28/02/11
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BLOGAGEM COLETIVA - NÓS OS PAIS

Morning Glory –
Tem alguns dias que tenho ficado com o Joaquim nas primeiras horas da manhã para que a Anne tenha pelo menos uma ou duas horinhas de sono direto e tranqüilo. Mas não só por isso, nosso relógio cronológico ficou ajustado para o horário de verão e sem necessidade de despertador temos acordado na mesma hora todo dia. Ah, e o gato também...será que tem a ver com a machaiada em geral? Sei lá, só sei que mesmo meio zonzo ainda tenho me divertido horrores nestes momentos. Pra dizer a verdade acho que tenho me sentido mais pai. É, por mais estranho que possa parecer, o fato de tê-lo comigo com exclusividade por alguns momentos tem despertado em mim o “cuidar” dele, mais ou menos como faz a Anne ou qualquer mamãe (mais ou menos porque sou honesto na minha descrição e porque mãe é mãe). Joaquim está com 11 meses e a cada dia que passa realizo um pouco mais a ideia de ser pai. É diferente pra gente, as meninas são preparadas para serem mães desde sempre. Nós somos preparados para nada, a gente meio que vai vivendo, jogando bola, se divertindo, descobre uma linda, casa e pum: filho (tudo bem que no meu caso esse “pum” levou 15 anos). Tenho curtido mais trocar as fraldas dele, dar fruta, banho, levar ele comigo até a padaria, tiro umas fotos bem bonitas dele neste horário também. Hoje fomos ao lava rápido e eu mostrei pra ele os caras lavando nosso carro. Foi a primeira vez que ele viu aquilo. Tá, sei que ele não vai lembrar disso, mas pra mim foi muito legal ter notado que foi a primeira vez que ele viu isso, tirei umas fotinhos e não irei esquecer tão cedo, afinal pra mim foi a primeira vez que fui com ele. Bom dia filho!

26/02/11
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11 MESES

CV
Joaquim
11 meses
Brasileiro
Solteiro





OBJETIVO:
Crescer saudável e feliz dando bastante trabalho para a mamãe

FORMAÇÃO ACADÊMICA:
9 meses no útero executando movimentos fetais normais.
Nascimento sob o sol de áries.
Curso de enlouquecimento materno no exterior.
Mestre em engatinhamento pela Unibaby. 

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:
Desempenho atualmente o papel de alegria da casa, tendo absolutamente toda a atenção de todos os adultos da família voltada para meu trabalho. Tenho um cargo de extrema importância, gerindo o dia e a vida de 4 subordinados. Aos fins de semana mando em mais alguns. Não tenho ressalvas quanto a trabalho noturno, faço dupla jornada desde que nasci. Desenvolvi as habilidades de permanecer acordado, brincar de madrugada, mamar de 2h em 2h horas e não me render jamais à pressão dos tapinhas nas costas.

CURSOS EXTRAS:
Como arremessar a chupeta o mais longe possível,
O mundo inexplorado abaixo dos móveis.
Degustação de poeiras e sujeiras de todos os tipos – curso prático.
Intensivo de caminhada lateral com apoio nos móveis.
Gargalhadas para bebês – extensivo em 11 módulos.

IDIOMAS:
Cuco – Para todos e tudo que esteja pendurado na parede ou teto.
Mel – Para o gato
Ua – Para a gata Lua
Miau – Quando perguntado “como faz o gato?”
Au-au – Quando ouve o latido dos cahorros
Pesh - Peixe
Mamã – A mãe
Papá – O pai
Caiu – Antes e depois de arremessar qualquer objeto ao longe.
Tau – Tchau, Com participação especial da mãozinha.
Quiquegô – Quem chegou? Quando chega qualquer pessoa em casa.
Atsh – Atchim – esperando que se responda saúde.

25/02/11
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ENSAIO SOBRE A SUJEIRA IV

TITICA
Um contato inevitável com a sujeira: famílias que prezam atividade ao ar livre, abaixo de árvores. O pai do bebê estava altamente orgulhoso pela aquisição de sua nova câmera fotográfica, profissional, de alta qualidade, com uma enorme seqüência de letras e número que lhe definiam qualidade do zoom, da lente, da abertura e sabe-se lá o que mais define um equipamento do tipo.
O bebê, que até então era fotografado com câmeras de celulares e compactas amadoras compradas por valores em dólar com menos de três casas, virou alvo constante do turbilhão de ensaios fotográficos. Especialmente nos momentos de lazer. Especialmente ao ar livre, quando a luz favorece.
O pai fotografava e checava seus progressos no visor da máquina, e cada detalhe podia ser visto na fabulosa qualidade das imagens: sujeira embaixo das unhas, resto de papa nas sobrancelhas, mancha nas roupas e pés encardidos.
Em uma das fotos, algo estranho na cabeça do bebê. De cor avermelhada no centro e branco nas bordas. Pensou o pai, que tipo de fruta podia ser aquela, uma vez que era tradição do filho lambuzar as mão e esfregá-las nos cabelos nos momentos de refeição.
Uma nova dimensão da sujeira apresentou-se, ao passo que sem se aproximar do bebê, com o excelente poder de zoom de seu novo equipamento, o pai pode comprovar: deitado sobre o cabelinho fino e loiro, com centro avermelhado e bordas brancas, a única fruta que podia ter vindo daquela árvore. A fruta já digerida por um passarinho bom de mira. Sim, era titica de sabiá.

