28/01/11
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LAGARTA

Existem momentos na minha vida que me fazem questionar minha existência nesse mundo. Minhas fraquezas e minhas qualidades. Calma! É melhor do que parece.
Tudo aconteceu no sábado. Estava eu, sozinha com o filho no fim de semana, que para alguns mortais era sinônimo de feriado. Para mim, era uma quarta feira disfarçada de sábado. O pai trabalhando, eu tendo que trabalhar, mas não conseguindo. Joaquim causando pela sala.
Lá pelas tantas atravessei o quintal enquanto o rebento esbugalhava a ração do gato e fui tirar uma papinha do freezer. Voltei para a cozinha e descasquei uma manga para o lanche da manhã. Sentei na sala com o Joaquim e ele começou a devorar a fruta. Uma, duas, três colheradas famintas. O tempo todo eu sentia no meu braço uma cosquinha, como se houvesse um mosquito me perturbando.
Mas o apetite dele, que abria a boca para mais uma colherada de manga amassadinha meio segundo depois de engolir a anterior me distraiu por minutos a fio. O braço continuava coçando, e eu enfeitiçada com aquele apetite. Ele é um nenê muito carismático.
Foi então que ele distraiu com alguma coisa e eu finalmente decidi olhar, que raio me incomodava no braço. Em câmera lenta:
O bebê vira a cabeça para o lado com a boca sorridente cheia de manga, eu afasto a colher vazia para o lado direito enquanto olho curiosa para o braço esquerdo para me deparar com UMA LAGARTA DO TAMANHO DO BRASIL SUBINDO EM DIREÇÃO AO MEU SOVACO.


Assim ó...

Aqui entra minha questão sobre as minhas fraquezas e qualidades. O que faz uma mãe frente um perigo mortal como uma lagarta do tamanho do Brasil? Eu não sei o que faz uma mãe normal. Eu joguei a colher para cima, com o Joaquim a menos de meio metro da minha face, soltei um grito te pavor, agudo no melhor estilo Psicose. Em minha defesa, eu tenho pânico de insetos. Em qualquer estágio de sua metamorfose.
Se o Joaquim assusta com gargalhadas, imagina a paúra do bebê-manga quando a mãe urrou na cara dele, levantou como se lhe tivessem dado um choque elétrico e começou a se debater para a lagarta do tamanho do Brasil largar do braço dela.
Depois que eu afastei o perigo de morte, que caiu no tapete fazendo o melhor estilo “nem-te-ligo, vou continuar aqui me arrastando, com essas minhas pintinhas amarelas e esses pelos que deus me deu”, peguei meu fillho naquele estilo de choro sem som, com a boca arreganhada, dois dentinhos total-exposure, olhos apertados escorrendo lagriminhas e levemente arroxeado, normal para quem toma um susto que lhe faz parar de respirar.
Me levou meia hora para acalmá-lo, pedindo desculpas pelo descontrole e explicando que lagartas são do bem, que devemos respeitar os bichos e que eu precisava de muito apoio moral para retirar aquela aberração do tapete.
Ensaiei ainda um tempo e catei um papel da pilha de contas a pagar para capturar a nojenta, que ainda me provocou um tanto e avançou em mim empinando a cabecinha e desviando do papel. Mas a insistência vence a resistência e para o lixo com a conta ela se foi. Deixo só registrado que pode haver atraso em alguma conta de minha residência e peço encarecidamente ao credor referente que me compreenda e perdoe a dívida, dados os fatos: jamais aquele lixo foi aberto novamente.
Hora depois sentada no sofá olhando o Joaquim brincar, porque depois dessa a soneca da manhã foi para o mesmo destino da lagarta e da conta, olhei novamente para o braço, que ainda pinicava. UM RASTRO COMPRIDO E AMARELO GELEQUENTO.
Quase pari outro filho. Pensei em ter um ataque. Pensei em me jogar da janela, mas estava no térreo. Comecei desesperadamente a esfregar o braço na almofada de linho. Foda-se o linho. Mas tudo repentinamente se resolveu, e eu recuperei a dignidade: era um fiapo de manga.
Ficam as questões:
Como será que meu medo absoluto de bichos asquerosos vai afetar meu filho?
Será que eu vou conseguir me controlar um dia?
Em face do pior de todos os medos, uma barata, como será minha reação?
De onde, oh céus, veio aquele animal? Como é que ele estava subindo no meu braço, e desde quando?
Até quando eu vou achar que qualquer coceirinha é uma lagarta me escalando e sentir um incontrolável arrepio na espinha seguido de um “ecat” e contorções nos dedos dos pés e das mãos?
E por último, mas não menos importante: o papel foi para o lixo orgânico, porque lagarta não é reciclável, né?
***
Imagem daqui

21/01/11
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A RAÇÃO, A PRESSA E O BEBÊ

Um post auto-explicativo sobre aquela mãe apressada, jeitosinha como uma fada, um gato que levou um pote na cabeça, um bebê que achou a maior graça, um tempão catando bolinhas no chão... e evitando que o fofinho engolisse ração... ai.

Qualquer semelhança com isso não é mera coincidência. Eu tenho mão de alface!

oops i did it again!!!

