é o aspirador.

Esses impactos nessa minha primeira avaliação nao poderiam ser mais saudáveis.
Como a melhor forma de se ensinar é através do exemplo, já me sinto orgulhosa de estar criando um pequeno responsável pela própria bagunça. 
Sem ter que fazer nenhum esforço para ensiná-lo.

Ele me vê recolhendo os brinquedos, e vem ajudar.
Ele me vê passando um paninho num resto de suco que caiu no chão e repete o movimento desastrosamente, claro.

Não que nos tempos em que eu contava com uma pessoa para me ajudar com o trabalho da casa eu não tivesse essa preocupação – de fazê-lo responsável por suas cacas – mas não era tão natural, não era ensinado através do exemplo, eram atividades mais distantes da rotina.

Em uma segunda avaliação esses impactos não poderiam sem mais engraçados.
O menino desenvolveu uma adoração por itens da limpeza doméstica nunca dantes familiarizados.

Como anda circulando pela casa com mais autonomia, vira e mexe, mesmo quando não estamos na labuta ele aparece pela sala com um deles. Vem carregando a vassoura. Some por uns instantes e volta com um rodo. Vai largando no chão da sala e reaparece com a pá... finge que limpa, vai buscar uns panos.

É como quem diz: está na hora de cuidar da nossa casa!
Não está certo, o meu filho? Cuidando do que é seu?



27/07/11
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MARIPOSAS

Eu ainda tenho muito a declarar sobre o post de ontem, amei a repercussão.
Eu ainda devo o capítulo dessa semana do #HKFD - Manual da Faxina Feliz só falta achar alguém que faz faxina e é feliz.

Eu ainda estou com dores agora na modalidade até nos músculos. Exercício my-ass, eu preciso é dormir dias seguidos!

Eu ainda acho que vai dar tudo certo, e que eu vou conseguir realizar qualquer maluquice que me der na telha.... a menos que....

***

Criteriosamente, é necessário a combinação mais de quatro patas articuladas, asas e um tamanho maior ou igual a 0,5cm para me fazer ter penamentos suicidas. E para me salvar dessas terríveis ameaças eu sou capaz de desistir de todos os meus planos... 

Pois estava eu aplicando o método M.O.L.E.Z.A. (todos os direitos reservados) lá no meu quarto e entre uma ajeitadinha e outra na minha bela colcha Off White, um monstrengo me aparece voando, não sei de onde. Quase infartei. Olhei para um lado, ninguém. Olhei para o outro, meu gato (inútil diga-se de passagem ele está ca-gan-do para os insetos que deveria caçar).

Nessa hora só pensei que tenho filhos para criar, e antes de chorar cântaros, ligar para os bombeiros ou efetivamente me jogar pela janela - do lado do quarto onde eu estava acuada pelo monstro - pensei que era hora de enfrentar os meus medos.

Corri como pude, sentindo dores homéricas e estóicamente atravessei a porta até o atelier, onde tracei um plano: aquele bicho não ia fazer uma empoderada como eu desistir da minha meta. Eu encarei a pia! Eu encarei o tanque! Eu até lavei os tênis na máquina de lavar roupas (não sei o que houve, hoje não estou em casa, larguei lá tocando e depois conto se todos sobreviveram)... como não poderei encarar uma mariposa-asquerosa-nojenta-do-demônio???

O plano foi simples. Um potinho de plástico e coragem aos montes. Bem estabelecida na minha colcha Off White, com cara de feliz e burra, dei-lhe um chutinho (com o tênis que agora jaz, ou não na máquina), seguido de um grito, um calafrio, um trimilique, e uma dezena de palavras chulas.

Ela caiu no chão, eu só tinha uma chance. Fui como uma heroína grega segurando o potinho do céu ao chão e zapt! Capturei a bicha!

Oh! Enfrentamento dos medos, você me faz sentir a mais poderosa das criaturas!
Lagartas, formigões, joaninhas, besouros, borboletas, mariposas, marimbondos, mamangavas, marias fedidas, percevejos, não são páreo para minha coragem e meus potinhos de plástico convenientemente instalado nos atelier no mesmo andar do meu quarto.