24/02/11
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ENSAIO SOBRE A SUJEIRA III

CACA
Narizes são órgãos do corpo capazes de produzir sujeiras tão peculiares que rendem histórias incríveis. Há relatos de mães que utilizam os mais diversos meios para eliminar esse tipo de sujeira da face de seus filhos, desde a própria roupa até folhas de árvores.
Pela primeira vez o bebê apresentou algo parecido com um resfriado, um nariz entupido e escorrendo em momentos de atividade, a ponto de despertar a curiosidade da língua, que virava e mexia ia checar lá perto da cavidade nasal se existia mais daquele caldinho transparente, que de alguma forma todo mundo no mundo sabe que é salgado, mas ninguém aprova o consumo.
Lenços foram feitos para nos livrar desse tipo de sujeira. Se não o lenço, o papel higiênico. Ou a infinidade de paninhos de boca que se ganha quando anuncia-se uma gravidez. Até mesmo, em último caso, a toalha do banho, que depois corre o risco de esfregar a meleca na face do filho recém lavado. Quiçá no cabelo.
Pois aparentemente lenços e paninhos parecem ter vida própria e nunca estão à mão no momento de evitar o contato da caca com a língua. E assim mães do mundo inteiro acabam por experimentar essa nova relação do contato com a sujeira: limpar os narizes de seus filhos num rápido movimento pinça, com os dedos nus e crus, que invariavelmente, não se sabe se por nojo ou praticidade acabam sendo limpados na calça jeans, na bolsa ou nas costas do sofá da sala. Mãe que é mãe pega caca com as mãos, com uma habilidade fria, cirúrgica, programada.
Esse é um movimento observado somente nos grupos de mães e professoras. Quando uma criança remelenta está prestes a ser devolvida para um pai ou mãe crítico, professoras desesperadas executam sem piscar a técnica da pinça nua e crua. Limpar com as mãos a caca do filho é uma coisa. Limpar com as mãos a caca o filho dos outros: isso é trabalho sujo.


23/02/11
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ENSAIO SOBRE A SUJEIRA II

COCÔ
Os acidentes com as fraldas já causaram frisson na família. Houve uma vez que o bebê, na fase das fezes explosivas fez seu serviço entre o tirar e o colocar uma nova fralda, atingindo parede, berço, lençóis, travesseiros, roupa da mãe o que mais estivesse no raio de alcance do jato de merda. Dezenas de vezes ele acertou a mãe. Mas a cena da parede é que ficou mesmo na memória, numa alusão à Jackson Pollock. Difícil de esquecer.
Numa outra ocasião, a mãe foi checar pelas laterais a fralda do moleque, na esperança de visualizar pela poupança se havia ali algo a ser retirado. Não foi necessário usar as janelas da alma para chegar a conclusão nenhuma. A sensação táctil quentinha embaixo das unhas dos dedos enfiados pelas coxas lhe confirmavam a suspeita: sim, ele estava sujo. Ela o trocou mas não sem guardar para sempre o ensinamento repetindo para si mesma: jamais checar a fralda pelas laterais.
Mas dizer que aquele tipo de dejeto era sujeira perde todo o sentido, a partir do momento que a criança começa se alimentar. O cocô de um lactente exclusivo é poesia perto do produto de um comedor de carne. A bosta da criança que come: isso sim é sujeira.
A começar pela consistência, uma implacável maçaroca, que combinada com a habilidade do referido infante de se contorcer enquanto alguma pobre alma tenta livrar-lhe do excremento tornam o adjetivo sujo um elogio perto do que pode acontecer caso não se seja firme, ágil e corajoso na troca da fralda.
O aspecto visual é ponto a ressaltar: se existe uma imagem iconográfica para a palavra sujeira, deve ser a visão da fralda do meio manhã, que ainda carrega um tanto da janta e os resquícios da fruta favorita da fase: o mamão, que por motivos inexplicáveis passa por todo o trato digestivo sem perder a cor e aroma.
E por fim, a checagem de fraldas pelas laterais torna-se absolutamente dispensável, uma vez que à distância entre terra e marte é possível com um outro sentido, o olfato, incutir o resultado da checagem. Isso se o observador perdeu a visualização das rugas que se formam na testa do bebê em seu momento de confecção dos sonetos intestinais.
daqui

22/02/11
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ENSAIO SOBRE A SUJEIRA I

BANHO
Quando o bebê era pequeno, muito pequeno para ficar no chão, o tempo era frio e a hora do banho parecia uma convenção social, muito mais do que uma necessidade. Há de se concordar que algumas plumazinhas lhe enroscavam entre os dedos, e ao passar o sabonete nas dobras arrastava-se junto alguns fiapos das roupas que insistiam em desprender. Como usava na maioria das vezes roupas escuras, por puro luxo da mãe, os fiapos podiam ser confundidos com sujeira. Mas eram fiapos.
Ainda assim depois de cada banho,  a banheira era esfregada e desinfetada com álcool. Está claro que o trato com um bebê pequeno requer procedimentos específicos de higiene, mas os fiapos tratados a álcool vieram a parecer chacota perto do tipo de sujeira que se instalou na banheira meses depois.
Com o bebê explorando o mundo de mãos e joelhos no chão o banho se fez mesmo indispensável, guardando para a palavra indispensável a qualidade de “sem o qual se pode até morrer”. Depois de esfregar insistentemente as regiões com uma bucha, (pois passar suavemente o sabonete seria no mínimo uma estupidez) os antigos fiapos, e também melecas do chão, restos de comida, encardidos, poeiras, e sabe-se lá mais que tipo de organismos pode-se contrair esfregando-se sintomaticamente pelo chão, vão se dissolvendo na água, e juntos com o resto de sabão formam a sopa de porqueira mais rica,  mais cinza, que já se viu.
Aquilo sim é sujeira. Ao dispensar a água na descarga alguns podem se sentir mal pelo xixi, que vai embora tão mal acompanhado pelo caldo preto: como pode tanta sujeira estar colada num corpinho tão dengoso? A técnica do álcool permanece ativa, e agora mais útil do que nunca. Só seria melhor se se pudesse atear fogo para de vez acabar com a quantidade de nojeiras invisíveis que devem habitar o líquido turvo e gosmento do fim do banho.

daqui


20/02/11
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A VEZ DELES!