20/01/11
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ESTOU DOENTE

Essa semana desenvolvi sintomas de uma doença aparentemente não muito rara.
Uma leve taquicardia e o nariz às vezes escorre. Meus olhos lacrimejam. Sinto arrepios. Vejo bolas coloridas. Não consigo parar de navegar em sites procurando uma solução.
Pelo que percebi é daquelas doenças que só se pega uma vez, então se você ainda não teve, cuidado! Eu estou contagiosa!
O diagnóstico: Síndrome da Festa de 1 ano.
Quem aí já teve? Alguém morreu disso? Por que parece que eu não vou resistir.
Olha só:

Quem mandou colocar nome comprido no filho, não vai caber no bolo...


... mas você não era contra doces para crianças? Vai encher a festa de açucar?


...posso eu mesma fazer um bolo cênico... queriam me vender um desse no meu casamento e eu dei um xilique... bolo cênico uma ova...


Imagina a cara fofa do Joaquim?


E fazer linha do tempo é super legal.
O Pedro falou de fazer 12 fotos dele em tamanho real dos 0 aos 12 meses...


Será que faremos festa em casa, na casa da vó, no sítio da amiga, no prédio da outra?
Sei lá, mas quero cataventos...


Gostei do cantinho para tirar fotos, não gostei do nenê de peruca, sem excessos, por favor!


Amei lousinha! Já tenho!


Ó a lousinha de novo! Gostei da toalha simplinha (apesar de marcada)



Aqui meus sintomas pioram! Coceira no corpo todo!
Terei eu tempo de fazer chapéuzinhos de revista para a festa de um ano do meu filho?


...e um brinquedo de papelão para as criancinhas brincarem?


Taquicardia.... ataque cardíaco... falência múltipla dos orgãos... ooouuunnn

Calma, toma uma aguinha com hortelã!


Suco favorito do aniversariante, não pode faltar!


... e o suco favorito de 98% do tipo de gente com quem me relaciono dos convidados.
Mórri...
Todas as imagens daqui!

18/01/11
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BLOGAGEM COLETIVA - MATERNIDADE X CARREIRA

Comecei três textos sobre esse tema e parei. Como é difícil expor a minha opinião sobre maternidade e carreira. Lendo e relendo o emaranhado das minhas idéias, opiniões de gente comum, textos mais robustos, textos dos outros blogs acabei chegando nisso: sem pé nem cabeça, já vou avisando.
Quem não gosta de ler muito.... volte quinta feira, tá? Amanhã não tem post, porque eu gastei esse hoje. Quem tá com tempo, não vai achar nada muito original. Mas escrever é preciso...
daqui
HOMENS E MULHERES SÃO DIFERENTES
  • Existe sim espaço no mercado de trabalho para ambos os sexos, homens e mulheres aparentemente competem com igualdade no início da carreira. Até essa mulher virar mãe. O impacto é infinitamente maior na mãe.
  • Quando a mulher briga pela igualdade de gêneros ela quer igualdade de respeito. Ou pelo menos eu quero. Mas lamento informar que no prisma dos deveres, que vêm coladinhos com os direitos, a mulher se estrepou. E disso eu tenho um pouco de birra.
  • A premissa de que tudo tem que ser igual desviou a luta pelo respeito em um grave acúmulo de tarefas, sobrecarga de horários e o mais grave: obrigação de escolher entre carreira e filho. Essa é a Escolha de Sofia do momento
  • Não acredito que homens e mulheres tem as mesmas necessidades e devam ser tratados iguais perante o mercado de trabalho. A mulher amamenta, homem não e ponto
  • Não conheço nenhum pai que entrou em crise “será que volto a trabalhar ou cuido do meu filho?”
  • Conheço um monte de mulher que está ou deveria estar em terapia resgatando os arquétipos e os valores da feminilidade para tentar voltar a sua essência. A criação pau-na-mesa ao extremo não fez muito bem a muitas famílias.
  • Lamento se isso tudo soa machista. Se alguém quiser me dar sabão fique à vontade ali nos comments ou me faça crer que não estamos vivendo um momento crítico no acúmulo dessas funções. Ou me faça crer que homens e mulheres são super iguais.
O CAMINHO DO MEIO
  • Não devemos julgar ninguém. Cada um sabe onde o sapato aperta e faz suas escolhas de acordo com suas possibilidades.