Claro está que a nojenta ficou ali até que alguém com menos possibilidade de ter uma convulsão nervosa e largar os filhos para serem criados pelas freiras pudesse dar o fim em sua insignificante existência. Reza a lenda que o poderoso marido libertou o bicho nas folhas serenas da árvore, para que pudesse cumprir seu destino de algoz de outra desesperada qualquer, já aprendido de sua lição de jamais adentrar a minha casa novamente...

Mas eu ouvi a descarga. Toma essa, sua porca, vai voar na casa do....s peixinhos do rio!

Está aí o relato dessa epopéia magnífica, e que meus ensinamentos passem como lendas do olimpo para aquelas que se intimidam frente a desafios aparentemente impossíveis...

E sigo me gabando, pelo menos enquanto não me aparece aquela que não se pronuncia o nome....

E não foi obra do divino o potinho ser transparente e estar sem tinta para eu poder tirar uma foto do meu feito?


26/07/11
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PEQUENAS MISSES

Ontem o Jornal O Estado de Sao Paulo fez uma matéria cobrindo um evento que aconteceu no sul do País: a final do concurso Mini Miss Brasil.
Um concurso que visa escolher entre qualquer candidata inscrita mediante pagamento de taxa, a criança mais bonita, mais simpática, mais talentosa... Enfim, uma infinidade de critérios.

Eu já assisti várias vezes o programa de televisão do canal Home & Health que carrega o mesmo título do post. Não sei se é uma atração ao grotesco, não sei o que vejo de positivo naquele show, mas não consigo resistir às crianças de peruca, clareamento em dentes de leite, unhas postiças, rotinas coreografadas para subir ao palco... Enfim, uma infinidade de bizarrices.

Da ultima vez em que me peguei assistindo o programa norte americano, me pus a pensar o que exatamente leva uma mãe a projetar em seus filhos sonhos de grandeza - como ser escolhido por um painel de jurados supostamente gabaritados para tal - a criança mais bela.

Aparentemente essas mães, alem de alguns leves distúrbios mentais, não parecem pessoas ruins. E desde ontem depois da matéria, que satirizava nitidamente essas escolhas maternas, o concurso, os jurados e todos envolvidos, esse pensamento não me sai da cabeça. Eu queria compreender seus motivos.

Quando eu vejo uma foto do meu filho, eu não consigo ver nada além do que a criança mais bonita do mundo. E eu acredito nisso de verdade. Fico até meio boba que até hoje nenhum caçador de talentos bateu à minha porta para levá-ló para Hollywood, tamanha fotogenia. Nem nenhum Lama Tibetano me apareceu aqui para criá-lo na doutrina budista coma finalidade de substituir o Dalai, tamanha sua elevação mental.

Penso que as outras mães de todas as outras crianças menos abençoadas do mundo devem até ficar meio envergonhadas, porque meu filho é muito lindo. Penso que elas devem saber que o filho delas não é tão lindo assim. Penso que ele devia ganhar um Oscar, de filho mais lindo. Enfim... Uma infinidade de viagens sem cortes da megalomania do orgulho materno.

Mas que moram na minha cabeça, e ficam lá. Não movem minhas escolhas para ele, não regulam minhas palavras. São tolices da parte doentia da mente materna, doente do amor e da maravilha de ter um filho. Controladas pela parte saudável que sabe que nenhum deles passa da criança mais comum do mundo. Com os mesmos direitos das outras.

De uma infância preservada, de uma educação para o futuro, livre de preconceitos. De pais que os aceitem e amem como são, sem interferências médicas ou estéticas para fazê-los encaixar em modelos absurdos de beleza. Sem treinamentos para que cantem recitem ou qualquer outra bobagem que agrada os adultos.

Pais que promovam, defendam e apóiem a saúde física, mental e emocional.

Se os concursos norte americano e brasileiro - que por fim me trás uma chateação maior ainda, pois eu realmente achava que esse era um costume cultural importado, que não teria força por aqui - não são um atentado ao direito das crianças, eu não consigo achar outra definição.

As mães argumentam que os filhos gostam, que se divertem, que pedem, que optam por viver essa situação, competir quase a qualquer preço por uma coroa que muitas vezes sequer se equilibra em suas cabeças, algumas ainda com moleira aberta. E passar por seqüências de frustrações encomendadas, afinal de diversos inscritos, apenas alguns levam o prêmio para casa.

Os outros aprendem a perder, a sentirem-se menos. Menos bonitos, menos talentosos, menos queridos... Enfim, uma infinidade de traumas.