Blogagem Coletiva: Nós, os pais!
Dia 28/02/2011
Não basta ser pai, tem que blogar.
Participem, pode pegar o selinho e usar à vontade!


18/02/11
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GRAVIDEZES

Ontem abri o FB e vi a foto do ultra de uma querida. Pensei na outra que já deve estar parida. Li um blog gringo e lembrei da outra que tira fotos da linda pança. Pensei na minha prima que espera o quarto bisneto (ou bisneta, todos torce!).
Lembrei da minha gravidez e da experiência transcendental que ela foi. Ela foi tudo. De horrível a maravilhosa. Um dia eu me inspiro publico os registros, agora não.
Eu hoje parei para falar de uma outra gravidez, de uma outra amiga. Ela espera por um bebê que não está na barriga dela. Esse bebê talvez ainda nem tenha nascido, talvez já esteja nidando. Talvez não. Está grávida, sem data prevista, sem baby ticker e sem estrias. Mas está gravidona, e já dá para ver até na cara dela, porque o nariz inchou um pouco.
Olhando a carinha do Joaquim apoiada no berço e depois que li o comentário do meu marido e fui às lágrimas num choro compulsivo fiquei pensando nesse amor, que é o de mãe. Que é tanto, tanto que pouco importa de onde veio aquele trequinho.
Agora que o Joaquim está mais tempo fora do que dentro eu vejo a gravidez dele sumindo na distância e nas memórias. Toda a importância que ele tem na minha vida, como gente que ele é, como meu filho, só aumenta. Independente de como ele chegou.
Os detalhes genéticos são conversas de toucador. Parece comigo, herdou não sei o que dele. Pouco importa. É minúsculo perto do que é ser mãe.
Essa amiga respeitou o tempo, a ciência. Fez o que podia mas não pôde ser grávida. Mas vai ser mãe. E agora está curtindo a gravidez única que deve ser essa, de esperar um filho que vem de fora do seu corpo.
Eu ouvi uma vez a coisa mais linda sobre isso. O filho natural sai. O filho adotivo entra na gente.
Parabéns queridos!

17/02/11
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CANTIGAS DE NINAR DO MUNDO

Pais e mães cantam para os filhotes dormirem desde sempre. E mesmo os adeptos do ensinar a dormir sozinho podem aproveitar essas dicas musicais para apresentar para os filhinhos um pouco de cultura e  amor através das músicas, cantadas baixinho, com isntrumentos relaxantes e letras cheias de fofice.

Existe uma coletânea de cds que reúne músicas típicas de ninar de diversas regiões do mundo. E que linda coletânea ela é. Primeiro, por que a seleção das músicas é super coerente. Depois por causa da qualidade. Vocês não vão ouvir instrumentos digitais, sons sintéticos e eletrônicos saidos da garganta do Barney. São sons belos mesmo.

Você pode ver a coletânea inteira aqui.
Você consegue escutar (ou baixar se for assinante) as músicas aqui.
Infelizmente não existe disponivel para compra no Brasil.
#Ficadica para quem tem contatos no exterior ou compra pela Amazon por aqui (dá para fazer isso?)

Esse é meu favorito e o que eu mais conheço. São músicas acestrais africanas, como a Thula-Thula, que postei outro dia.

Uma seleção bem fofa do nosso cancioneiro, com músicas do Palavra Cantada, Thomaz Lima, Mawaca.

As vozes dos cantores são impressionantes. A primeira música, Drume Negrita é um bálsamo.
Mistura um pouquino do Cubano e do Brasileiro, ainda com músicas do México, Espanha e outras regiões da língua latina. Do Brasil tem a música Bambalalão, que é uma das favoritas aqui em casa e eu canto para o Joaquim quase todo dia!

Nada a ver com as "itsy bitsy spider" que conhecemos. São músicas folclóricas norte americanas mesmo. Cheias daquela pegada country nostálgica perfeito para quem assistiu Tomates Verdes Fritos 8901 vezes e se estiver passando assiste de novo.

Esse vem recheado de músicas Espanholas, Italianas, Libanesas, Gregas, Israelitas e Francesas. a minha favorita é Au Claire de La Lune: minha mamã cantava essa para mim!

E por falar em mamães, esse é uma seleção de músicas pelo mundo cantadas só por mulheres. A grosso modo, né? Por que no caso da Brasileira que está aí, não é nenhuma canção conhecida. E venhamos, qualquer um pode cantar qualquer música.

E tem também os lullabies cantados pelos pais. Novamente a grosso modo. Não menos emocionante e fofo do que o das mães. Quem aí tem exemplar de pai em casa que canta para o filho? O Pedro canta, mas é uma mistura de repente-beat-box que sempre acaba na música dos sete anões.

E para quem gosta de resumão, esse CD reúne um pouqinho de cada um acima.
Fique hoje com a Cubana: Drume Negrita. Coloque a criançada para ouvir!



16/02/11
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O CÚMULO DA MÃE II

Sabe qual é o cúmulo da mãe? Quando você ouve essa música e não pensa no marido, namorado, peguete, pretê, Javier Bardén...