  • É chato por outro lado ver mulheres que optam por “só” criar os filhos serem duramente criticadas. Assim como a desvalorização da amamentação, do contato, do tempo entre pais e filhos. Nem sempre qualidade supera quantidade. Esse extremo do feminismo é ultrapassado e está ficando brega.
  • Existem mulheres que sem nenhuma crise desmamam seus filhos, os terceirizam para as creches e voltam a trabalhar. Às vezes é por que são assim constituídas, outras simplesmente porque não há outra opção.
  • A crise da escolha entre carreira e filhos só existe se ha opção e vontade de ser mãe-ativa combinadas. Eu vivo em crise com isso porque sei que existe um caminho do meio, onde eu não preciso terceirizar totalmente meu filho e nem abandonar minha carreira. E assim vou levando.
  • O negócio é achar esse caminho e lutar para que o meio se adapte a esse cenário, que é mais humano, mais condizente com a maternidade ativa, mais natural. E refletir, e refletir, e refletir...
SOLUÇÕES DA MINHA CABEÇA SIMPLINHA
  • Flexibilização dos modelos de trabalho: algumas carreiras não exigem aquela carga quadrada de 8h às 6h. Se o empregador consegue enxergar que o funcionário pode tocar seus projetos, trabalhar por demanda e fazer seu próprio horário as mães provavelmente têm nessas posições uma chance maior de conciliar maternidade e carreira.
  • Redução da carga horária: para os empregos mais quadrados, que demandam uma certa carga horária inflexível, caberia estudar para a mãezada a possibilidade de redução da carga horária. Essa foi uma proposta que eu cheguei a fazer para o escritório onde trabalho. Mas eles preferiram me manter trabalhando em casa.
  • Estrutura dentro da empresa: tem gente que trabalha em empresa com estrutura adequada para receber a criançada: creche, escolas, pessoal treinado. A mãe que amamenta pode atender o rebento a hora que for preciso. Isso é lindo.
  • Cada um no seu quadrado: Uma empresa que segue modelos antigos provavelmente perde a funcionária quando ela vira mãe ou mantém trabalhando uma mulher infeliz e culpada. Empresas rígidas combinam com funcionárias que não dão importância para a maternidade ativa. Sem nenhum preconceito, cada um faz sua opção. Empresas rígidas são para mães terceirizadoras. Empresas flexíveis são para quem acredita no caminho do meio. Quem paga a conta é nosso bolso, pois aparentemente o dinheiro está nas rígidas. Quem quer ser mãe ativa tem que estar rica ou curtir ser hippie. Ou viver protestando até se conformar ou mudar o mundo. Sem preconceitos de novo, cada um com sua opção.
POR OUTRO LADO
  • Pai é um pouco mãe: Se sonhamos com um modelo ideal que acolha as mães que optam por tocarem também suas vidas profissionais, na contramão deveria também haver o desejo de um modelo que acolha os pais: uma semana de licença para acompanhar a chegada do seu filho é a coisa mais medonha. Bem pior que os quatro meses.
  • Isso sim é utopia: O mercado precisa ser mais humano com que está envolvido em criar gente. Pais e mães. Para que a relação possa ser mais natural e orgânica. Para que as crianças possam ter fundamentalmente a presença dos pais na primeira infância, antes de babás, professoras ou avós. Tudo precisa mudar e a mudança não é sutil.
  • Mas no frigir dos ovos: Enquanto nada muda assumir o peso das escolhas é uma boa opção para quem sofre demais. Quando a gente se responsabiliza pelas decisões que tomamos a sensação de poder sobre a vida nos faz mães/ filhas/ esposas/ profissionais poderosas. Mulheres que escolheram!  A maioria das mulheres que tem discernimento para filosofar sobre essa questão tem também a opção de escolher. Largar o emprego e cuidar do filho. Pagar uma boa creche e se realizar profissionalmente. Buscar o caminho do meio e fazer mais ou menos as duas coisas, sem ilusões de perfeccionismo. Não são escolhas maravilhosas, mas é o que tem para hoje
Poderá um dia uma C.E.O exercitar a maternidade ativa?
Eu poderia continuar escrevendo eternamente, mas vou parar por aqui.