Eu não sei onde está a razão destas mães e pais.

E vocês, o que me dizem? Já inscrevam seus filhos em algum concurso de beleza? Você o faria?

Qual a sua opinião?





- Super Duper via Anne's iPad

22/07/11
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VERMES E LOMBRIGAS

Estamos aqui vivendo a segunda gravidez e eu me pergunto: será a última?
Que se for, tem como guardar numa garrafinha e-xa-ta-men-te a sensação desses primeiros chutinhos?
Para eu sentir de novo, quando eu tiver esquecido como é.

***

Eu tinha esquecido o quanto é delicioso. Esses bichinhos que se mexem na barriga da gente. Fazem a gente ficar doida, passar mal e vomitar.
#vermes


***

Eu já disse isso no twitter! Que é onde as piores idéias brotam, e só não vão para a frente por conta do limite de caracteres. Genial limitar a proliferação de idéias ruins. E aquelas que a gente quer perpetuar, põe no blog.
@annesuperduper

***

Menino ou menina? Não sei, e não vamos saber. Guardando a surpresa para o parto, mas sei os nomes. De fato.

***

Que fique registrado que às 19 semanas eu estou com sintomas da fase dois da gravidez. Tenho andado patachocamente, coloco instintivamente a mão na barriga. Abro as asas na lombar quando fico parada. Canso na hora de subir as rampas, me sinto pesada e já começo a suavemente detestar meu corpo. Meu rosto esta diferente, já estou com cara de abobada nas fotos.
Logo eu, que sempre fui fotogênica.

***

De qualquer forma já tenho um negócio com esse serzinho. Coisinha pequena que cresce por dentro da gente. Já trazendo um monte de coisa boa. Seja um verme ou uma lombriga!



- Posted using BlogPress from my iPad

#HKFD - RECEITA DE COUSCOUS MARROQUINO (FOR DUMMIES)

Uma das estratégias culinárias para manter a vida (ou sobrevida - drama - violinos) saudável aqui em casa é ter semanalmente um prato versátil - que combine com qualquer comida - levinho - que dê para comer de monte sem enjoar - e fácil de fazer - que eu continuo sendo uma mula. Mas estou melhorando.

Então em uma semana tem legumada, vários legumes só picados e cozidos que vão sendo consumidos ao longo dos dias. Na outra tem salada de grão de bico e trigo, não vo enganar vocês, essa é minha mãe quem faz. E por aí vai, com destaque para o cous cous - o mesmo que servimos no aniversário do Joaquim.

COUS COUS

Ingredientes

1 caixa de couscous (que são os grãozinhos desidratados de sêmola, trigo, mandioquinha e tal)
3 tomates picados sem semente
2 cebolas picadas (eu usei meu chopper! amay)
1 tantinho de cheiro verde picado (não usar o chopper! mó zona)
1 punhado de castanhas do pará picados (pode ser amêndoa, nozes, qualquer coisa)
1 punhado de damasco picados (pode ser uva passa mas eu ÓDIO uva passa0
500ml de caldo de legumes (pode ser o pronto, mas lembre-se que ele é cheio de porcaria e faz maaal)

Modo de preparo

Dissolver o caldo de legumes pronto na água morna. Ou fazer um caldo de legumes, que nada mais é do que picar uns legumes, tipo cenoura, nabo, o que tiver, enfiar na água com uns tempeiros, tipo alecrim, orégano, o que tiver, ferver muito e depois coar e usar o caldo. É simples, juro.

Em uma bacia despejar os grãozinhos de couscous e ir usando o caldo para hidratá-los. Vá mexendo e testando. Quando os grãozinhos estiverem macios, está pronto.

Pegue todos os outros ingredientes picados e misture tudo.
Acabou. É simples assim.

Fica uma delícia com frango e carne vermelha. Fica uma delicia com salada.
Os ingredientes picadinhos podem variar e num dia de pobreza, pode ser só o couscous mesmo, hidratado e temperado com azeite para acompanhar uma carninha.

Juro, é a coisa mais fácil e gostosa do mundo.

Vamos lá, empoderadas e demais dummies do lar.
Todo mundo fazendo couscous que a criançada adora!

Uma foto bem linda do prato final eu vou ficar devendo (esqueci!)
Mas está aqui a prova de que fui eu quem fiz!!

Bom mesmo!






