Looking out on the morning rain
I used to feel uninspired
And when I knew I had to face another day
Lord, it made me feel so tired
Before the day I met you, life was so unkind
But your love was the key to peace my mind

Cause you make me feel, you make me feel, you make me feel like
A natural woman

When my soul was in the lost-and-found
You came along to claim it
I didn't know just what was wrong with me
Till your kiss helped me name it
Now I'm no longer doubtful of what I'm living for
Cause if I make you happy I don't need no more

Cause you make me feel, you make me feel, you make me feel like
A natural woman

Oh, baby, what you've done to me
You make me feel so good inside
And I just want to be close to you
You make me fell so alive
Cause you make me feel, you make me feel, you make me feel like
A natural woman



14/02/11
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COLCHA DE RETALHOS DE ESTRATÉGIAS

Estou desde sexta lendo e relendo o post e lendo e relendo os comentários. Sou uma bobona que vibra cada vez que vem um comentário novo (e viva os smartphones que me avisam quando isso acontece).
Mas o motivo é obvio: em meio a uma semana cheia de tensões pessoais, trabalhísticas e até blogsféricas eu fico comovida com o tanto que as mães podem ser aliadas umas das outras e se ajudarem de forma incrível.
Jamais nessa vida eu teria a oportunidade de conhecer as histórias, ouvir os relatos, dividir experiências, pedir e receber ajuda se não tivesse um blog e pessoas fofas que se importam o suficiente para parar, ler e ajudar.
Com uma palavra de apoio, com respeito às diferenças, com textos e relatos incríveis, com dicas aprofundadas no assunto, todo mundo que comentou me ajudou de alguma forma. E eu agradeço de coração. Se pudesse dar um abraço presencial em cada uma de vocês...
Fica aqui meu grande abraço virtual, comovido e agradecido. Obrigada mesmo pelas dicas e especialmente por dividirem comigo suas histórias.

tudasfofa!
***
Mas vamos ao Frankenstein das minhas decisões. Eu sou de pensar muito, mas não de pensar muito tempo. Então já tracei umas estratégias baseadas em tudo que eu penso + o que eu ouvi de vocês e o que fica é o seguinte (não fique triste se eu não adotei sua dica, hein... qualquer coisa mande uma carta par Rua Saturnino de Brito, 74 Jardim Botânico Rio de Janeiro, o Cep é 22470. E dentro da carta você tem que colocar as três coisas que você mais curte e as três coisas que você menos curte no nosso show...)
- Fazer o que é possível: Livre Demanda interrompida somente nos dias em que não estamos juntos. Joaquim persiste sendo amamentado no peito e continuo querendo levar até os 2 anos, se a Santa-avent-das bombas-dia-sim-dia-não permitir. Nos outros dias a LD permanece. Vamos ver no que dá.
- Simplesmente vivo assim: Vou continuar ordenhando (a ordenha é bem fácil, eu não sofro e já absorvi as dicas para ficar cada vez melhor) e oferecendo o leitinho antes de dormir. Com isso acredito estar oferecendo o tal complemento sugerido pelo pediatra, mas complemento de LM (toma essa seu careca! Rá!)
- Resistir ainda um pouco: o leite será dado no copinho. Mas veremos como será a aceitação do pimpolho. Ainda cogito a mamadeira, caso o copo não dê certo. Insisto em dar meu próprio leite, que ele não mamou o dia todo. E quero fazer isso na hora de dormir, quem sabe consigo mesmo matar dois coelhos com uma “caixa dágua”, né? Né?
em breve leite na xícara de porcelana chinesa...
- A chupeta foi criada para substituir o peito: Nesses mesmos dias, Joaquim não mamará de dia, somente de manhã (peito) e à noite (copinho) e de madrugada: não estamos preparados para desmamar na madruga. Ainda considero essa possibilidade, com certeza haverá um momento de substituir o peito por um OT, desmamar a madrugada, mas no momento para mim é mais difícil o processo de tirar a Chu-peita do que continuar da saga da noite tele-sena. E o novo nome do meu seio esquerdo é... chi...cle...te! Oba! Oba!
- Peito é Fábrica de leite e não depósito: Nos outros dias Joaquim permanece em Livre Demanda, e eu ainda vou tentar ordenhar um tantinho de leite e oferecer depois do peito antes de dormir, para tentar fazer algo parecido com uma rotina na hora de dormir. E continuemos fabricando...
- Suco de laranja natural ou Tang?: Nem considerei a opção do pediatra. Joaquim não vai tomar LA enquanto meu peito estiver fabricando LM. Porque simplesmente não faz sentido. Eu produzo leite! Para quê vou comprar leite em lata? Até porque estatísticamente azamiga comentaram que nem todo bebê que toma LA dorme... (guardado aqui o devido respeito a todas que precisaram, optaram, decidiram por introduzir LA, cada um sabe onde o sapato aperta)
- Por que colocar a culpa no Leite Materno? E as outras comidinhas?: esse foi um schlept digno de prestar atenção. Ainda existe muita resistência ao LM e imediatamente frente a qualquer “problema” com o bebê se culpa o pobre leitinho. Eu mesma atribuo um monte de tralhas do crescimento do Joaquim ao néctar dos deuses. Vou parar e abrir minha cabecinha. Haverá uma mudança drástica no cardápio das outras fontes de alimento dele. Estamos já transacionando as papas para comidinhas mais elaboradas, mais próximas que as nossas.
receitas de muffin de espinafre em breve...
- A regra do restinho: eu não tinha me ligado, mas essa é uma dica de ouro. O Joaquim raspa tudo o que consome, e eu nunca tinha oferecido mais, na nóia inversa da obesidade, da criança compulsiva, do comer demais... enfim, coisa de ex-gorda. Vou passar a oferecer sempre mais, até deixar resto. É básico mas eu não fazia, pq acreditava que 250g de comida era o “certo” porque foi assim que eu vi no baby Center?  achei que era. E fica aqui o mantra: cada bebê é único.
- Relaxa, largue as regras, não se cobre: Ai minhazamiga, difícil viu? Apesar de ser essa palhaça que vos fala, eu sou uma pessoa extremamente séria com relação às coisas que eu acredito. Para mim, para Joaquim, em qualquer situação. Eu não acredito em tudo que ouço e normalmente demoro um tanto para tomar uma posição, mas uma vez que essa se instala, é muito difícil ser flex. Isso é culpa da minha mãe do meu signo, só pode.
 - Não se culpe: eu nunca me culpo, eu ponho a culpa nos outros... hahaha, mentira! Eu opto por me informar, investigar, discutir, pedir opiniões e me jogar de cabeça nas crises. Pois quando uma coisa acontece, uma decisão é tomada eu sei exatamente a minha participação naquilo. Se foi minha escolha, não é culpa, é responsabilidade. Se não foi minha escolha, paciência, é aceitação.  Um exemplo: o parto do Joaquim foi e é ainda, um trauma para mim. Mas eu não me culpo por causa dele. Eu sei exatamente onde eu falhei, o que eu poderia ter feito para fazer diferente e o tanto que eu fugi da raia no momento em que eu aceitei a cesárea. Se eu tivesse optado por me informar, discutir, pensar e debater, e me cercado de recursos, a história podia ser diferente. A culpa só existe quando a gente não entende racionalmente o que aconteceu e o porque das nossas decisões.
- Foda-se a curva: Se ele estivesse com algum outro sintoma, até pensaria no caso. Mas oferecer LA só para fazer uma linha subir, não dá. Ele está bem, saudável, acordado, engraçado e falante. Come tudo o que vê pela frente. Vou ficar na linha do cada um é cada um e interpretar que esse emagrecimento foi natural da fase de engatinhar e tentar andar.