***

Vejam melhores idéias sobre o assunto e juntem-se à nós!

PREFERENCIAL

Chegamos no restaurante e já fui logo dando meu nome esquisito para a hostess, que me olhava com cara de "na verdade eu sou modelo, só estou aqui fazendo um bico". E bico ela estava fazendo mesmo.
- 2 adultos e um bebê.

- Aham. Toma o seu número.
- É preferencial, né? – disse carregando o moleque de dez quilos que tentava desesperadamente se jogar no colo de um membro da espera de óculos: ele desenvolveu uma adoração por gente míope.
- Hum – cara de cuíca – posso colocar você sim, vai – bico de fuinha – humpf.
- É bom mesmo – sorrisinho antipático – humpf – nariz de esnobe – obrigada.
Em menos de 5 minutos fomos chamados sob olhares tortos dos deixados para trás na espera.  Coloquei o Joaquim amarradinho em sua cadeirinha preta, daquelas portáteis que se encaixam às mesas, um advento do design na minha opinião, nos poupou de ter que comprar os trambolhentos e cafonas cadeirões (o que há com as estampas de cadeirões?).
A mesa do restaurante era forradinha com papel e havia giz de cera, três palitos. Eu prontamente comecei a rabiscar na frente do rebento que olhava minhas mãos e tentava agarrar o giz. Esboçou um rabisco e lançou o primeiro palito ao chão, estraçalhando-o em pedaços. Achou graça e riu alto.  Eu levantei e catei todos os tequinhos do chão, dando aquela bronquinha que se dá em nenê de 9 meses, “Ah... não pode, olha quebrou” – cara de tia do prézinho.
Percebi então que havíamos chamado atenção da mesa do lado: uma moça e dois rapazes.
Pegou o segundo palito de giz, esboçou mais um rabisco e levou à boca, mordendo com os dentinhos. Arrancou um farelinho e ficou com um pedaço do dente verde. Fez uma carinha fofa de nojo e riu alto. A moça começou a interagir.
Quanto mais ela falava com ele, mais graça ele fazia. Imagino que ela pensava : “que bom que existem mães relapsas como essa, que deixam a criança comer giz enquanto mexem no celular. Pelo menos a gente se diverte.”
Joaquim começou a fazer uma evolução de prrrrs, brrrrsss, pfffffsss, com o giz na mão. Resolveu incrementar a graça e lançou o segundo giz ao chão, que evidentemente estraçalhou. E riu alto. Esbocei uma reação para levantar e recolher os pedaços. Não sei se da gracinha dele ou da minha cara de lá-vou-eu ao me dispor a quase engatinhar pelo chão do restaurante catando pedaços de giz, a moça soltou uma gargalhada. Alta e fina. Foi o começo do fim.
Joaquim está numa fase de dar risada do próprio espirro e chorar do espirro dos outros. Gargalhar por tudo e assustar quando os outros gargalham. E naquela hora resolveu levar o maior susto do mundo e pôs-se a chorar copiosamente, triste, apavorado, com os braços estendidos. Um escândalo homérico.
O trio corou de vergonha. Vergonha por terem feito o moleque chorar e um tanto de vergonha por mim eu acho, que levantava com os tecos de giz na mão, não sem antes bater a cabeça na mesa, e tentava amenizar a culpa dos vizinhos, no insucesso de ouvir meus próprios pensamentos, tamanha a choradeira. Pensa numa ambulância.
A essa altura o tilintar dos talheres reduziu e o restaurante me olhava para averiguar – diversas caras de cala a boca desse menino. Até a hostess esticava os olhos “humpf, preferencial, toma essa!” O pai, que voltava do Buffet chegou à mesa falando “o que houve?”- cara de quiéisso?
Rapidamente eu saí do buraco que havia cavado para me enterrar embaixo da mesa disse: “ele assustou um pouquinho com o pessoal aí”- sorriso amarelo. A moça, o moço o outro moço, riam e se desculpavam, colocando a culpa um no outro pela choradeira. O pai simpático começou a explicar “ah, que fase, né?” – cara de pudim.
Joaquim não parava, não olhava para a gente, não bebia água, chupeta nem pensar. Tirei da cadeirinha enquanto os vizinhos de mesa tentavam fingir que estava tudo bem e fingir que não estavam falando de mim e fingir que já tinham retomado algum outro assunto interessante e fingir que não acharam estranho aquele menino fofo possuído por uma crise de choro por causa de uma gargalhada.
Saí andando pelo restaurante com a ambulância de dez quilos que me permite passar no preferencial. Mas vejam só meus camaradas, tem seu preço.
Mostrei a cebola, o homem que fazia massa, as plantinhas, o teto, o banheiro feminino, o trocador, as outras crianças, as janelas, o garçon, as cervejas, os vinhos, as luzes e quando já estava quase mostrando a porta da saída em direção ao carro ele resolveu acalmar e voltamos à mesa.
Os vizinhos olharam só com o canto do olho. Vai que o menino assusta de novo. Obrigada pela consideração. Eu estava com fome. Joaquim sentou e tentou catar o último giz que restava. Eu olhei para ele muito séria e disse “Não!”- cara de nem fodendo –“ Vai ficar aí quietinho. Bate palma, vai.
E finalmente fui fazer meu prato. Bem depois do míope que encontramos na espera.
Em minha defesa, ele comia giz e eu estava tirando uma foto. Não sou relapsa. Ok, eu tuitei um pouquinho também...

