30/05/11
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MUSEUM BABY TOUR - MUNDO MÁGICO DE ESCHER

O Centro da cidade de São Paulo é maravilhoso. Valia o passeio só de passear à tarde por ali. É verdade, uma pena que aos domingos é relativamente abandonado. Mais triste ainda é ver os moradores de rua no friozinho que faz por aqui começando a fazer suas camas pelos coretos.
Mas é uma chateação que estranhamente a gente se acostuma a ver, e não ver. Acostuma a conviver. Ainda assim o centro é lindo, e lá no CCBB está rolando o Mundo Mágico de Escher.


Pegamos um pouco de fila para entrar, e na companhia de babás amigos, enquanto os carregadores de malas meninos esperavam nossa vez de entrar na exposição nós, titia, mamãe e bebê pudemos atazanar as pombas, tirar fotos na entrada do prédio, e gastar a paciência curta do Joaquim, que anda fazendo amigos por onde passa.
Os mais atentos podem dizer: mas porque não pegou a fila preferencial? Afinal, e tenho duas fichas, grávida e com bebê de colo. não caros leitores, com 14 meses meu bebezão não faz a menor questão de andar. 

Me deixa, juro que ando antes dos 15. Até lá mamãe carrega.

Eu inicialmente não quis pegar a fila. Quis ser assim, gente comum, sem preferências. E depois mudei de idéia quando percebia que havia fila para entrar em todas as salas de exposição. Mudei de idéia e distribuí a preferencialidade no grupo, eu grávida mais acompanhante e Joaquim no colo dos tios. Salas adentro fomos ver Escher.
Uma exposição para os curiosos. Para quem gosta de observar. As obras incríveis, cheias de detalhes que podem ser compreendidos e incompreendidos em minutos à fio de observação. Instalações cheias de espelhos, ilusões óticas, cenários fantásticos.
Muito, muito bonito.

Mentira, papai carrega.
Joaquim quis mamar e em um dado momento, caminhei amamentando. Para mim é natural. E depois fiquei me perguntando o que é que incomoda tanto na amamentação alheia a ponto de uma instituição qualquer se sinta no direito, dever, vontade ou sei lá o que de impedir a pobre de amamentar um bebê. Falemos sério, e repercutindo coisa velha... não incomoda ninguém.
A ofensa moral que vem do cunho sexual da coisa é facilmente resolvida se olhando para o outro lado. Eu tenho uma aflição imensa de alargador no nariz. Quando vejo alguém usando, evito de ficar encarando. Simples assim.
Mas voltando ao mundo mágico, Joaquim gostou, se divertiu demais com as holografias e conheceu uma partezinha deliciosa da cidade.
Saí da exposição pensando nas coisas que vemos, que não vemos. O que anda por aí de propósito escondido e que demanda esforço da nossa parte para ser visto. O que parece impossível, mas vemos acontecer na frente de nossos olhos. E o que às vezes a gente olha, e incomoda.
Às vezes o ideal é virar o rosto. Mas Escher hoje deu o recado de vale à pena olhar melhor...


26/05/11
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RESULTADO DO CONCURSO CRESCER HOLLYWOOD STYLE

And one of the three the best brazilian tops moms blogs flambers lambers Oscar goes to... Super Duper by Anne Mammi!!!
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MÚSICA INSTRUMENTAL
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Ai...
Nem sei o que dizer, eu não tenho discurso preparado.
Concorrendo entre tantos gigantes do Hollywood Blogsférico teria sido uma honra participar..
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LÁGRIMAS
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APLAUSOS
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Quero agradecer à academia e à revista Crescer por esse desejado prêmio, e parabenizar todos que participaram ao meu lado. Minha família, minha mãe que votou insadecidamente madrugada adentro, obrigada.

Meus queridos leitores e comentaristas, sem os quais nada disso seria possível. E a todos que votaram nesse bloguinho simples, escrito com amor diariamente. Muito obrigada...
Em especial ao meu marido que esteve do meu lado cada vez que eu lancei uma nova moda na minha vida, e eu que não ganho nem em bingo, sinto que estava na hora mesmo de levar para casa a estatueta. Obrigada...
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CORTE PARA O MARIDO EM LÁGRIMAS NA PLATÉIA
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E por fim aos meus filhos, Joaquim por ter me permitido conhecer uma nova vida e me estumulado dentro da loucura e estranha solidão que é a maternidade encontrar vontade de escrever sobre ele, revelar seus mais sórdidos segredos e fazer papel de boba publicamente na internet. E ao bebezico number two que entrou em nossas vidas, e já ganhou ...
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MÚSICA CORTA O FIM DO DISCURSO
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APRESENTADORA ARRANCA A PREMIADA PELA CINTURA (QUE ELA AINDA TEM, DIGA-SE DE PASSAGEM)
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APLAUSOS
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MÚSICA SOBE
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GALERA VAI À LOUCURA E COMEÇA UM LÊ-LÊ-LÊ-Ô... LÊ-LÊ-Ô...LÊ-LÊ-Ô
SUPER - DUPER!!

Brigada genz!!!!

DÚVIDAS QUE ME ASSOLAM

Como uma grávida levanta do chão com o primeiro filho dormindo no colo?
Como essa mesma balofa coloca o rebento no berço, uma vez que a barriga não se movimenta para trás, conforme ela debruça nas grades?
No momento longínquo do 3° trimestre estará minha casa inundada de todos os brinquedos e cacarecos que eu vou ter que parar de catar do chão? Ou eu conseguirei continuar a catança? Ou Joaquim vai aprender até lá a parar de me torturar e guardar essas porcarias no lugar certo? Ou meu marido vai catar os brinquedos para mim?
Como uma pessoa que viveu 13 meses sem dormir seguidos de 8 (toc toc toc) dormindo a noite inteira pode se acostumar a não dormir novamente, nunca mais por tempo indeterminado?
Volto com respostas em breve.