esse desenhofoi feito por que não sabia desenhar a cara dos bonecos...
***

Tenho pensado insistentemente nessa crise como uma forma de me ensinar.
Vejo claramente os dois lados, e as razões são lindas em ambos:
Deixar crescer e estimular a independência X Continuar maternando e esperando os momentos com naturalidade.
Manutenção das conquistas femininas do século 20 X Participação integral na vida do filho para garantir estabilidade emocional
Libertação da “obrigação” de mãe para dar espaço para a mulher X esperar pacientemente o tempo de ser mãe, sacrificando em alguns momentos o espaço da mulher...
Posso fazer antagonias até amanhã. Estou achando meu meio termo. Sigo trabalhando, amamentando, acordando, cochilando e achando graça. Vamo que vamo!
 imagens daqui


11/02/11
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CRISE COM AMAMENTAÇÃO: A PROLONGADA TAMBÉM É DESAFIO

RESUMÃO PARA QUEM TEM PRESSA:
Eu precisei deixar o Joaquim com vovó e para tanto ordenhei durante o dia. Ofereci uma mamadeira do leite à noite, por duas noites: e ele dormiu mais. (Não à noite toda, 3H na primeira noite e... 6H na segunda! Todos comemora!)
O que me levou à crer que ele tem mesmo é fome e as mamadas em livre demanda fazem com que ele consuma leite de pouquinho, tenha fome antes, acorde a cada duas horas e eu não durmo ha  meses.
Eu estou muito cansada e gostaria de voltar a dormir. Mas estou em crise por que não sei até que ponto essa mamadeira é um perigo para a amamentação prolongada.
E para piorar o pediatra hoje insistiu para que eu introduzisse leite artificial, pois Joaquim emagreceu no último mês. Isso está fora de cogitação, mas estou preocupada com a quantidade de leite.

Preciso de opiniões, me ajudem?

NA ÍNTEGRA PARA QUEM TEM MAIS TEMPO E QUER DAR MAIS RISADA:

Quero ouvidos ou leitores atentos.  Sobre uma crise tensa e o porque falar disso aqui.
Há muitos meses não se dorme aqui em casa. As tentativas foram inúmeras, algumas estratégias mais drásticas, outras retiradas de livros, dicas dazamiga aqui do blog, experiências da mãezada da vida real.
Recentemente o esquema tem piorado (mesmo) e me sinto no fim dos recursos. Quanto mais difíceis estão as noites mais difíceis estão os dias e meus trabalhos têm demandado mais e mais minha dedicação.
Desnecessário dizer que a falta de sono me cansa, me estraga, me deixa irritada. Existem sim momentos felizes e na maior parte do tempo eu levo numa boa. Mas me parece que está chegando o momento de debater isso a fundo: deveria estar dormindo mesmo?
Porque falar disso aqui? Porque quero aprovação opiniões. E claro está que eu não tenho medo de exposição e sou um tanto vaidosa. E eu curto compartilhar as coisas na world wide web.
Se você é contra essa super-exposição mande uma carta reclamando para a Rua Saturnino de Brito, 74 Jardim Botânico Rio de Janeiro, o CEP é 22470.
Pronto relaxei, agora sério:
O PROBLEMA
Eu acho que ele acorda por causa da livre demanda: Tenho para mim desde sempre que as noites insones do meu bebê estão relacionadas à livre demanda e ao hábito que ele adquiriu de só adormecer no peito. Recentemente comecei a questionar também a fome.
Eu preciso trabalhar mais e começar a deixá-lo mais com os outros: Estou precisando deixá-lo mais vezes aos cuidados da minha mãe para poder trabalhar. Isso por um lado é ótimo pois me ajuda a estrutura ra  rotina. Por outro um cocô, por motivos óbvios.
Eu virei uma chupetona de baleia humana: Por noites seguidas ele começou a mamar e adormeceu no peito chupetando. Quando eu vou tirá-lo ele desespera. Lembrem-se de 2h em 2h que ás vezes de emendam, e eu permaneço acordada.
Eu ordenho quando ele não mama para manter a produção: Estando longe dele de dia, decidi ordenhar e oferecer o leite na mamadeira (fiz isso só dois dias até agora). Quem diria, eu oferecendo mamadeira (eu jurei, com os olhos embotados de cimento e tráfego, sob a lista do enxoval que nun-ca na vida ia dar mamadeira para Joaquim #cuspipracima?)
Eu percebi umas coisinhas extras com essa ordenha:  O pai pode participar dessa alimentação na madruga (igualdade de gêneros, mermão). Eu percebi que 4 extrações me renderam 200ml de leite (pouco, né?). Na mamadeira eu vi que ele levou 15min para mamar tudo isso enquanto no peito ele mama 5 minutos e dorme.
Dormiu mais? Essa experiência com a mamadeira não resolveu, mas aumentou um tanto o intervalo de sono (foi para quase 3h na primeira noite e 6h seguidas na segunda, em terra de saci qualquer chutinho é voadora!).