17/01/11
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ESQUEMA TÁTICO #1




14/01/11
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ATUALIZAÇÕES DA MADRUGADA III - EU NÃO MINTO

Pelo menos não sobre isso. Pois que vantagem Maria leva quando diz que o filho não dorme, que faz escândalo, que não tem controle sobre seus repentes madrugadícios, que já tentou de tudo? Não leva vantagem nenhuma. Alguém pode dizer: “é por que ela  gosta que os outros se comovam.” E eu lá sou gente de ficar comovendo os outros? Eu quero é mais que os outros me deixem em paz com seus pitacos sobre o sono do Joaquim. Eu sei ler.
Bem, isso soou infinitamente mais grosseiro do que eu imaginava. Eu gosto de ouvir os pitacos, pois vivo buscando alternativas. É como se eu fizesse uma coleção de “já tentei”. E olha, quem acompanha esse bloguinho sabe... já tentei!
Pois então, quando eu digo que o gordo-lindo-rosado-simpático do meu filho que ri para o Evaristo do Jornal Hoje todo dia (e bate palmas agora, lançamento) pode ser um gremlin na madrugada, algumas pessoas duvidam sim. Acham que eu minto. Pois eu faço a Barbie mal educada e dou de ombros: prá mim quem mente é quem se gaba de que o filho come só orgânicos, mama só no peito, tem a rotina perfeita, cochila nas mesmas horas todos os dias, não chora por causa dos dentes, não teve cólica, sentou com 3 meses, engatinhou com 4, andou com 5 e dorme a noite toda desde o dia que nasceu. Faça me o favor. Uma coisa ou outra, vá lá. Se ele dorme mesmo, sorte sua! Mas não precisa se gabar, né não? Magoa.
Rá, nem tanto assim. Mas estamos aqui hoje para registrar a evolução do sono Joaquiniano desde a última vez que eu estive disposta a narrar os insucessos. Meus insucessos. Joaquim é "The Happiest Baby on The Block". Só que a mãe dele não dorme. Senta que lá vem história.
Fatos:
Na escala de 0 a 10 sendo 0= vira a noite acordado e 10= dorme a noite toda, nesses últimos dois meses e pouquinho Joaquim transitou do 4 ao 6. Isso como todo mundo sabe, é abaixo da média.
Na escala de 0 a 10 sendo 0= eu me joguei da ponte e 10= eu levo a situação numa boa eu transitei do 1 ao 9. Isso como todo mundo sabe é desequilíbrio emocional.
Relatos:
No fim do ano a rotina, que com muito esforço eu vinha tentando manter, foi para o brejo e toda a festança, pode ter contribuído para a piora geral: ele tem acordado 6, 8, 9 vezes por noite (entenda noite, a hora que vai dormir até a hora que eu desisto e vamos começar o dia).
A modalidade cama compartilhada tem sido aplicada todo dia em algumas situações, especialmente á partir das 4h da manhã quando me canso de levantar, ou de obrigar o zumbi Pedro a levantar.
Eu que esperava que a engatinhação louca fosse cansar a musculatura do pimpolho e ele dormisse melhor, caí do cavalo. Para ele não mudou nada. Normalmente de 2h em 2h horas ele acorda e raramente conseguimos fazê-lo voltar a dormir sem mamar. Raramente ele não dorme se mama, mas normalmente mais chupeta do que mama. O que faz de mim chupeta humana. (lindo, lindo! Clap clap clap, uma poeta nata!)
Quanto à chupeta, aparentemente eu sou mais interessante. Ela serve para voar e alcançar o infinito. Estou aguardando o fim dessa novela para escrever um novo capítulo da Saga.
Joaquim parece perceber quando eu começo a fazer a rotina da noite. Diminuindo as luzes, falando baxinho e ele vai ficando mais e mais estriquinado. Conversa até com o interruptor e me ignora. Quando ponho no peito ele mama. Quando ponho no berço ele urra. E ele tem me dado um baile para começar a primeira etapa do sono. Coisa que não fazia.
Hipóteses:
Eu como sou recalcada e vingativa, tenho boa memória e gosto de avaliar as situações achei uma série de hipóteses e coincidências sobre a decadência nas noites de sono: em um cenário onde não dormir = ruim e dormir = bom, porque como tudo nessa vida é relativo, se você inverter o paradigma e pensar que não dormir = bom - porque você passa mais tempo com seu filho - e dormir =ruim - porque você fica super descansada para dar atenção para seu chefe – as noites de sono aqui em casa são ascendentes. Vão tipo, ganhar um Oscar de tão boas.
Vejamos: Joaquim dormiu 6h seguidas à noite à grosso modo (excluindo aquelas noites loucas do começo) até os 4 meses. Dos 4 aos 6 foi instável e a partir daí um caos, como sabem.
1)      Nos primeiros 4 meses era inverno. Coincidência ou não com a chegada do calor ele foi parando de dormir. Ele sua demais acorda molhado quase toda noite, com ventilador ou não, pijama fresquinho ou não. Se esse for o caso, Inverno vem nimim!
2)      Nos primeiros 4 meses eu estava de licença. Minha única e exclusiva ocupação era ficar com ele. Agora e cada vez mais tenho acumulado funções e aceitado mais trabalhos. Vou pegando prática e fazendo mais e mais coisas. Se esse for o caso a solução é virar dondoca e ficar longe dele só para ir fazer as unhas.
3)      Nos primeiros 4 meses ele não tinha nem sombra de dentes. As gengivas inchadas e a babação começaram nessa época. O primeiro rompeu aos 6. Se esse for o caso, é só esperar tudo nascer. Quantos são hein?
4)      Nos primeiros 6 meses ele não comia. Percebi que pode existir uma relação entre a janta e o sono. Aparentemente se for bem levinha, ele dorme melhor. E eu que pensei que quanto mais satisfeito, menos chance de acordar. Se esse for o caso, é só fazer sopinha bem leve na janta.
5)  Nos primeiros 4/6 meses meu leite o sustentava e agora o ideal seria introduzir uma mamadeira noturna e iniciar o desmame, afinal ele já tem dentes e é obvio que o que ele mama não é mais suficiente... RÁ!!!! Nenhapau! Não vou desmamar! Náo vou dar L.A.! guarde esse pitaco (junto com a farinha láctea), ele não funciona!
Estratégias:
Rotina estruturada: semi fail> continuo tentando
Banho de Camomila: semi fail> ele relaxa, mas não muda nada à noite.
Chá de Camomila: fail> desenvolveu imunidade
Gotinhas Homeopáticas de Camomila: semi fail> eu é que tenho tomado
Dar os dois seios antes de dormir: semi fail> outro dia ele ficou tão estufado que não parava de chorar, com a pança cheia.
Técnica pega e devolve: semi fail> funciona 5% da vezes
Técnica do cotovelo (cotovela o pai e manda ele ir): semi fail> funciona 5% das vezes. Em 80% o bebê aparece na minha cama em questão de 10s e o Pedro diz que não se lembra o que aconteceu :/
Técnica “it’s bed time”: fail> eu não consigo repetir isso mais que 25 vezes seguidas.
Técnica do tapinha nas costas: fail. Ele fica mais irritado
Virar roupa do avesso: fail
Dormir no pé da cama: fail
Colocar no berço mais tarde: fail
Colocar no berço mais cedo: fail
Eu parar de tomar café: fail> quase cometi um homicídio. Eu preciso de um café de manhã.
Fazer a janta mais leve: em teste
Cromopuntura da Vovó:em teste
Obrigada por ter lido tudo isso, deve ter sido difícil. Mas maus posts são longos mesmo, já sabe. Para ler menos, siga-me no twitter. Lá eu reclamo o dia inteiro, under 140 characters!
@annesuperduper
E para não perder a tradição. Essa é a cara da madruga por aqui:




