Peso? Menor
Não engordei tanto, como na primeira. me sinto mais disposta e isso se prova com minhas coxonas, que nunca foram lá um modelo de belezura, ainda habilmente descendo escadas com notebook embaixo de um braço e Joaquim encaixado na lateral da barriga, equilibramdo para não tropeçar no gato, e de chinelinho de dedo. Mobilidade, só na segunda gravidez a gente aprende.
Ansiedade? Menor
Não sei o nome do nenê, não sei o sexo. Não tenho tantas fotos, não fiz tantos ultras, nem tantas visitas ao GO. Minha GO não faz toque, só pede exames de sangue, o outro fazia.
Não tenho medo de perder o bebê, como eu tinha na primeira, não tenho certeza nenhuma sobre o parto, como eu tinha na primeira.
Cansada? Igual, talvez mais nessa.
Canseira em ambas, a combinação calor e último trimestre.
Na última semana do Joaquim eu empipoquei em alergias, ficava horas embebida em toalhas geladinhas para suportar o calor. Ontem notei as primeiras pipocas caloríticas, de novo na barriga. E são meio cocentas, e o calor não ajuda, e o povo não sente o mesmo calor que eu. Eu estou meio podre. E usando a pomada do Joaquim para passar a coceira (ele é um fofo e agora em toda troca de fralda me pede: qué passa quême nenê, ai de mim se não deixar)
Humor? Hum, depende.
Quero dar uma estrangulada em qualquer um que discorda de mim, por mais de 4 argumentos. Mas eu sou assim mesmo não grávida, dificilmente saio do sério, mas estrangulationfeelings constantemente me acompanham. Na primeira gravidez eu só chorava. Nessa virei natural born killer.
Fome? Nenhuma. Na do Joaquim eu era uma draga.
Mas morro de vontade de comer brigadeiro. Bolo de brigadeiro, brigadeiro de colher, na colher, na panela, na colher de pau, na colher de arroz. Pode ser na concha, brigadeiro de concha, com granulado preto, branco, duro, com chocolate belga ou pan.
Expectativas? As normais, de mãe de segunda.
Já sei que muito pouco se controla, mas muito se prepara, se prevê, se participa. Essa gravidez é de longe mais intensa, no sentido de ter me permitido conhecer o que de fato é uma gravidez. Sinto os movimentos diferentes, quase como se o enxergasse por fora. Sei dos braços e pernas do bebê, sei afinal oque é uma placenta, sua forma, o porque. Aprendi a não achar as comedoras de placentas umas loucas excêntricas.
Nessa gravidez eu aprendi muito, muito mais sobre o que importa.
É fácil dizer isso, sendo o segundo filho.
Não estou preocupada com enxoval, visitar maternidades, escolher carrinho, ler sobre amamentação, aprender sobre troca de fraldas, gastar a cabeça em contas de quantas fraldas pedir no chá... Isso é parte do combo de mãe de primeira, não tenho dúvida.
Quase difícil dizer isso, pois eu mesma há um ano ficaria bem puta ao me escutar dizendo: só se aprende de fato sobre maternidade quando se tem o segundo filho.