Maldita Curva: Hoje o pediatra pesou e mediu e o Joaquim emagreceu no último mês. Obviamente colocou a cula em.... adivinhem.... mim!!! Disse que eu tenho pouco leite e que devia complementar com LA. Dei de ombros. Apesar de não ligar muito para a curva, juntando o fato de ele ter dormido mais com a pesagem desse mês fico cada vez mais convencida: ele tem fome. Né?
E o dilema está instalado. Ordenhar durante o dia e oferecer à noite na mamadeira?
Abandonar LD? Oferecer peito de manhã e mamadeira com LM à noite? Mas vc pode dar peito à noite! Mas e o lance da quantidade, será que não é fome? Preciso tirar dele o hábito de mamar par dormir? Encantadora? Dona Badinter? Gonzalão?

Não contem para ele ainda, ele nem sonha que eu estou considerando isso...

LADO A
Essa semana duas pessoas queridas me disseram coisas que me despertaram pela primeira vez uma ponta de desejo de interromper a livre demanda.
1)   O sofrimento da mãe não é proporcional ao benefício do filho: Inconscientemente eu posso estar executando o papel da mãe sofredora porque “ser mãe é padecer no paraíso (do meu saco)” e optando por alternativas mais sofridas com a ilusão de que quanto mais eu padeço melhor eu estou fazendo para ele. Não disse que estou, disse que posso estar. Ainda não consegui enxergar se isso procede ou não.
2)   A insistência na livre demanda pode ser um movimento inconsciente meu de atrasar o movimento dele a caminho da independência. Ele em breve vai andar e mantê-lo no peito é mantê-lo na asa. Fato, ele é dependente do peito para dormir e para voltar a dormir. De 2h em 2h a madrugada toda e o tanto de tempo em que eu estiver por perto durante o dia. Não disse que é, disse que pode ser. Não sei se eu estou sabotando a independência do meu filho tanto quanto eu não tenho certeza do grau de independência que ele precisa nesse momento da vidinha dele.
3)   Definitivamente eu ia gostar de voltar a dormir.
4)   A maldita pulga atrás da orelha por causa da curva.
Cabe aqui dizer que quando os argumentos são inteligentes eu presto atenção. Só desdenho quando ouço coisas do tipo: “seu leite é fraco” e palavras de baixo calão como mucilon, farinha láctea e leitininho.
LADO B
1)   Amamentar o Joaquim para mim foi uma conquista que lavou o trauma do parto. Eu abracei a causa definitivamente e acho mó lindo as mães que são amamentadeiras. Não sou xiita, mas totalmente à favor da amamentação prolongada. Outro dia li em algum blog fofo uma fofa dizendo que manteve 2 fofos em LD de LM por 2 anos. Achei a maior vitória da vida. (Claro está que eu não me lembro onde li isso. Eu não durmo, logo minha memória é xumbrega)
2)   Durante o dia, se ele estiver presente, vai ser muito difícil negar o peito quando ele pede. Nem estou falando do xilique que ele vai dar, mas difícil para mim, fazer essa transição entre Livrede-manda e Anne-manda. Sacou?
3)   Se eu estruturar as mamadas dele e continuar ordenhando de dia será preciso oferecer a famigerada mamadeira, e ele vai gostar da coisa. Isso pode ser um prepúcio (hahahah, só para zoar, vai?) para o desmame. Eu por enquanto tenho pânico de desmame.
4)   OMS. Quando em dúvida eu recorro ao que diz um órgão confiável. E a OMS fala em 2 anos, confere?
5)   Não gosto de acordar e não dormir. Mas não é a pior coisa do mundo. Vou levando. às vezes até é bom, porque eu tava com saudade dele e ele acorda. E eu gosto. #aloka

Já falei, né? Que eu sou habitada por uma doida e uma bruaca, né?
Se fosse fácil não chamava crise!
E aí? Que me dizem? Help.
PS: não vale falar faz o que for melhor para você. Se eu soubesse o que é melhor para mim esse post não existiria.


09/02/11
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O QUE VOCÊ ACHA DISSO?

Não adianta nada ninar o nenê com todo o carinho do mundo e colocar para dormir....
NA JAULA!


Quiéquiéisso meu povo?? Economia de espaço?
 Olha  a cara dessa mulher feliz, colocando o pobre do filho dela atrás das grades! É impressão minha ou aquilo é uma trava para cadeado? Tudo bem que mães de gêmeos devem ter um super problema de espaço... E no caso de tri ou quadrigêmeos:

Pode aproveitar a jaula que sobrar e colocar o gato para dormir também #ficadica. Só eu achei isso muito estranho?