13/01/11
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TODO ANO É TUDO IGUAL

Todo ano é a mesma coisa: todo mundo falando que todo ano é a mesma coisa.
No ano passado uma tragédia em Angra, o Morro do Bumba, centenas de mortes. Nesse ano uma tragédia na Região Serrana do RJ, uma tragédia em Franco da Rocha. Todo ano o Jardim Pantanal alagado. De novo, de novo.
O Joaquim estava na minha barriga e preparava sua estréia na época das chuvas de 2010.  Mas não sem antes passar junto comigo por seu próprio apuro particular por causa delas. A minha casa alagou e eu a 1 mês e meio de dar à luz tive que fazer uma reforma monstra em casa para trocar os canos que dão vazão à água.
Foi um incômodo homérico em todos os sentidos. Ainda sobrevivemos no andar de cima da casa em reforma por algumas semanas, até eu tropeçar num pedregulho e cair do último degrau da escada. Tomei um susto, mas nada aconteceu. Mudei para a casa da minha mãe.
O calor, as contrações de treinamento, os medos dessa fase, a chuva que não dava trégua. Problemas com pedreiros, com materiais, problemas no meu próprio trabalho e no do Pedro, que virou mestre de obras/ publicitário. Problemas financeiros, ninguém está preparado para quebrar o chão da casa de cabo a rabo e trocar 497 canos com todos os imprevistos que isso possa envolver, assim do nada.


Eu levei tudo numa boa, nem me desesperei. Não cansava de cantarolar "Águas de Março" pois quem canta seus males espanta. Até achei bom, porque finalmente trocamos o horroroso piso da sala, por cimento queimado, que eu amo. É claro que eu preferia ter me dado um aumento, mas era uma questão de prioridade. Agora pensa num gato que ficou bem bravo...

A gente fez a reforma. Pois a outra opção era o que? Esperar a água abaixar e burramente esperar chover de novo no ano que vem, para os canos não darem conta, e de novo a água do quintal entrar pela porta da cozinha lavando tapetes, cortinas, móveis e no caso desse ano, o bebê, que engatinha pelo chão?
Não era hora, não tinha dinheiro, era inviável, era impossível. Mas foi feito. Esse ano a casa não vai alagar. Ontem falando com a @patipapp no twitter tivemos uma idéia incrível: avisar as autoridades e governates que o ano que vem, a cidade vai alagar de novo. Me parece que o dinheiro público estaria melhor aplicado em questões sociais como essa, nem que fosse para impedir que um só bairro não alagasse, do que na bizarra auto remuneração que vimos no final do ano. (E que by the way, não recebi sequer UMA resposta aos emails que enviei)

Quem sabe até lá existe boa vontade de se fazer investimentos para impedir o sofrimento dessas pessoas, as mortes. Tem jacaré e cobra dentro das casas. As crianças estão nadando no esgoto. No caso da Regiao Serrana do Rio, a natureza divide a responsabilidade com o descaso. E fica aqui minha chateação. Que merda.

Para a  galera que se cansa de esperar atitude de governante e põe a mãe na massa, ooops a mão na massa, veja aqui como ajudar. Divulguem!

Teresópolis ontem...

Niterói 2010...
Jardim Pantanal tanto faz o ano, porque todo ano é a mesma coisa. Imagens da Globo.com

06/01/11
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MAIS SOBRE ÁGUA NA VERSÃO XIXI

Se cachorro (e crianças muito apertadas para segurar) têm que fazer xixi na grama, adulto tem que fazer pelo menos uma vez por dia xixi no banho, não tem conversa.  
Sou praticante inveterada. Um método infalível para economizar pelo menos 6 litros de água por dia. Quem ainda não aderiu? Joaquim quando mais bebezinho executou algumas vezes a modalidade cocô no banho. Essa prática foi abandonada. Hoje em dia ele gosta de xixi no banho, mas andou também interessado na vertente xixi no pai. A foto não mente.
Veja o site muito fofo e conheça melhor o movimento, que não é nenhuma novidade, mas vale à pena reforçar!