24/05/11
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UM LUXO DE CONVIDADA!

O Super Duper hoje abre as portas para uma visita incrível! Um luxo indispensável!
A Camila querida conseguiu uma pausa na ocupada agenda para tomar um cafezinho aqui comigo!

É claro que vocês vão se deliciar com nosso papo!

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Sabe quando você se convida para um café na casa da amiga? E nem deixa o porteiro avisar que tá subindo? Sobe na boa, íntima mesmo, já abrindo a porta e: “olááááá!”. É assim que eu vim parar aqui hoje, para tomar cafezinho, bater papo e até falar sobre umas futilidades de mulherzinha.
O assunto com a querida Anne e com os leitores do Super Duper é sobre algo que eu vi meio jogadinho no Twitter e, desde então, ele não sai da minha cabeça: luxo X necessidade.
Como muda quando a gente vira mãe, não acham?
Antes mesmo de casar, como uma adolescente que recebia mesada e depois uma jovem adulta assalariada, dava pra torrar na balada e fazer estrago nas liquidas. A preocupação máxima era com a fatura do meu cartão de crédito que, bem, discriminava todas as baladas que eu havia freqüentado no mês anterior e todas as bolsas que tinha comprado no mesmo período.
Daí, a gente casa. São dois jovens adultos assalariados, mas agora com uma penca de conta para pagar. Toda a cautela e organização são itens necessários com o novo orçamento e com as responsabilidades.
Em seguida, ou nem tanto, vocês estão organizadinhos e resolvem ter um filho, ou, por surpresa, descuido e qualquer outro motivo, descobrem uma ervilhinha pulsando e crescendo na barriga daquela jovem adulta casada. Daí, mal percebem e já torraram todas as economias em enxoval, no quartinho e em tudo o mais que um bebê exige (isso porque a fofa da madrinha deu o carrinho, a avó materna coruja deu o berço, a paterna e babona, a poltrona, a vizinha amiga emprestou a cadeirinha do carro e assim vai...).
Bebezinho nascido e está estabelecida a nova dualidade luxo X necessidade. As necessidades, não as suas, esqueça de você nesse momento. Não parece realmente que só o bebezinho fofo tem necessidades?? E o luxo se transforma nas coisas mais simples que você pode imaginar: um sutiã menos feio do que o de amamentação, uma roupa que não seja de uma malha esticada, larguinha e não cheire a leite, um banho com direito a lavar e secar os cabelos, passar um belo hidratante depois... Aquelas coisas que antes pareciam tão triviais se tornam verdadeiros luxos.
Me lembro muito de uma frase da minha mãe: “sabe há quanto tempo eu não compro nada para mim? É tudo para vocês!”. Sorry, mama, mas identifico um erro aí. É uma delícia poder comprar tudo para os filhos, mas a gente precisa também. A doação de uma mãe já é tão intensa, que essa “privação” não precisa necessariamente existir. E nem o filho carregar essa culpa de “privar” a mãe, pois é ele quem consome tudo, entendem?
Quantos creminhos, esmaltezinhos e xampuzinhos eu já comprei na farmácia quando ia apenas abastecer o meu estoque de fraldas e lencinhos? Milhares, incontáveis, fiquei por dentro de todas as linhas de cosméticos de todas as farmácias em que já entrei. E a sessão hidratante ficou bem melhor. Chamem de fútil, luxo ou necessidade, fiquem à vontade para avaliar e até para adotar essa estratégia deliciosa!
E o supermercado, então? A lista vai de A a Z para as crianças, mas custa comprar um azeite diferente? Ou um brioche para acompanhar a sopa do jantar? Novamente, fútil, luxo ou necessidade, resolvam (mas se quiserem experimentar, vão curtir a idéia!).
Eu vejo muitas mães se queixando dos cabelos sem corte, raízes sem tingir, unhas dominadas por cutículas, depilação... o que é isso mesmo? Eu não sou rata de cabeleireiro, aliás, detesto o clima, o ambiente e o papo, só vou  quando o cabelo já não sabe mais se é Chanel, franjão, franjinha, curto ou médio. Mas unha e depilação fazem parte da minha higiene básica. Que me atirem os tomates da futilidade, mas o horário da manicure em casa (sim, porque não tenho saco mesmo para salão todas as semanas) é compromisso sagrado e inadiável. Assim como a depilação, mas vou omitir os detalhes íntimos, pode ser?
Atualmente, eu sei exatamente quanto custam todas as coisas que eu necessito consumir. Do quilo da batata e da cebola, passando pelo sabão em pó, amaciante, por todos os tipos de Veja, pelas fraldas, lencinhos, sabonetes, cotonetes e a infindável lista de compras que me acompanha semanalmente.
Eu não me jogo mais nas liquidas, a não ser que sejam de fraldas. Não compro mais 17 pares de sapatos só porque custam R$19,90 cada. Aliás, num desses surtos em uma liquidação, comprei um sapato tão vagabundo, provavelmente por R$19,90, que o prego do salto furou a sola e espetou o meu pé. Não foi legal, sapato vagabundo na promoção, jamais!
Os valores e princípios estão clara e conscientemente mudados. Acompanham uma mudança da minha cabeça mesmo, dos meus conceitos, das minhas atuais necessidades e desejos, claro! Não tem problema querer “A” bolsa, mas não dá para torrar a grana do supermercado na bolsa, como se torrava a mesada em vodka com energético. Não que a bolsa seja o maior desejo e, portanto, o maior dos luxos. Luxo pode vir nas mais variadas formas do desejo de cada um. Pode ser pizza de chocolate com morango, uma massagem, uma revista de fofoca, um hidratante cheirosíssimo ou um café quentinho em boa companhia (não esqueci, não, mas “momentos” também são verdadeiros luxos!). 
E para vocês, sooperdooper´s, quais são os luxos, necessidades e futilidades?


