Estou desde sexta lendo e relendo o post e lendo e relendo os comentários. Sou uma bobona que vibra cada vez que vem um comentário novo (e viva os smartphones que me avisam quando isso acontece).
Mas o motivo é obvio: em meio a uma semana cheia de tensões pessoais, trabalhísticas e até blogsféricas eu fico comovida com o tanto que as mães podem ser aliadas umas das outras e se ajudarem de forma incrível.
Jamais nessa vida eu teria a oportunidade de conhecer as histórias, ouvir os relatos, dividir experiências, pedir e receber ajuda se não tivesse um blog e pessoas fofas que se importam o suficiente para parar, ler e ajudar.
Com uma palavra de apoio, com respeito às diferenças, com textos e relatos incríveis, com dicas aprofundadas no assunto, todo mundo que comentou me ajudou de alguma forma. E eu agradeço de coração. Se pudesse dar um abraço presencial em cada uma de vocês...
Fica aqui meu grande abraço virtual, comovido e agradecido. Obrigada mesmo pelas dicas e especialmente por dividirem comigo suas histórias.
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| tudasfofa! |
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Mas vamos ao Frankenstein das minhas decisões. Eu sou de pensar muito, mas não de pensar muito tempo. Então já tracei umas estratégias baseadas em tudo que eu penso + o que eu ouvi de vocês e o que fica é o seguinte (não fique triste se eu não adotei sua dica, hein... qualquer coisa mande uma carta par Rua Saturnino de Brito, 74 Jardim Botânico Rio de Janeiro, o Cep é 22470. E dentro da carta você tem que colocar as três coisas que você mais curte e as três coisas que você menos curte no nosso show...)
- Fazer o que é possível: Livre Demanda interrompida somente nos dias em que não estamos juntos. Joaquim persiste sendo amamentado no peito e continuo querendo levar até os 2 anos, se a Santa-avent-das bombas-dia-sim-dia-não permitir. Nos outros dias a LD permanece. Vamos ver no que dá.
- Simplesmente vivo assim: Vou continuar ordenhando (a ordenha é bem fácil, eu não sofro e já absorvi as dicas para ficar cada vez melhor) e oferecendo o leitinho antes de dormir. Com isso acredito estar oferecendo o tal complemento sugerido pelo pediatra, mas complemento de LM (toma essa seu careca! Rá!)
- Resistir ainda um pouco: o leite será dado no copinho. Mas veremos como será a aceitação do pimpolho. Ainda cogito a mamadeira, caso o copo não dê certo. Insisto em dar meu próprio leite, que ele não mamou o dia todo. E quero fazer isso na hora de dormir, quem sabe consigo mesmo matar dois coelhos com uma “caixa dágua”, né? Né?
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| em breve leite na xícara de porcelana chinesa... |
- A chupeta foi criada para substituir o peito: Nesses mesmos dias, Joaquim não mamará de dia, somente de manhã (peito) e à noite (copinho) e de madrugada: não estamos preparados para desmamar na madruga. Ainda considero essa possibilidade, com certeza haverá um momento de substituir o peito por um OT, desmamar a madrugada, mas no momento para mim é mais difícil o processo de tirar a Chu-peita do que continuar da saga da noite tele-sena. E o novo nome do meu seio esquerdo é... chi...cle...te! Oba! Oba!
- Peito é Fábrica de leite e não depósito: Nos outros dias Joaquim permanece em Livre Demanda, e eu ainda vou tentar ordenhar um tantinho de leite e oferecer depois do peito antes de dormir, para tentar fazer algo parecido com uma rotina na hora de dormir. E continuemos fabricando...