05/01/11
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SACO E VERGONHA NA CARA – OUTRO DESEJO DE ANO NOVO

Ver o Joaquim bebendo sua aguinha, no copinho. Cuspindo na gente. Tomando seu banho de água limpinha. Brincando na piscina. É tudo uma delícia, mas não consigo parar de pensar se haverá água suficiente para ele, e todos os outros filhinhos recém chegados ao mundo, manterem-se vivos, saudáveis e divertidos até o fim de seus dias, e de seus filhos e de seus netos. E do jeito que a coisa anda, a resposta á não.
Conheci o Movimento Cyan (@movimentoCYAN) na exposição Água na Oca em uma instalação/ reflexão que começa a partir da pergunta: “Quanta água cabe nesse copo?” O desenvolvimento se baseia nas atitudes que os cidadãos precisam tomar imediatamente com relação ao uso responsável da água.
XIXI DE CACHORRO NA GRAMA: 1 copo de água bebido por um cão vira 20litros de água limpa desperdiçada quando o dono (ou o vizinho enfurecido) resolve lavar a calçada para tirar o cheiro da urina do canino com um balde. Pior ainda se for com mangueira. De quem é a responsabilidade? Do dono do animal! Xixi de cachorro tem que ser na gramainha ou na terra. Em algum lugar onde o solo possa absorver a urina, aliviando o bichinho e mantendo o odor somente para os poderosos narizes dos outros amigos de quatro patas. E a mesma regra serve para gentes que acham bonitinho fazer seus filhinhos aplicarem a urininha fofa deles na rua. Se vai estimular essa porquice, pelo menos que seja na grama. Vou deixar para falar de xixi de adulto amanhã.
LAVAR O CARRO JÁ ERA: Eu já não era muito fã de lavar o carro, agora desisti completamente! Mais de 40 litros de água limpinha, clorada, fluorada e potável para lavar uma lata com rodas? Isso se for em um lava rápido automático, pois os mais boca de porco, chegam a gastar até 250litros! Peloamor, pare de lavar o carro o ano passado! A solução é o bom e velho balde e esponja, que combinados com uma camiseta branca podem render uma cena de filme para o maridão e vizinhança num domingão à tarde, além de um bronze e braços torneados. Let’s face it, lataria limpa não é item de sobrevivência.
ÁGUA LIMPA RALO ABAIXO NEVER MORE: Eu não sabia que a média de consumo de água da família brasileira SOMENTE na atividade de dar a descarga é de 13 mil litros por ano. Eu disse 13 mil! De água limpinha! Para lavar xixi e cocô! E isso considerando que essa família tem aquela descarguinha fofa econômica de 3 e 6 litros. No caso das potentes válvulas, essa quantidade aumenta. Não existe outra solução se não reaproveitar água de atividades como o banho e outras atividades domésticas para descarga, lavar quintal e afins. Eu tenho o “aparato” para reutilizar a água da máquina de lavar (um barril com tampa de rosquear ligado ao cano de dispensar água da máquina). Me faltou saco e vergonha na cara para aplicar essa regra religiosamente na minha casa, orientando a faxineira e exigindo, dela e de mim mesma esse comprometimento. Não costumo fazer promessas de ano ovo, mas taí uma coisa que eu vou fazer valer. Tenho também planos de reformar meu banheiro. E vou fazer a previsão de encanamento para reaproveitar da água do banho para descarga, além do aparato braçal de papai e mamãe jogando a água do banho da banheira do Joaquim na privada. Eu que na segunda feira desejava transformação e beleza para o ano novo, hoje desejo saco e vergonha na cara, para todos nós.
Oi leitores do blog da mamãe, vocês podem me ajudar a tomar banho em água limpinha para sempre?

04/01/11
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MUSEUM BABY TOUR - ÁGUA NA OCA

Água como você nunca viu! Essa exposição está demais! Quem mora em Sampa, não pode perder, quem está pertinho, vale à pena e quem está muito longe... Água na Boca!
Para quem carrega consigo rebentos de todas as idades, a exposição da Água na Oca reserva surpresas, interatividade, beleza, espaços lúdicos, tecnológicos e muita informação sobre esse elemento fantástico que é a Água.
O DESAGUAR
A água como tema em diversas modalidades das artes visuais. Definitivamente a seção mais bacana da exposição, com obras interativas, inteligentes, belas, contemporâneas. Não é porque eu estou puxando sardinha para as artes visuais não, mas as coisas ficam insuportavelmente mais legais onde há arte, e sem ela a vida é um cocô.
O rostinho do meu filho refletido nessa instalação linda de Rejane Cantoni, Raquel Kogan e Leonardo Crescenti. A exposição narra como a arte nasceu na água, com a primeira vez que o homem viu seu reflexo nela. Olha lá meu Joaquim revivendo história. Ficamos uma hora nos divertindo sequinhos nesse mundaréu de água fictícia. Joaquim ensaiava seus engatinhares, a gente fotografava, ria, cuidava para ele não ser atropelado por outros remelentos que corriam pelo espaço. Um desbunde.


Pedro e Joaquim se divertindo com as projeções de mergulhadores na obra “Buraco” de Sônia Guggisberg e fazendo palhaçada na obra “Conta Gotas” de Márcia Xavier. O som dos borbulhos, a umidade do lugar, o cheiro, o passeio, as férias, o fato de estar na Oca linda. Tudo era o máximo naquele dia.



O MUNDO D’ÁGUA
A relação entre água e vida. Um monte de projeções loucas, dos seres mais inusitados que habitam as profundezas, aquários reais e lindos com amostras de ecossistemas de diversas partes do mundo. A pesca, remos indígenas, barcos, jogos interativos sobre a água. É uma seção riquíssima em informação. Joaquim ficou com fome e mamou observando as janelas redondas de Niemeyer como se estivéssemos submersos 10km mar a dentro. Seres abissais nunca antes imaginados. “Fomos para a Lua, sonhamos em colonizar Marte e nem sequer chegamos ao fundo dos oceanos”, disse o curador. E depois dessa ele dormiu. Não o Curador, o Joaquim, que estava cansado de tanto exercício no andar de baixo.