Anne querida, obrigada pelo cafezinho! O bolo também estava uma delícia! O Joaquim tá um fofo e você já está com uma carinha linda de grávida!

23/05/11
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UM CUSPE E UM COPO BREGA QUEBRADO NOS DENTES

Minha mãe engravidou da minha irmã quando eu tinha seis meses.
Nem imagino o turbilhão de emoções/ stress que ela deve ter passado nos nossos primeiros anos. Sei que para mim foi tudo divertido: apesar de naturalmente ser uma irmã mais velha meio ciumenta e cheia de trauminhas pela chegada da segundinha, já tratados em terapia, muito obrigada Senhor Jung.
Nenhum desses sentimentos menos agradáveis da infância – como ter sido considerada a mais velha, mais responsável e ter ouvido insistentemente que eu tinha que dar exemplo – apaga ou sequer macula a parte boa de ter tido uma irmã. Nossa infância foi uma delícia!
A proximidade da idade, a igualdade de gêneros, a mãe que ensinou a dividir tudo, a avó que acompanhava as menininhas, a casa,a s brincadeiras, o cachorros, os passarinhos que caiam do telhado e eram adotados pelas loirinhas... tudo era facilitador de uma relação deliciosa.
Cheia de tabefes, puxões de cabelo e torturas sentimentais, claro.
A gente adorava tomar vacina e até mesmo depois que saímos da idade das campanhas, eu enxuriçava a minha mãe para que nos levasse ao posto. Acho que eu era uma vítima fácil dos marketeiros do Zé Gotinha – efetivamente acreditava que aquilo era legal, fazia bem e de quebra passeava com a família até o posto perto da pastelaria. Ok, me pegou eu queria pastel.
De modo que uma vez depois de muita insistência, lá pelos 7 ou 8 anos minha mãe nos levou. Gotejaram na nossa boca e eu me lembrei imediatamente do que era chato na vacinação: as gotinhas eram amargas. As enfermeiras do posto não ligavam mais para a gente, já que não éramos mais foco das campanhas. E nem se importaram em verificar se eu havia engolido as gotas, que foram embora comigo dentro da boca. Meu plano era cuspir a vacina assim que minha mãe virasse as costas.
E assim o fiz. Lembro da fila indiana em direção ao carro no estacionamento do supermercado onde instalaram a campanha: pai, mãe, irmã mais nova e eu. Na primeira oportunidade me livrei do fel na boca. Mas não percebi que aquela cabecinha loira um ano mais nova se virava no exato instante que eu mandei a cusparada. E parou me levantando o dedo com a boca cheia para dizer “mãããeeee... a Anne cuspiu a vacina!!!”
Eu que morria de medo das broncas da minha mãe implorei que ela ficasse quieta... fui empurrando, pedindo, tapando sua boca com as mãos. Acho que prometi uns papéis de carta, servidão eterna, minha boneca favorita ou meu primeiro filho em troca. Oooops.
Filha da mãe me chantageou por meses. Anne vai pegar não sei o que para mim. Não vou. Então eu vou contar para a mamãe que você cuspiu a vacina. Fritas acompanha?
Muito difícil se ver vítima de uma criminosa fria a calculista em posse de dados tão decisivos para a manutenção da ordem mundial. Foram tempos obscuros.
Até que....
Minha mãe tinha uma coleção de copos de cristal, bregamente lapidados com cachos de uva, coisa que ganhou no casamento. E eram copos usados nas datas especiais de casa, daqueles conjuntos com um modelo para cada bebida: licor, vinho, uísque. Os copos de champagne tinham acabado de mudar de formato, não eram mais os seios de Mme Pompidou e sim os longos tubetes que mantinham as bolhinhas frisantes. Eu não sabia disso na época obviamente.
E minha mãe vivia martelando em nossa cabeça do perigo de se morder um copo de vidro e ele quebrar e você engolir o caco de vidro e morrer, como fazem os japoneses que moem pó de vidro e engolem cortando todo o trato digestivo  morrendo de hemorragia interna. Estranhamente disso eu sabia na época. Silêncio.
Então que a loirinha criminosa um dia queria tomar suco em um dos copos de champagne. E não tinha medo do conceito de arakiri japonês. Serviu o suco, tomou alguns goles e como quem chupava um picolé enfiou o copo inteiro na boca tascando uma mordida. Falei que ela era sangue frio. Na minha memória o copo quebrou. Não sei se eu fantasiei que ele quebrou, depois, se a chantagista aparecer aí nos comments ela pode confirmar essa história.
Fez uma cara de susto. Tirou o pedaço de vidro de dentro da boca. Finalmente um traço de humanidade lhe veio aos olhos. Medo da morte? Não! Medo de mim! Eu tinha agora um segredo dela nas mãos. “mãããããe... a Liese mord...” saiu me empurrando, pedindo, tapando minha boca com as mãos.
Não teve que me prometer nada. Não ganhei nenhum papel de carta em troca do segredo. Mas com o caco de vidro na goela veio minha liberdade. E toda vez que a sanguinária me ameaçava com a vacina, levava de volta a história do copo de cristal. Se você contar eu conto.
A guerra fria durou anos. Em meio a moranguinhos, chuquinhas e os canteiros de terra no quintal minha mãe só soube dessas histórias muito tempo depois. Só quando nossos segredos nucleares ganharam a importância de um cuspe e um copo brega quebrado nos dentes.

Gente perigosa, fria e calculista. Nitidamente.

20/05/11
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MST - RELAXA NÃO VAMOS FALAR DE POLÍTICA!