*Momento cultural: você sabia que cheiro verde nada mais é do que aquele macinho de salsinha com cebolinha? Ou seja, você não planta cheiro verde. Não tem na sua horta. Tem salsinha e cebolinha, quando junta os dois, vira cheiro verde... bom isso, né?





21/07/11
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DAS DORES


DASDÔ PARA OS ÍNTIMOS

Eu subo as escadas de casa zilhares de vezes por dia. Pois nunca, em hipótese nenhuma, qualquer coisa que eu precise está no mesmo andar que eu. Do computador à pomada de assaduras. Lá no meu íntimo eu xingo muito e em seguida penso que é bom – aula de step gratuita. Chacoalhando os glúteos.

Acontece que todo esse movimento me causa umas dores horrorosas, que eu já senti uma vez, em uma outra gravidez. Gravidez daquele unzinho que quando pesava 600g me fazia doer os ossos da pélvis e agora pesando 12kg me faz doer os ossos do corpo todo, combinado com o irmão ou irmã que eu carrego com ele, escada abaixo e escada acima.  Lá no meu íntimo eu praguejo, mas em seguida penso que é bom – aula de step combinada com musculação.

***

As dores do parto são um mistério não?
Quem pensa em ter parto normal, pensa nesse espectro do desconhecido, do quanto dói, diz que dói, deve doer expulsar a melancia pelo buraco do limão.

Li coincidentemente, ou não,  sobre isso duas vezes essa semana.
Um trecho do livro “O conflito” de Elisabeth Badinter:

“A anestesia peridural, que põe fim às dores extremas do parto ... (numa escala de 0 a 10 as dores do parro são classificadas no nível 10), surgiu no final dos anos 1970 e desde então não para de se difundir. Contudo, ela está longe de ser unanimidade entre as parturientes. Se para umas a peridural é a mais bela conquista da mulher, aquela que põe fim à maldição do parto na dor, para outras ela é a expressão de uma civilização industrial degenerada que vai contra o ideal universal do nascimento natural; por fim, para outras, a peridural priva a mulher de uma experiência insubstituível.


E o outro um excelente texto a mim apresentado pela Pri , escrito pela jornalista Isabel Clemente:

“ É preciso dizer também que dor não é algo fácil de encarar, porque é intraduzível, incomparável e o limiar de cada um, um universo insondável. Somos treinados para buscar o prazer, o tempo todo. O que dizer da dor? Esse incômodo que parece nos tirar do eixo, de si, do confortável? Só não faz sentido acreditar na máxima de que “a dor do parto é a pior que existe”. Me pergunto se o autor de suposto conhecimento sentiu no próprio corpo todas as dores possíveis a ponto de compará-las.”

Um breve recorte para não deixar a peteca cair, sem ser da esquerda nem da direita. Sem tendências masoquistas ou culturalistas (que também acho um porre). Não parece sábio dizer que quando se trata de dor cada um sabe da sua? Não é tolinho colocar todas as parturientes que optaram (ou não) pelo parto natural no mesmo balaio de vítimas do naturalismo machista e alienadas das conquistas femininas da mesma forma que é tolinho colocar todas aquelas que optaram (ou não) pela cesárea no balaio das vítimas do sistema capitalista e alienadas do importante papel da natureza na chegada do ser humano ao mundo?

Se você, minha amiga for olhada pelas feministas é uma escrava do seu filho, vítima da tirania da maternidade. Se for olhada pelas maternas é uma mãe pouco ativa que renunciou de ter participação no momento mais importante da vida.

***

Para elucidar os preocupados leitores das dores que sinto. As escadas não estão proibidas. Simplesmente é uma dor natural, fruto da flacidez da musculatura pélvica em decorrência da primeira gravidez. Uma dor que a cada gravidez começa antes, é mais longa e mais intensa. Sem problemas para o bebê, e nem para  a mãe. Fora a própria dor. Por isso meu nome de hoje, Dasdô.

Porque não inventaram a peridural para a gravidez inteira. E certamente se o tivessem feito, eu não iria tomar. Sabe-se lá se não sou eu uma fracota, que fica imóvel com uma dorzinha que em outra mulher seria a de um farpinha no dedo.

Já cortaram o dedo com papel? Não é a pior dor que existe? Já tiveram cólica renal, ouvi falar que é essa a pior. Já toparam com todas as forças o dedinho na quina do móvel? Ouvi falar de um cara que morreu disso.