Esse é para quem viu Nemo e achava que a Disney tinha inventado esse peixinho gracinha.
Chamado de diabo-negro por uma puta falta de sacanagem. Olha que simpatia.Imagem daqui

INFILTRAÇÃO
Essa seção da mostra traz um debate “pé-no-peito” sobre o mal uso da água e o peso da responsabilidade individual de cada cidadão, além das questões políticas. A partir da pergunta “Quantos ml tem um copo de água” a exposição nos leva a refletir a imensidão de água que cabe naquele copo. 200ml, sim. Mas e se você beber esse copo de água. Ele vira xixi e são 6litros descarga abaixo. Com essas relações de economia, reutilização e proposições de mudanças de hábito, essa parte da exposição é para lançar desafios simples para os nó-cegos que ainda não se tocaram da importância de economizar água, e desafios mais intensos para a galera que acha que está abafando porque toma banho de 5 minutos e usa a água do banho do filho para dar descarga. Tipo eu, né? Isso porque existia uma imagem fofa, de um bebê brincando em uma piscininha, acompanhada de uma reflexão sobre esse mesmo bebê, já adulto, indo dar um mergulho de cabeça em uma piscinona... vazia. Pois no ritmo que andamos, não haverá mesmo água para nossos filhos.
Amanhã vou discorrer direitinho sobre esses desafios.

Veja mais imagens da exposição aqui

A ÚLTIMA FRONTEIRA
Quando estávamos lá embaixo, interagindo, vendo, lendo, conhecendo o Pedro disse “Só faltou o colchão de água”. E ele está na última seção da exposição, um cinema tipo planetário, onde a galera deita no colchão para assistir a uma viagem ao fundo dos oceanos. Uma paródia com os planetas, com o universo. Com o mundo desconhecido que existe dentro do mundo que supostamente conhecemos. Com o tanto que buscamos conhecer o que está fora, e o tanto que ainda não sabemos o que está dentro.

Assistimos ao cineminha dessa posição mesmo. No andar debaixo, pois tinha fila e me bateu uma preguiça... Mas como a exposição vai até maio, pretendo voltar e me jogar nos pulguentos colchões de água com Joaquino!

Uma exposição cheia de reflexões e reflexos. Delícia!
E para quem ainda não se convenceu e gosta de um “baba-ovo-americanóide” falta dizer que essa exposição foi feita em parceria com o Museu de História Natural de Nova Iorque e já teve sua versão por lá, só que a nossa é bem maior! J

03/01/11
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TRANSFORMAÇÃO E BELEZA

Transformar, esse é meu negócio. No meio de todo o caos, depois de todas as crises, toda vez que eu aprendo, a lição tem sempre o mesmo gostinho: eu sou comprometida com transformação. E gosto disso.
Com uma pitada de beleza, é claro. Esse é o motor dos meus dias, a minha vocação, o que eu gosto de fazer. Na minha casa, com minhas pessoas queridas, nos ambientes, nas relações, nas telas em branco. Transformar e ver beleza. Curtir a mudança e apreciar um novo belo: é para isso que eu vim ao mundo.
Para fazer um primeiro post esse ano, eu pensei por muitos dias. Queria um assunto importante, não me bastava dar feliz ano novo, não me bastava contar o que aconteceu no Natal, não me bastava colocar fotos das aventuras do Joaquim pela cidade. (Transformação, beleza e megalomaníaca-control-freak, eu assumo)
E hoje de manhã o Joaquim me deu de presente um assuntão, no primeiro post do ano, ele transformou, ele mudou, ele evoluiu, (claro, cheio de beleza porque ele é meu filho e vocês sabem, eu sou gatíssima). Joaquim está engatinhando.
Nesse novo ano, não estou sozinha na minha tara por transformação. Ele vem comigo, provavelmente me seguindo de quatro por um tempo. Depois ele vai andar, vai falar, vai bater palmas pelo seu primeiro aninho. Vai transformar dia após dia. E eu vou assistir, participar e curtir o novo belo, ver nascer a beleza. Que beleza que é ter um filho. Que beleza que é ter uma nova chance, um novo ano para recomeçar, com um filho.
Eu desejo para o mundo o que eu desejo para mim, o que eu desejo para ele.
Transformação e beleza...
...e saúde, sucesso, sono, sol, sossego, serveja e aquela coisa toda, porque... né?
***
Sobre o engatinhar
Há muitos e muitos dias ele se põe de quatro e chacoalha o pandeiro. Faz tentativas e derrete nos braços. Fica tentando se arrastar de barriga, rola, se vira. Ele já chegava em qualquer lugar se arrastando esquisitamente. Engatinhava algumas joelhadas para trás e sempre se entalava embaixo dos sofás, cadeiras e poltronas, até que alguém conseguisse parar de rir da cena fofésima e libertar o menino.
Eu pensava: vai engatinhar no Natal. Vai engatinhar no meu aniversário, vai engatinhar na virada, junto com os fogos. Eu vinha buscando uma data poética para o dia da primeira engatinhada.
3 joelhadas para frente e cai, rola, ri. 4 joelhadas para frente, e deita e lambe o chão. Eu não conseguia declarar que ele estava engatinhando. Ontem o pai viu uma movimentação maior. Foi a primeira engatinhada oficial, vai ficar de presente só na memória dele. Hoje de manhã ele viu a mesma gaveta que o atraiu da primeira vez, e engatinhou na minha frente.
Maníaca por registros, com o celular na mão, arrastei o menino para trás e taí: a terceira engatinhada do Joaquim, com sabor de marco oficial, pois é um dia especial mesmo, o 3 de janeiro, né? Nesse dia faltam 362 dias para acabar o ano. Foi o dia em que Leonardo Da Vinci foi contratado para pintar a Mona Lisa e como esquecer, é o dia do aniversário de Charles Bronson. Pura poesia!