Hoje eu fui contar uma historinha dos tempos áureos da blogsfera materna, quando eu ainda era um bebê de blogueira no lindinho MST - Mamãe Sabe Tudo - da Flávia Fiorillo!
Não se iludam com nossa amizade - ela me pagou um cache altíssimo para revelar essa histórinha!

Aproveitem e naveguem pelo MST com um babador na mão - as fofices do design separadas pela estilosa Flávia são imperdíveis!!

Corrão!!

(eu não vou aceitar nenhum email me corrigindo, eu sei escrever corram, isso é uma brincadeira, leve-se menos à sério e vem cágente assassinar o português, é divertido!!)

19/05/11
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DESCULPAS E MOTIVOS

Detesto desculpas.
Fiz um curso intensivo e o nome disso é racionalização.
Racionalizar significa arrumar uma desculpa esfarrapada  justificativa para todo e qualquer decisão que você tenha tomado. Muitas vezes a gente nem percebe que está racionalizando. Mas é um mecanismo que nos afasta da responsabilidade efetiva dos caminhos que rumamos.

Em reeducação alimentar. Bate uma compulsão. Quero um chocolate. O cérebro começa a buscar desculpas: "mas também dizem que chocolate vicia, talvez seja por causa do vício, eu estou tendo uma crise de abstinência e já viu né? com drogado não se brinca, melhor eu comer só um, e fazer a desintoxicação aos poucos, porque radicalismos não funcionam". Pam! 1 minuto na boca, 30 anos nos quadris por causa dessa desculpa esfarrapada. Porque você foi fracota e inventou um caminho perverso de desculpas para fazer o que queria. Não o que era o certo.

Daí vem toda a projeção. Não só você tem um caminhão de desculpas para tudo o que faz como também projeta no outro as responsabilidades: "não deu para eu amamentar porque o bebê soprou dentro do meu peito e  eu fiquei com o peito cheio de ar" (juro que já ouvi!)... Well. Mais difícil dizer: eu tinha pouca informação e desisti.

Mas sabe. Esses mecanismos muitas vezes salvam a gente. Especialmente quando as decisões são muito difíceis, os fardos muito pesados e a gente está muito frágil. Como bancar um desmame? Como bancar uma cesárea eletiva? Sem desculpas? Simplesmente porque eu quis assim?

E aí quais são as desculpas que caem no balaio da racionalização extrema ou da racionalização saudável, que preserva nosso self, sem ferí-lo com a responsabilidade de coisas que às vezes não conseguimos mesmo carregar? E mais importante ainda, quando é que os motivos que nos levam a tomar decisões são realmente genuínos, impossíveis de se contornar. Sem racionalizações, projeções. Motivos genuínos. Não desculpas.

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Desde que eu tive o siricotico do mamá da noite Joaquim tem mamado consistentemente menos. Após o primeiro ultrassom de Bebezico number two fui diagnosticada com um descolamento na placenta. A recomendação imediata da GO: tire da Livre Demanda, a situação pode agravar. 

Com isso ele está mamando na modalidade senior: de manhã e à noite, não sem protestos. Eu que jamais, desde que me vi mãe em nenhum momento neguei mamá quando ele pedia, me vejo regulamentando as mamadas. E isso me fere. Detesto. Ainda que haja a questão da placenta e  eu tenha toda a consciência de que é necessário para a saúde de Bebezico que Joaquim entre na linha do mamá blá, blá, blá... não consigo achar normal.

Eu sou a rainha dos protestos. Questionar é comigo mesmo. Ficar puta com o destino também. Fazer a injustiçada. Depois eu escrevo um pouco, leio um pouco, penso um pouco e as coisas vão entrando no eixo, para a chegada da maravilhosa aceitação. Te aguardo!

Sim existem muitas desculpas por aí. Mas existem motivos.

As primeiras são mais fáceis de engolir. 

***

E com o advento da redução da oferta de leite a gente ofereceu pela primeira vez Iogurte para Joaquim, feito em casa com leite A e batido com frutas! Ele, que aprendeu a tomar de canudinho, chupou um copo inteiro até fazer aquele barulhinho do final, sabe? Fofo! Eu, que fiquei morrendo de vontade te tomar iogurte natural com morango, mandei um copaço. E fiquei monster enjoada. Bebezico não quer iogurte!

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Ultrassons e eu, uma relação de amor e ódio.

18/05/11
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REQUENTANDO O ULTIMATE SUPER DUPER GUIA DE AMAMENTAÇÃO

Em uma semana de conflitos e polêmicas saudáveis (que eu me recuso a participar de coisa que não gera frutos positivos para ninguém, tipo aquele babaca da Folha) o Projeto de Mãe convocou uma blogagem sobre amametação.

Eu que me vejo cheia de idéias e textos na cabeça e sem muita paciência para tranformalos em bits e bytes quero requentar minha preciosa série sobre amamentação, que relata minha experiência com o Joaquim e todas as dores e delícia dessa fase: que eu não trocaria por nada nessa vida.

Enquanto vocês lêem ou re-lêem eu fico aqui. Fabricando leite e gerando um ser humano na barriga. Sou ocupada ou o que?

(By the way não existem planos para desmame do Joaquim ainda que eu esteja grávida. Porém estamos acompanhando de perto o bebezico number two - estreiando aqui no blog ali no ticker de gravidez... ooouuunnn- garantindo que toda a prole esteja saudável...)