***

E para cair todo mundo de cara no chão e ficar com muita dor de dente (no pivô) - que é a pior dor que existe - eu saí do consultório com uma única recomendação: fazer exercícios.
Porque nenhum médico encara as minhas aulas de step, musculação, ginástica faxinal e demais modalidades que eu pratico como exercício? 

***

Eu descobri (depois de muito, muito pensar em uma fase de total negação onde eu achava que não sentia falta de nada da vida pré-mãe) que o que mais sinto falta daquela época é de filosofar sobre minhas crises – que desapareceram. Tenho saudades das minhas crises de não-mãe
E lá naquela época, tudo eu resolvia ouvindo música, pois achava que todas elas eram escritas para mim. Sempre fizeram muito sentido.

A última frase dessa, é certamente para mim no momento.


If you can hold on, hold on.

Se você pode aguentar, aguente.



19/07/11
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LIVING LA VIDA LOCA

Hoje eu estava conversando com uma amiga querida, mãe de três, que acendeu em mim uma luzinha com a seguinte frase (ou mais ou menos isso):

"As mães de primeira viagem tem mais possibilidade de investir nos ideais. a partir do segundo filho as coisas ficam mais reais. No meu primeiro filho eu só comprava orgânicos, do segundo para frente, compro legumes normais mesmo."

Plim! 

Eu que continuo sendo uma mãe de primeira viagem, mas uma grávida de segunda, posso afirmar que por hora eu vivi o oposto - obviamente porque a gravidez não demanda nada se comparada ao esforço e dedicação que um filho fora da barriga demanda.

Então grávida eu sou mais próxima do ideal (se é que isso existe). Pelo menos em termos de alimentação cuidado com a saúde, ataques histéricos e tals.

Penso que essa minha amiga tem razão, especialmente porque quando falamos de escolhas maternas - falamos de possibilidades. E as possibilidades são diferentes quando se tem um ou dois filhos. Exatamente porque dois é o dobro de um, e três é a adição de mais metade e assim sucessivamente.

Como estou ainda na categoria iniciante, vou esperar para confirmar essa teoria, e volto para contar.

Espero só poder, poder "do verbo" ter a possibilidade de continuar no meu crazy style de maternar. Aquele que me faz sentir orgulhosa das minhas escolhas, só porque são minhas, não porque são as melhores e segura para bancá-las, mesmo quando parecem loucuras.

E se a possibilidade de se comprometer com os ideais, com as utopias, com as loucuras pode ir diminuindo com o tempo, a idade, o número de filhos, voto que cada um escolha suas maluquices e se jogue de cabeça. De cabeça!

Vamos Living La Vida Loca!

***

E por fim.... Claro que eu estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse!


18/07/11
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#HKFD - O EMPODERAMENTO

15/07/11
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#HKFD - IMPACTOS IMEDIATOS

Em 20 dias de desintoxicação do meu ex-vício em serviço doméstico terceirizado constatei algumas mudanças imediatas na minha vidinha mais ou menos:

  • Eu vivo com algum machucado na mão.
  • Eu desenvolvi um excesso de auto confiança que me faz crer que não só eu vou aguentar os 90 dias como também jamais novamente vou aceitar que outra pessoa cuide da minha casa.
  • Eu estou curtindo ser responsável pelos meus cenários: sejam eles bagunçados ou arrumadinhos, eu acho tudo bacana, porque é meu.
  • Meu filho desenvolveu um amor louco por aspiradores, vassouras, pazinhas e escovinhas.
  • Um monte de gente acha que eu sou louca e me desencoraja.
  • Um outro monte me apóia e conta suas próprias histórias, e se empolga comigo.
Vide minha irmã toda fofa - se aproveitando das novas paixonites de Joaquim - em uma faxininha em sua própria casa. Registrado e editado pelo tio!

Segunda feira, mais um capítulo da novela!
Bom fim de semana!






Joaquim ajudando na cozinha - Lesson 1 from Liese Rammi on Vimeo.

13/07/11
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MATERNAR É...


Não é que a barriga aparece mais rápido na segunda gravidez. É que ela passa do estado inicial "pancinha de chopps" para "engoliu um melão grande", daquelas que não geram dúvidas nas preferenciais, do-dia-para-a-noite.
Fui dormir Giselle Bunchen de pochete e acordei Giselle Bunchen grávida de 9 meses.
Maternar é se deixar crescer.