08/02/11
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MAIS SOBRE NINAR COM CANTIGAS

Poxa vida. Se todos tivessem instituído o colocar o bebê no berço e dizer “Está na hora de dormir. Boa noite meu anjo”, apagar a luz, encostar a porta e deixar o quarto onde o pimpolho inicia sozinho no berço sua jornada aos braços de Morfeu o que seria das canções de ninar? Virariam lendas? Seriam usadas em jingles para nos fazer comprar coisas inúteis? Já pensou?
“Oh vento! Não faça barulho, porque ele está dormindo...” compre já seu protetor auricular contra o barulho do vento. Adquira agora. Fim dos estoques... hummmm.
A querida Eve quando leu o último post sobre esse assunto me deu uma excelente idéia: falar sobre essas canções. Para mim as canções de ninar têm um peso fortíssimo, na minha vida mesmo. Eu fui criada ouvindo músicas cantadas pela minha avó (principalmente) pai e mãe. E era interessante a divisão cultural da cantoria! A maioria era em estoniano, já falei mil vezes, né? Terra natal da parte do meu pai. Algumas em italiano, da parentada da minha mãe. E uma outra parte, mais garantida também na escola, em português, do nosso vasto e rico cancioneiro.
Na adolescência estudei música, e mais tarde tive a oportunidade de trabalhar com musicalização infantil, em uma escola bilíngüe. Foi então que choveram milhares de outras canções de outras etnias. Em inglês na maioria, mas tive contato com preciosidades que guardo até hoje, e divido com o Joaquim.
Fiquei com vontade então de falar de música na infância. Sem a menor intenção de fazer defesas técnicas do assunto. Só mesmo uma sequência de registros do que eu ouvi, das músicas que canto para ele, do que eu conheci e do que escutamos por aqui.
Como sempre, ísso aqui serviu só de prefácio. Sou prolixa, lembram? Então volto logo com todas as musiquinhas fofas!

Para dar aquele nó na garganta e ir esquentando as cordas vocais, uma daquelas bem cafonas, que eu cantava na gravidez, e me debulhava!!

Todas grávida chora!!

07/02/11
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JAPONÊS

Tá certo que eu não deixaria meu filho engatinhar numa estação do metrô. Mas também zêlo com limpeza não é uma das minhas características mais fortes. Não sou relapsa, mas posso ser ligeiramente tranquila demais, por assim dizer.
Estávamos nós em um restaurante japonês almoçando com amigos queridos e morrendo de vontade de bater papo de gente adulta: falar dos filhos, contar coisas dos filhos, questionar assuntos dos filhos e tal e tal. Joaquim está naquela fase que é necessário mudar o foco da atividade de 5 em 5 minutos caso você queira que ele permaneça sentado no cadeirão. Naquela semana ainda não tínhamos descoberto a técnica do nabo ralado. Extremamente eficaz para restaurantes japoneses e bebês impacientes.
Depois de um tanto se debater, reclamar e resmungar na cadeirinha, eu percebi que nossa mesa estava num ponto excelente para colocá-lo no chão: floreiras cercando o espaço, ele não conseguiria fugir para lugar nenhum. O chão parecia limpo (ok, não existe chão limpo, muito menos de restaurante, mas veja bem: eu queria bater papo) e sem dó nem piedade libertei o rebento e lá se foi sua fraldinha, rodando no metro quadrado que acabara de ganhar.
E foi ótimo, conversamos um monte, comemos peixinhos e Joaquim se divertia a beça lançando os pauzinhos e indo pegar – naquela brincadeira de “go-fetch-auto-inflicted”.
Corte seco. Um minuto de distração e eu olho novamente para ele. O menino está de barriga no chão em posição de pára-quedista, numa felicidade que só dele batendo as duas mãos numa poça horrenda de água. Água de onde, meu deus do céu?
Levantei correndo e resgatei o moleque ensopado, de algo que eu me recusava a querer ver a cor. Só então me dei conta de que naquele cantinho havia uma porta, e que do vão da porta começou a escorrer a aguinha.
Nessa, o pai,os amigos, os garçons se comoveram com o loirinho embebido no caldo preto e começaram a lançar em nossa direção guardanapos que não tinham fim, tentando absorver ao máximo a água que decorava o body fofo “Daddy’s Best friend”.
Na minha cabeça em questão de segundos surgiu a solução: tem alguém lavando o chão atrás dessa maldita porta que eu não vi. E em menos segundos ainda o pânico maior: jesusdocéu tomara que não seja o banheiro! Ele vai pegar um monte de doenças! Ele colocou a mão na boca! Tem coliformes fecais no body do meu filho!
Olhei pálida para o garçom e perguntei:
- Ali é o banheiro?
- Não dona, é a cozinha.
Ah! Tá. Tranqüilo. Cozinha de restaurante japonês é limpinha. Imagina, aquela porta era só o corredor por onde saia o lixo do restaurante. Fiquei bem. Hiperventilei um pouco, mas foi passando. O garçom ainda tentando me acalmar insistia que a água vinha das floreiras, não sem antes dar um esporro finíssimo no condenado que estava lavando o chão do corredor com cliente no restaurante. Eu acabei até concordando para não morrer ali mesmo de desgosto por tanto relapso maternal. E os demais clientes pensavam em uníssono enquanto encaravam o risonho bebê chafurdado no xurume: “Oh céus, que raio de mãe é essa”. Eu podia ler nos seu olhos.
Senhores trabalhadores de restaurantes, favor lavar o corredor do lixo somente quando não houver movimento. Vai que alguma mãe resolveu que precisava bater papo e deixou o bebê no chão na mira do aguaceiro.
Levei o menino no banheiro e lhe dei um banho na pia.
Aguardei ainda um mês para revelar definitivamente essa história, e assim foi confirmado: ele não pegou nenhuma doença não! E viva o leite materno.