ULTIMATE SUPER DUPER GUIA DE AMAMENTAÇÃO

17/05/11
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DENTRO DA MINHA CABEÇA ENQUANTO EU FAZIA XIXI NO PALITO

- Me vê um pacote de lenços umedecidos, uma pomada daquela de assadura e um teste de gravidez.
- Qual teste?
- Um que dê positivo.
***
Ok. Comprei um teste bonzão, melhor que o do Joaquim. Vou ler as instruções vai que mudou, né? Oque? Primeiro xixi da manhã a partir do segundo dia de atraso? Que atraso? Pergunta se eu sei quando foi minha última menstruação, eu tenho um filho, eu sou ocupada eu não faço calendário menstrual. Ah, quando eu fizer xixi nesse palito e ele ficar todo cheio de linhas eu vou ter que parar com essa desculpa de um filho. Por que... né? O que é o trabalho de um filho para quem tem dois. Oh, god! Se eu não sou nem capaz de marcar a data da minha menstruação porque ando às voltas com essa criança, imagina o que será de mim com duas? Minha mãe teve duas, e deu tudo certo com ela. Mas deu tudo certo com ela? Será que ela não ficou traumatizada? E eu que tive uma irmã com 1 ano de diferença, coitado do Joaquim, primeiro filho sofre. E minha irmã, que nasceu e eu já estava lá ocupando o maior espaço. Ela sempre usou roupas minhas. Coitado desse bebê, segundo filho sofre. Mas será que tem bebê? E se der negativo? Agora vou ter que engravidar, não vai ter jeito. Porque faz umas 48 horas que eu estou desconfiando que estou grávida, e para mim já viu, né? Já me apaixonei pela idéia. Eu gosto de ficar grávida, ai, que fofo, vai mexer na barriga de novo, que emoção. E a barriga cresce... estica... estria... ai carai. Eu não cheguei no meu peso ainda. Será que consigo chegar mesmo grávida? Poxa, eu já devia estar grávida quando fiz a capa da revista. Engordei 24kg na gravidez, emagreci 30kg e engravidei de novo! Para comemorar. Eu não vou engordar nessa gravidez, ah não vou! Mas e essa fome e esse sono do mal não me deixam em paz? É, eu devo estar grávida mesmo. Então vai, essa ponta tem que ficar rosa, esse quadrado tem que aparecer um tracinho e se aqui aparecerem dois tracinhos é positivo. Oi?
- Pedro, corre aqui o Joaquim está mexendo no lixo. Vou fazer xixi, olha ele.
Credo olha a cara do Pedro. Tá igualzinho quando eu fiz xixi no palito do Joaquim. Rá, isso ficou engraçado, mas é. Lá vai ele ler as instruções, nas três línguas. Tô pronta, na mira. Mas planejamento realmente não é nosso forte. Quando eu comecei a vislumbrar a possibilidade de ter um filho pam! Joaquim. Quando eu me recuperei do primeiro e comecei a respirar tortinho para a possibilidade do segundo pam! Sono e mal humor. Eu sabia, só podia ser gravidez. Mas então esse bebê é para esse ano... maio, junho... dezembro? Como pode uma pessoa ter um filho em 2010 e outro em 2011. Nem minha mãe concebeu essa façanha! Aff... miou a viagem de Nova Iorque... qué qué qué, ninguém deve ir para Nova Iorque aos 8 meses de gravidez. E que mané Nova iorque eu quero curtir meu bebê, eu amo RN, aqueles dedinhos, aqueles barulinhos, o cheiro do leite! Ai, tomara que de positivo, gente! E pensa bem? Vou ter assundo de monte no blog! Pronto, isso rende um post, é o cúmulo da mãe blogueira, feliz na segunda gravidez porque vai ter assunto no blog. Deixa eu fazer xixi aqui, vá. Hummm, ok, ficou rosa, que rápido! Olha apareceu o tracinho, o tal do controle! Significa que o teste deu certo”, veja bem e ... uma cruzinha!
- Que porra é essa? Apareceu uma cruzinha, não dois tracinhos.
- E isso significa o que?
- Não sei! Não foi você quem leu as instruções em todas as línguas? Que eu saiba são dois traços, mas não tinha entendido que eram cruzados.
- E isso é positivo?
- Me dá aqui esse papel. O Joaquim está tirando a gilete da gaveta.
Que merda de instrução complicada. Tanta tecnologia nesse mundo e eles não podem fazer um teste de gravidez que aparece a palavra sim ou não? Tem que ser uma cruzinha, dois tracinhos? E agora? O tracinho de baixo está mais forte que o de cima. Acho que é negativo. Ou vai ver é muito no começo não pegou. Olha! Ficou escuro. Hummm... aqui diz que é positivo. Ai carai, positivo. Quando foi que eu engravidei? Quanto tempo de diferença? 1 ano e nove meses? Uau, superei minha mãe, que engravidou quando eu tinha seis meses. Arrasei. Consegui esperar um ano. Exatamente o que a médica tinha pedido. Caramba,foi muito na seqüência de eu ter tirado o mamá da noite. Eu já devia estar grávida quando decidi isso, o tal do instinto materno é muito sábio. E agora o Joaquim dorme bem, mas para tanto eu tive que engravidar antes. Oooops, ele dorme bem. Agora que eu to dormindo, magra, como uma princesa de contos de fadas, eu vou começar tudo de novo. Vixx... e a amamentação? Vou emendar um no outro e passar uns 5 anos da minha vida amamentando? Como é que as mães de mais de um fazem?
- Certeza que é positivo!
- Hahaha
- Deixa eu ver? Mas é uma cruzinha! Cadê os tracinhos...
- Acho que podemos aceitar, né?
- Então a gente vai ter outro filho?
- Ô se vai!
- Caramba, Anne! Animal!
- Olha ali, o Joaquim está se enfiando na banheira cheia de água. Vou ali deitar que eu estou grávida, preciso descansar.
Eu um dia ouvi que só se sabe o que é ser casado quando se tem um filho e só se sabe o que é ser mãe quando se tem dois. Será?

16/05/11
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TÁ SENTADA?