***

Quando eu dobrei o cabo da boa esperança dos 20 para os 30 eu estava grávida de seis meses com a cabeça na lua. Nem vi que virei Balzaca., nem tive nenhuma crise. Quando chegaram os 31, eu estava sem dormir ha 9 meses, meio surtada. Nem me lembro do meu aniverário. Nem vi que passou, nem tive nenhuma crise. Quando eu fizer 32 eu estarei com um Rn gritande nos braços, um bichinho de menos de 1 mês. Então não vou nem ver os 32, nem ter nenhuma crise. Fica aqui a dica para não ter crises com a idade, vá emendando um mondefilho um atrás do outro e lide com as crises na terapia, quando você estiver bem rica na casa dos 40. 
Maternar é escolher as crises.

***

Essa dica é uma merda para quem se preocupa com a lei da gravidade, no entanto. Fico pensando o que será das minhas peitolas depois que essa filharada toda estiver devidamente amamentada... Só penso no P de número 31 do Ultimate Guide de Amamentação: Plástica! Maternar é cair, e quiçá levantar.

***

Eu não fazia a mais vaga ideia do que era ser mãe quando esperava meu primeiro filho. Aprendi como se deve, na pele. Eu não faço a menor ideia do que é ser mãe de mais de um filho enquanto espero esse aqui. Vou deixar para aprender como se deve, na pele.  
Maternar é respeitar o tempo de compreender as coisas.

***

Quando eu penso na minha família em alguns meses não consigo imaginar para meu segundo filho um rosto muito diferente do primeiro assim como não conseguia imaginar para esse um rosto muito diferente do meu. 
Maternar é imaginar em vão.

***

Eu adiei a saudade. Estou vendo o meu primeiro bebê ganhar o mundo, se despedir do colo. Mas já comprei a passagem para o segundo turno da aventura!
Re-aventura.

***


Eu não estou preparada para ser desmamada. Gloriadeus 3X pela minha tabelinha furada!

***
Mas eu sei que Maternar is to Let go!!

12/07/11
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GRAVIDEZ EMBURRECE

É publico e notório que mulheres grávidas tendem a ser mais impulsivas, emotivas, temperamentais, incoerentes ou qualquer outro distúrbio de comportamento que possa ser desculpado pela chuva de hormônios e um novo ser humano crescendo dentro do seu corpo e se alimentando do seu espírito.

Mas e burras?

Ela estava pedindo água mineral pelo telefone, encarando inutilmente as notas de R$2,00 e R$5,00 que tinha nas mãos.
- Quanto ficou moço?
- Cinco reais.
- Ok, me traga troco para sete!

***

Ela segurava na mão esquerda o celular da irmã, esquecido em sua casa, e na direita seu próprio aparelho. Pensou consigo mesma:
- Preciso avisá-la de que o celular ficou aqui. Estou com preguiça de ligar, vou mandar uma mensagem de texto.
E digitou com a mão direita. E assustou quando a mão esquerda vibrou "nova mensagem".

***

Sinto que isso não para por aqui.

11/07/11
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HOUSEKEEPING FOR DUMMIES - 90 DIAS PARA ME LIVRAR DO VÍCIO DA EMPREGADA DOMÉSTICA

06/07/11
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NA ISLÂNDIA PASSAM MENOS FRIO DO QUE EM SP

Eu sou famosa por reclamar do verão, detesto calor, sou alérgica a sol. Praticamente um acidente geográfico nascida e criada no hemisfério sul. Tudo indica que bebês dormem melhor no inverno, a gente fica mais elegante, enfim, uma infinidade de vantagens para a minha estação do ano favorita!

Mas está um frio lascado, não é minha gente? Aqui em SP tá batendo 8°C, quiéisso?
Não estamos preparados para essa friaca, não! Eu que me esqueci dos outros invernos ou este aqui tá demais?

Saí caçando o motivo pelo qual eu amo tanto o inverno (com os dedos congelados não estava compreendendo) e achei isso aqui! Eu quero, quero muito!





























Esse povo do gelo sabe o que fazer para ficar quentinho!
Design Islandês, vejam vocês! Da loja Birkland.

Adorei!