- Suco de laranja natural ou Tang?: Nem considerei a opção do pediatra. Joaquim não vai tomar LA enquanto meu peito estiver fabricando LM. Porque simplesmente não faz sentido. Eu produzo leite! Para quê vou comprar leite em lata? Até porque estatísticamente azamiga comentaram que nem todo bebê que toma LA dorme... (guardado aqui o devido respeito a todas que precisaram, optaram, decidiram por introduzir LA, cada um sabe onde o sapato aperta)
- Por que colocar a culpa no Leite Materno? E as outras comidinhas?: esse foi um schlept digno de prestar atenção. Ainda existe muita resistência ao LM e imediatamente frente a qualquer “problema” com o bebê se culpa o pobre leitinho. Eu mesma atribuo um monte de tralhas do crescimento do Joaquim ao néctar dos deuses. Vou parar e abrir minha cabecinha. Haverá uma mudança drástica no cardápio das outras fontes de alimento dele. Estamos já transacionando as papas para comidinhas mais elaboradas, mais próximas que as nossas.
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| receitas de muffin de espinafre em breve... |
- A regra do restinho: eu não tinha me ligado, mas essa é uma dica de ouro. O Joaquim raspa tudo o que consome, e eu nunca tinha oferecido mais, na nóia inversa da obesidade, da criança compulsiva, do comer demais... enfim, coisa de ex-gorda. Vou passar a oferecer sempre mais, até deixar resto. É básico mas eu não fazia, pq acreditava que 250g de comida era o “certo” porque foi assim que eu vi no baby Center? achei que era. E fica aqui o mantra: cada bebê é único.
- Relaxa, largue as regras, não se cobre: Ai minhazamiga, difícil viu? Apesar de ser essa palhaça que vos fala, eu sou uma pessoa extremamente séria com relação às coisas que eu acredito. Para mim, para Joaquim, em qualquer situação. Eu não acredito em tudo que ouço e normalmente demoro um tanto para tomar uma posição, mas uma vez que essa se instala, é muito difícil ser flex. Isso é culpa da minha mãe do meu signo, só pode.
- Não se culpe: eu nunca me culpo, eu ponho a culpa nos outros... hahaha, mentira! Eu opto por me informar, investigar, discutir, pedir opiniões e me jogar de cabeça nas crises. Pois quando uma coisa acontece, uma decisão é tomada eu sei exatamente a minha participação naquilo. Se foi minha escolha, não é culpa, é responsabilidade. Se não foi minha escolha, paciência, é aceitação. Um exemplo: o parto do Joaquim foi e é ainda, um trauma para mim. Mas eu não me culpo por causa dele. Eu sei exatamente onde eu falhei, o que eu poderia ter feito para fazer diferente e o tanto que eu fugi da raia no momento em que eu aceitei a cesárea. Se eu tivesse optado por me informar, discutir, pensar e debater, e me cercado de recursos, a história podia ser diferente. A culpa só existe quando a gente não entende racionalmente o que aconteceu e o porque das nossas decisões.
- Foda-se a curva: Se ele estivesse com algum outro sintoma, até pensaria no caso. Mas oferecer LA só para fazer uma linha subir, não dá. Ele está bem, saudável, acordado, engraçado e falante. Come tudo o que vê pela frente. Vou ficar na linha do cada um é cada um e interpretar que esse emagrecimento foi natural da fase de engatinhar e tentar andar.
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| esse desenhofoi feito por que não sabia desenhar a cara dos bonecos... |
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Tenho pensado insistentemente nessa crise como uma forma de me ensinar.
Vejo claramente os dois lados, e as razões são lindas em ambos:
Deixar crescer e estimular a independência X Continuar maternando e esperando os momentos com naturalidade.
Manutenção das conquistas femininas do século 20 X Participação integral na vida do filho para garantir estabilidade emocional
Libertação da “obrigação” de mãe para dar espaço para a mulher X esperar pacientemente o tempo de ser mãe, sacrificando em alguns momentos o espaço da mulher...
Posso fazer antagonias até amanhã. Estou achando meu meio termo. Sigo trabalhando, amamentando, acordando, cochilando e achando graça. Vamo que vamo!