Um post auto-explicativo sobre... hummmm... oh-oh!!!



14/05/11
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ACHO QUE ESTOU SENDO MONITORADA PELA CIA

Foi só eu falar mal das novelas da Globo que ontem o Globo Repórter fez uma reportagem incrível sobre alimentação, vocês viram?
Obrigada por terem se redimido e devolvido meu post, ainda que fora de ordem.
Ia ficar aqui divagando mas estou super corrida, vou ao mar agora jogar nas ondas as cinzas da minha avó.
Então fiquem vocês com o menor post da história do blog e corram no site da Globo para ver o Globo Reporter, que foi muito legal mesmo!

Bjo bom fim de semana!

13/05/11
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PROCURA-SE MEU ÚLTIMO POST

Visto aqui nesse bloguinho pela última vez ontem.
Trajava acusações à Rede Globo (ô Globo, devolve meu post!) devido à apologia declarada dos novelistas em oferecer mamadeiras, chupetas, leite artificial e por que não, batata frita à bebês menores de seis meses.
Post pouco comentado, praticamente sem uso.

Blogueira doente.
Gratifica-se

11/05/11
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ATUALIZAÇÕES DA MADRUGADA IV - A RESSURREIÇÃO

Faz tempo que eu não conto o que anda rolando aqui de noite, né?
Da última vez que eu estive disposta a dividir com vocês os perrengues noturnos eu disse o seguinte:
“Na escala de 0 a 10 sendo 0= vira a noite acordado e 10= dorme a noite toda, nesses últimos dois meses Joaquim transitou do 4 ao 6. Isso como todo mundo sabe, é abaixo da média.
Na escala de 0 a 10 sendo 0= eu me joguei da ponte e 10= eu levo a situação numa boa eu transitei do 1 ao 9. Isso como todo mundo sabe é desequilíbrio emocional.”

De lá para cá muita coisa mudou. Há um mês atrás, com 1 ano completo o sono do Joaquim atingiu o fundo do poço: ele atingiu o 0 na escala. Eu que tinha melhorado meus humores, totalmente confiante de que eventualmente e sozinho ele começaria a se desligar do mamá da madrugada para aproveitar o sono profundo dos deuses fui do 9 ao 0 também, como me é peculiar.
O negócio tava grave.
Eu sempre relacionei muito a questão do sono do Joaquim com a Livre Demanda. Sendo um bebezão acostumado a mamar a qualquer hora, a madrugada não fugiria a regra. E eu estava preparada para bancar essa decisão (e banquei por 13 meses!) porque acredito piamente que os bebês devem ser nutridos de acordo com a própria necessidade, e não com os horários pré estabelecidos do mundo dos adultos.
Mas eu não esperava que a ansiedade de separação (provavelmente promovida pela escola) fosse transformar meu filho numa lampreia noturna! E por muitos e muitos dias a fio eu o mantive no peito a madrugada inteira, cochilando se desse, ouvindo uma gritaria caso eu tentasse tirá-lo do peito, mendigando uma fatia da cama e levando um chutes nas costelas. Normal, mãe é issaê.
Mas a porca torceu o rabo.
Não foi uma crise de desespero. Não foi o sono. Não foi o cansaço. Um dia eu acordei e simplesmente sabia que aquilo não poderia ir mais para frente. Eu já havia tentado todas as estratégias conhecidas na face da terra para melhorar o sono do bebê.
O feriado da Páscoa acabou ganhando o seu significado mitológico de renascimento aqui na minha casa também. Eu decidi oferecer para o Joaquim a oportunidade de conhecer uma nova atividade para as madrugadas: dormir!
E eu sabia que para isso o mamá teria que sair da equação. Essa era uma questão que já havia sido motivo de conflito intenso. Mas dessa vez parecia certo.
Ele acordou como de costume e me chamou. O Pedro foi e o embalou no colo. Joaquim protestou o quanto pode e nas três primeiras noites foi assim, chorando muito. Só que passou. De repente ele simplesmente aceitou. Não só parou de chorar como parou de acordar e pela primeira vez em 13 meses eu dormi mais do que 4h. E ele também!!
Agora mama antes de dormir e mama na hora que acorda. E todas as outras vezes que quiser durante o dia, mas é com orgulho que venho informar-lhes que não mais faço parte do grupo de moribundas noturnas que não conseguem uma noite sequer de sono: Joaquim agora dorme.
(Mas olha aqui, suas mocréia! Se o menino voltar a acordar eu vou automaticamente deduzir que vocês estão colocando olho gordo na minha noite de sono, hein? Pensem que eu durmo,  mas eu mereço, que passei em claro os últimos 13 meses da minha vida!!!)
Agora vem o segredo do sucesso. De verdade, de quem sabe:
Só funcionou no dia em que eu senti muita, mas muita certeza de que daria certo. Senti que ele podia. Senti que era preciso. Isso é aquela tal intuição materna que às vezes a gente bobeia em não ouvir, pelo sim e pelo não.
Só funcionou no dia em que ele estava pronto para isso. Todas as outras vezes e estratégias tolas que eu havia tentado falharam simplesmente porque não era a hora dele. Não adianta querer ser controladora e chamar de intuição: a gente não controla nada na maternidade. Apenas observa, nutre e aprende a interpretar os sinais.
Só funcionou porque Joaquim está em tratamento homeopático em com Florais de Bach, que tem nitidamente ajudado que ele aceite as novas fases. A escola, a separação da mamãe. Tudo é um processo e as santas gotinhas ajudam a tornar essas transições mais suaves.
Só funcionou porque Joaquim esteve amparado pelo pai. Nada de deixar chorar no berço, catequizar, colocar horários, contar minutos. Meu filho sabe o que é bom e eu tento desde pequeno garantir que ele saiba usar a sua voz sempre. Se ele se sentisse desamparado ou com medo o mínimo que eu esperaria dele é que gritasse os pulmões para fora até que alguém o socorresse. As crianças são sábias, elas lutam pela sobrevivência.
Como eu disse, estamos ainda no processo. Para isso não parecer um mar de fantasias, entendam que “Joaquim dorme” significa entre 22h e 5h/ 6h. Algumas noites ainda acorda na metade e adivinha? Chama PA-PAI!
O pai é a nova mãe!!!
***
O "normal" é o que está dando certo para a gente e para nossos filhos. Eu achei por um tempo que o sono do Joaquim não era normal. Essa vontade de enquadrar todo mundo em um padão combinada com a necessidade por controle das situações só faz a gente sofrer. O negócio é aprender a dobrar, sem quebrar. Resiliência é o que eu tento aprender.
Se você anda curiosa sobre os hábitos de sono dos bebês, e quer saber mais sobre o assunto corre lá na Carol que está hoje falando sobre sono também!

MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA

Muitas vezes eu me pego pensando, depois de ler um post em um blog amigo, ou terminar de apertar o botãozinho “publicar postagem” no meu, ou ler uma matéria no jornal que trate de temas cotidianos da vida familiar (em especial com relação à crianças, porque... né? eu não tenho outro assunto) no tanto que as coisas podem impactar a vida alheia.
Normalmente concluo que não é pouca coisa. Escrever um blog, trabalhar para um jornal, ser uma pessoa pública e dar declarações, criar uma campanha publicitária: tudo o que vai impactar a vida de alguém carrega uma responsabilidade junto que às vezes me assusta.
É dessa responsabilidade que eu quero falar hoje.
Recebi um email ontem da mãe de uma amiga minha. Uma senhora distinta, inteligente, daquelas que dá para perder horas conversando e ganhar quilos de conhecimento. Não à toa ligada à OMS e a todo o movimento em prol da amamentação exclusiva e prolongada.
Quem tem a imagem de que essa militância é coisa de hipponga, naturebas e afins deveria (só por conhecimento, que não ocupa espaço) entender sob o prisma social, ou seja, mundialmente, a importância desse “detalhe” para a perpetuação da nossa espécie.
Com o menor número de cyborgs possível. (essa última frase é de minha responsabilidade, eu quis fazer um drama e adoro a palavra cyborg!)
Amamentação é importante coletivamente, assim como a construção de hábitos de alimentação saudáveis. Não é porque eu sou uma mãe boazinha, a outra se diz ativa, a fulana é mamífera e a gente quer ser legal. É importante porque é importante. É para a sobrevivência da espécie, para a geração de seres saudáveis, capazes, humanos. Erradicação de doenças, prevenção de epidemias, enfim...
A questão individual da amamentação, que cabe dentro da cada relação mãe e filho não está sendo abordada nesse momento. Se a pessoa optou por amamentar ou não, prolongou, foi exclusiva, individualmente isso merece respeito e que cada um cuide da sua história. O problema é quando questões como a importância da amamentação são tratadas com desleixo coletivamente. Blogs, sim, jornais, revistas e porque não a Rede Globo.
A Globo é a maior rede de televisão do país (do mundo também, Arnaldo?). Se um texto em um blog pode gerar impacto, positivo ou negativo em um determinado grupo de pessoas, o que pode fazer uma novela? Muito, né? Ou nada. Ou pior, pode fazer merda. Desserviço, coisa que não presta, para ninguém.

Um casal jovem estava na sala, chega a moça com a papinha industrializada na mão para oferecer a um bebê que não parece ter 6 meses. O menino diz "A Julinha não gosta dessa papinha não!" A moça diz “Mas vai ter que gostar é dessas que a gente compra pronta, ou tá pensando que eu vou ficar ralando cenoura e batendo no liquidificador?” Ela oferece e a menina recusa, cuspindo. O menino diz “Viu eu disse que ela não gosta!” e daí pega um lata de batata tipo chips!!! E oferece ao bebê!!! Daí quem se assusta é a moça e diz "Batata pra criança?" E ele diz "É, adulto que escolhe comida, criança come de tudo"!!!
Uma coisa é uma pessoa desavisada professar a favor de comida industrializada indiscriminadamente como um bom sinal da modernidade para um seleto grupo na mesa de jantar. Outra coisa, é defender esse ponto de vista em um blog. Não consigo ver nada pior do que colocar essa situação em uma novela, formadora de opinião dos debilóides  adolescentes que a assistem, sem critério, sem responsabilidade, sem vergonha.
Uma coisa é você defender suas escolhas e dialogar, entender pontos de vista. Outra coisa é prestar desserviço. É ser aliado do “passo atrás”.
Não vi, não vejo, não verei essa novela. Não sei o contexto dos personagens e se essa situação servia de alguma escada para uma lição seguinte. Independente disso seria bastante interessante se quem tem o microfone nas mãos estivesse preocupado em contribuir com algo interessante, e não embotar cabeças jovens e apaziguar culpas de escolhas ruins das mais maduras...
A “arte” imita a vida. Responsabilize-se, Rede Globo.
(Vou ignorar que na novela das 8 a personagem da Camila Pitanga oferece mamadeira deliberadamente para o nenezinho abaixo dos seis meses também. Sei que isso acontece na vida real, mas é realmente necessário colocar na tv? Que mal faria fazê-la amamentando?)
***
Em tempo, uma situação muito pior aconteceu com a MTV com relação a um Sketch produzido para um programa de comédia que satirizava o dia a dia de pessoas Autistas! Pode haver maior desserviço do que contribuir para o preconceito que já sofrem pessoas portadoras dessa síndrome?
É muita falta de responsabilidade. Depois da repercussão negativa a MTV se desculpou e prometeu se envolver com a causa, para melhorar a imagem. Aham.