05/07/11
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CONSUMO CONSCIENTE

Esse texto é uma reflexão sugerida pelo blog What Mommy Needs - que eu ainda não aprendi a linkar no meu novo gadget.





Não muito tempo atras não era habito de ninguém separar o lixo orgânico do lixo reciclavel em casa. Lembro de quando essa onda invadiu a minha casa eu ainda era solteira, morava com meus pais e inicialmente achei o maior saco separar lixo. Que dirá lavar um pote de iogurte para enfim coloca-lo no lixo. Eu achava que lavar lixo era coisa de maluco.

Levávamos os separados de tempos em tempos a um prédio do Corpo de Bombeiros que fazia a coleta. Um dos poucos pontos da época.
Com o tempo isso se tornou natural. Tempo, conhecimento e dia a dia. Essenciais para a gente aprender a mudar os hábitos.

Pois hoje para mim é natural não só lavar como compactar todo o lixo reciclavel. Compactar os orgânicos, mantê-los separados, respeitar o dia das coletas específicas. Aqui em casa é habito e hoje em dia já acho esquisito quando vejo alguma família que não separa. Até mesmo aqui na minha tua, onde os caminhões da coleta seletiva passam em dias determinados tem gente que prefere não separar. Falta de informação, de tempo, de vontade, eu não sei. Mas não é mais natural para mim.

E assim essas questões vão entrando no nosso cotidiano. Há alguns anos eu não me importava em comprar condimentos, temperos e demais delicias salgadinhas industrializadas. Então soube do ciclamato, presente em todos eles um vilão para a saúde. Depois percebi que esses produtos não só fazem mal para o organismo como causam impacto ambiental para produção: gastam energia, geram lixo não reciclavel, são mais caros que os naturais, tiram emprego do trabalhador rural.

Para mim a transição vem acontecendo aos poucos e como tudo, tem o Joaquim como motivador. Eu prefiro que ele coma um arroz temperado com alho natural cuja casca vira adubo em poucos meses, do que temperado com algum amor em pacotinho. Prefiro cozinhar e espremer os legumes do que comprar os potinhos. Para mim é unir o útil ao agradável, ainda que seja mais trabalhoso levar a vida de forma mais orgânica. - nota: eu sei que fiscais da conduta alheia vao dizer, "ah! fácil não é você que cozinha". Veja bem, eu nãos estou sugerindo um modo de vida para ninguém, apenas relatando como são as coisas para mim.

Há poucos anos eu era uma feroz consumidora de potes plásticos, não só aqueles famosos como também descartáveis, que eu julgava práticos, baratinhos e achava que estava levando alguma vantagem em poder renovar o estoque de potes sem grandes prejuízos.

Foi então que se começou a falar em Bpa e eu desenvolvi aversão aos ditos cujos. Foi o momento de avaliar- onde vem as coisas que eu como? Potes plásticos, bandejas de isopor, filmes de pvc. Latas e caixas tetrapack revestidas com Bpa.

A mudança é drástica mas algumas coisas viraram rotina. Substitui totalmente as latas (aqui em casa era só ervilha e milho) pelos alimentos frescos. Não compro mais potes plásticos, e vou lentamente trocando os velhos pelos de vidro e inox.

No geral sinto que as pessoas tendem a querer sempre levar aluna vantagem quando se trata de consumo. Ou querem economia, ou querem praticidade. Para mim funciona mudar o foco, não sou besta, também quero vantagem.

Então penso, gasto agora no inox e ganho numa cozinha mais arrumada. Invisto no vidro e não morro de nojo com potes de plástico manchados. Dou preferencia a alimentos orgânicos e depois economizo em remédios para a tireóide (do meu filho, a minha já era, diga-se de passagem). Existe sim alguma vantagem em fazer estas escolhas basta querer.

É claro que muita coisa ainda está por vir, e vários hábitos de consumo que eu mesma julgo na contra mão do que o mundo e a sociedade precisam, eu pratico. É o meu tempo de chegar lá.
Um exemplo são as fraldas descartáveis e minha falta de cujones para transforma-lás em pano. Outra é o consumo desenfreado de energia elétrica com a máquina de secar roupas. Caixinhas de creme de leite ainda entram aqui. De vez em quando eu sucumbo a um miojo e por aí vai. As fiscais da conduta alheia devem saber de mais exemplos.