A TÉCNICA DO NABO RALADO
Sabe aquele nabinho que vem ralado nos pratos altamente decorados dos restaurantes japoneses? Eu achava um desperdício horroroso até que descobri sua verdadeira função: entreter o Joaquim.
Quando o prato chega eu logo arranco uns fiapos e enrosco nos dedos dele. Ele acha que é a coisa mais interessante do mundo e perde minutos a fio tentando desenroscar os fiozinhos, apertar, pinçar, chacoalhar até finalmente jogá-los no chão, ou no cabelo de alguma moça passante (desculpe moça).
Depois de terminar a porção é só repetir o processo. Vale também para o alface, gengibre, pepino e demais decorativos. Não recomendo o wasabi. No final basta dar aquela limpada geral no chão, pedir desculpas caso algum garçom tenha escorregado, pagar a conta e ir embora; satisfeito! Você conseguiu comer!
Rende de 10 a 15 minutos por porção.
Serve até 1 casal.
DAQUI

03/02/11
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AFRICAN LULLABY

Um texto não publicado escrito em novembro do ano passado e que ainda faz todo sentido, apesar da piora considerável das noites de sono de lá para cá...

***

Madrugada passada atravessei em claro. Joaquim? Não. Esse dormiu bem até. Acordou só 2x. O problema era eu mesmo. Acho que meu corpo acostumou a não dormir e desencanou forever. Corujão na madrugada, assisti Dexter, House e levei um longo e necessário papo com maridón, outro zumbi.
Ontem, depois de um longo e calorento dia que não teve noite chegou a hora de colocar meu bichinho para dormir. Eu sou uma criatura muito estranha. Tenho uma micro ansiedade de separação nesse momento. Um misto de quero que vá dormir logo e por favor, me dê trabalho para eu ficar te segurando.
Isso porque eu sou definitivamente habitada por duas pessoas. Uma delas diz: mas se você é ansiosa e confusa está explicado porque toda essa dificuldade para dormir. E a outra responde: cala essa boca que o tema não é esse, ninguém te perguntou. A bruaca e a nem aí. Uma é cheia das regras a outra faz o que der na telha. Uma é polida e correta a outra não tem um pingo de educação e age por instinto quase sempre.
Eu amo fazer meu filho dormir no colo. Às vezes esqueço o quanto é gostoso ninar aquele corpo fofo e suadinho, sentindo a ponta dos pezinhos baterem no meu lombo e aquela mãozinha nada delicada me estapeando o colo, me arranhando com unhinhas finas, me olhando e fazendo barulhinhos. E vai fechando olhinhos, e enfiando mais e mais a cara bochechuda na concha macia que meu braço roliço faz. Às vezes eu me apresso e vou colocando no berço, pois a bruaca muitas vezes ganha as discussões com seu argumento: ele deve aprender a dormir sozinho.
Mas às vezes a dona caga-regra perde, e as decisões que envolvem meu bebê vão ficando tão mais doces, tão mais quentinhas, tão mais gostosas. Instintivas e mal educadas. Nem aí. E nino para dormir mesmo, e se resmungar pode mamar mais um pouquinho. Seguro por um tempão, cheiro e beijo e fico fitando a carinha que vai desligando. É aí que já vai batendo a saudade, e a sem noção pensa: quero que ele acorde logo, porque ele me faz falta. Porque se ele é viciado em colo (Mariiii), em peito, em mimo, eu viciei nele, em olhá-lo, em tirar foto, em falar sobre ele, em escrever suas histórias.
E ontem largada na poltrona, com o pacotinho já dormindo o quadragésimo sono, eu me aproveitava da gostosura que é segurá-lo e ouvia junto com ele as músicas de ninar que o levam ao nirvana. Musicas tribais, maravilhosas de pais e mães para filhos. Hábitos milenares de cantar, acalentar, embalar. Cantadas em outra língua mas qualquer um consegue entender que são músicas de amor. E sentia uma paz naquele quarto, naquele ato. Até a bruaca se rendeu.
É tudo uma questão de prisma. É tão gostoso o tempo que eu levo ninando, cantando, cafungando quanto o sossego que impera depois que ele dorme.

***

Vejam esse video e mostrem para seus bebês. É a coisa mais adorável do mundo, do mundo!!
Pois então estão erradas todas as mães da história, todos os bichos da terra, todas as cantigas de ninar que nos acompanham a séculos e séculos? O certo é colocar no berço, deixar chorar?
Entre as opções, vou fazer como as africaninhas e carregar até que me carregue.

02/02/11
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FALCATRUA BLOGUEIRA

Hoje estou doente de verdade (não é aquela síndrome, garanto que os sintomas são bem menos cuti-cuti)
Então vou exercitar meu poder de blogueira e comenter uma pequena falcatrua: vão me ler lá na Fisher Price!? Fotinho inédita e curiosidades sobre Joaquim...

http://www.crescendocomseufilho.com.br/mae/curiosidades-sobre-joaquim/

01/02/11
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2 QUASE 8

Conta comigo:


+ 2 embaixo = 6
Todos nascendo ao mesmo tempo, mas em diferentes velocidades (os dois centroavantes de cima já romperam, Joaquim tá virado uma criancinha).
Vou ficar devendo a foto dos debaixo, cansei de levar mordidas e cusparadas.
Agora me falem se não é uma puta falta de sacanagem com o bebê ter 6 dentes nascendo ao mesmo tempo?
Se liga mãe natureza!