10/05/11
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ALERGIA A GATOS: MIERRA!!!

Um post auto-explicativo sobre a felicidade de não se ter um filho alérgico.



09/05/11
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CAPA DA REVISTA

Joaquim e eu saímos na capa de uma revista de “variedades” por motivo do meu emagrecimento pós-parto.
Para quem não sabe eu ganhei muito peso na gravidez, fruto de uma dieta abusiva e completamente descompensada, baseada na desculpa do “eu to grávida, não posso passar vontade”. Foram 24kg adquiridos em cima de mais alguns tantos que já me habitavam em sobrepeso.
Ao final da amamentação exclusiva, ainda muitos quilos longe do que eu considero ideal para mim (63kg, eu tenho 1,69m) procurei a Meta Real, que é um grupo de reabilitação alimentar. E ao todo se foram 30kg. Ainda estou em processo, hoje com 65kg. Rumo à meta!
Quando nos chamaram para participar da revista pensei que seria bobagem. Depois me empolguei com a possibilidade de motivar qualquer pessoa que se interesse em cuidar da saúde, especialmente as mães a quem cabe o mito besta de embarangar depois dos filhos, Hoje com certeza sou mais bonita e mais saudável (que é o que realmente importa) do que era antes de ter o Joaquim.
Quando eu tinha um bebê de 6 meses nos braços, que começava a comer as primeiras frutinhas, a responsabilidade bateu: eu quero o melhor para ele, eu tenho que querer o melhor para mim. Não há como ensinar uma criança a comer bem, se eu não for exemplo. E nesse barco veio Pedro, que também emagreceu 27kg. Ele na matéria é o bonitão ao meu lado com camisa de cantor sertanejo!Nessa casa só quem engorda é o Joaquim!
Eu quis ser modelo de boa alimentação para meu filho. Simples assim. Em troca eu me livrei dos quilos e recuperei saúde: só quem já carregou 30kg a mais no corpo sabe os danos que isso pode causar.
Problema sanado à tempo, sem sofrimento, sem remedo, sem cirurgia. Como de tudo, com prazer. O problema não é o que você come. Mas o quando, quanto e como você come.
Deusmelivre de ser conivente com a ditadura da magreza, apoiando o visual esquelético que impera na indústria da moda. Eu voto por ser normal, e acima de tudo, saudável que é o que importa!
Em tempo: como toda boa revista sensacionalista a matéria que saiu é bastante exagerada e comete um erro gravíssimo: apesar de ter conversado comigo umas 5 vezes a repórter afirma que eu parei de amamentar. Alô? Tá loca?
Então fica aqui meu registro de que não só não parei, como continuo amamentando, fato que contribuiu para o emagrecimento e para minha insistência em fazer escolhas saudáveis! Eles ainda "pregam" que eu emagreci 30kg com fibras naturais... não é bem assim.
O emagrecimento é um conjunto de ações, desde ajuste nas escolhas dos alimentos, tempo das refeições, mastigação, respeito do ponto de saciedade e fome física, muita água e acompanhamento semanal, com as palestras do grupo. Só fibra, meu bem...não emagrece ninguém.
Se você não está contente com seu peso, ou pior está enfrentando problemas de saúde por causa disso, sempre é hora para contra atacar. A minha única dica é: procure ajuda. Engordar é solitário, emagrecer é solidário...


08/05/11
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FAÇA UMA MÃE FELIZ!

Volteyyyyyyy!!!
Hoje muito rapidamente para agradecer todos os emails, comments e cutucadas no feice pelo meu sumiço! Obrigada mesmo, vocês são uns amores (e eu percebi que não se pode nem dar uma sumidinha, essa vida de celebridade....)

Pois eu tive uma semana do cão. Minha avó que me resta na UTI, eu e Pedro com 39° de febre e Joaquim no 220v, ainda bem... Plenamente estabelecidos agora e cheios de novidade, que eu vou liberando em doses homeopáticas, que virei fã dessas gotinhas. Basta dizer que essa noite Joaquino dormiu diversas horas seguidas. Sem número por enquanto, não vou fazer muita propaganda, que vai que.... né?

A dose de hoje é um pedido de VOTEMIM!!!!
Inscrevi o Super Duper na pesquisa da Crescer para descobrir os blogs mais bacanas do Brasil, e é o voto de vocês que vai decidir!!

Então se você é um leitor querido, escondido, assíduo, passageiro, faça uma mãe feliz nesse dia das mães e vote no Super, aqui nesse link!


Ele está lá na categoria BLOGS DE MÃES....
Pode votar todo dia!

FELIZ DIA DAS MÃES A TODAS COLEGUINHA!
SOU MUITO FELIZ EM FAZER PARTE DESSE GRUPO SELETO DE MULHERES QUE SABEM O QUE É BOM NESSA VIDA!!

Tenham um lindo dia e volto amanhã para falar da Capa da Revista!!!
Bjo votemim!!!!

02/05/11
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O CÚMULO DO PAI

- Pê, você tem dado as duas doses de homeopatia para o Joaquim?

- Oi? Dose de que?

- De homeopatia. Que a gente combinou. Para o Joaquim. Esse anãozinho aí na sua frente.

- Ah! sim, a homeopatia. Então... não.

- Você nao deu hoje?

- Hoje? deixa eu ver.... huuummmm... não.

- E ontem?

- Ontem não. É não dei.

- Você deu algum dia? Caramba Pedro, a gente não combinou? Como é que você desencana e deixa o menino sem o medicamento que supostamente vai fazer bem para a saúde dele?


- É que eu achei que você ia saber que eu ia esquecer todo dia. E você não seria tão irresponsável a ponto de deixar o  menino sem remédio. Mas você é, né?