Penso que assim como o habito de separar e compactar o lixo, essas praticas de consumo mais conscientes devem entrar na minha rotina com cada vez mais compromisso com o passar do tempo, da informação e do meu dia a dia.

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A escola do Joaquim oferece a opção de os pais levarem para casa aos fins de semana marmitinhas com sopa. Joaquim janta na escola todo dia, e eu fiz um pacote mensal. Como ele faltou uma semana, combinei que levaria as sopinhas referentes a esses dias para o feriado (mão na roda eu confesso).
Só que as sopas são todas naturebas, orgânicas e tal e tal, mas entregues aos pais em potes de plástico, detestavelmente descartáveis.
Hoje conversei com a coordenadora "sei que não sou consumidora freqüente da sopa do fim de semana, mas gostaria de sugerir que vocês utilizassem embalagens de vidro, retornáveis. Cada família manda a sua, ou vocês mesmo compram de acordo com a demanda. É mais saudável para os alunos, certamente mais econômico a longo prazo para os pais e por fim muito mais ecológico."
Pensei que ela ia me escurraçar da sala, dar uma desculpa, se encher de racionalizaçōes do tipo "a mãe quer praticidade e blá blá blá " mas que nada!
Ela disse honestamente: "você tem razão. Nunca pensamos nisso. Está anotado para a próxima reunião."
Não sei se será colocado em pratica, mas as vezes são coisas pequenas que nos movem a ser consumidores cada vez mais conscientes.



- Super Duper via Anne's iPad

GRÁVIDA NO ALTAR


Fui madrinha de casamento no sábado pela primeira vez de cabelo curto, pela segunda vez grávida, pela terceira vez do lado do noivo, pela quarta vez com a maquiagem feita por mim mesma e pela quinta vez ao todo.

Eu que já me achava a mais experiente das madrinhas não contava com mais uma para ficar na história: e não é que eu quase desmaio e caio do altar? Saí de fininho e sentei na cadeirinha do padre! Desci do altar, tentando chamar o mínimo de atenção possível e quase tomei uma aguinha da pia batismal, para ver se minha pressão subia!

Aí enjoei com o cheiro de uma vela e comecei a ter ânsia. Entre o sim, as juras e as leituras bíblicas eu ia olhando onde era a porta mais próxima para eu poder correr caso não conseguisse controlar o enjôo. A igreja é um lugar com tantas bacias bonitas, né? Já repararam? Poucas portas, no entanto.

E respirei, respirei.

Falemos de sorte. A etiqueta manda que as madrinhas carreguem uma carteirinha boba, fazendo às vezes de bolsinha boba, para segurar junto com aquele echarpe bobo ridiculamente combinados com o sapato. E para que serve aquela carteirinha?

Acompanhada do meu marido, meus documentos estavam juntos com os dele. Não carrego mais o maço de cigarro e os engovs de outrora. Peloamor, eu fui quatro vezes uma madrinha da pá virada viu?

Deixei Joaquim com minha mãe e fui saindo, com minha carteirinha vazia, sapato apertado e echarpe inútil convenhamos, no frio que está fazendo um casacão de nylon seria mais adequado. Na mesa da sala me deparei com uma barra de chocolate que eu havia feito meu pai comprar durante um siricotico. Inteirinha, intacta – o siricotico passou e eu não comi o chocolate.

Sei lá por que coloquei a barra dentro da minha carteirinha boba. Quer dizer, sei porque! Foi por sorte!
Pois sentadinha lá na igreja, quase morrendo de vergonha e enjôo me recordei do chocolate e mandei um quadradinho para dentro. Zap! Melhorei em minutos.

As madrinhas se arrumam mais cedo, precisam chegar mais cedo, deixam o filho na avó e esquecem da janta. E no meu caso de pãodurice economizam no sapato e usam um da irmã, um número menor.

Diagnóstico: hipoglicemia agravada por dor no pé e cheiro de velório.

Moral da história: pensar duas vezes antes de convidar uma grávida para ser madrinha. Já imaginou se ela vomita no altar?

Fica a dica: organizadora de casamento! Manter sempre um saquinho de pão de queijo na malinha de emergências cerimoniais. Nunca se sabe, né?

E em último caso: velas elétricas, meu bem. Velas elétricas.

Vocês já conhecem meus exclusivos noivinhos de bolo? Em breve, surpresinha aqui no Super Duper!