05/07/11
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CONSUMO CONSCIENTE

Esse texto é uma reflexão sugerida pelo blog What Mommy Needs - que eu ainda não aprendi a linkar no meu novo gadget.





Não muito tempo atras não era habito de ninguém separar o lixo orgânico do lixo reciclavel em casa. Lembro de quando essa onda invadiu a minha casa eu ainda era solteira, morava com meus pais e inicialmente achei o maior saco separar lixo. Que dirá lavar um pote de iogurte para enfim coloca-lo no lixo. Eu achava que lavar lixo era coisa de maluco.

Levávamos os separados de tempos em tempos a um prédio do Corpo de Bombeiros que fazia a coleta. Um dos poucos pontos da época.
Com o tempo isso se tornou natural. Tempo, conhecimento e dia a dia. Essenciais para a gente aprender a mudar os hábitos.

Pois hoje para mim é natural não só lavar como compactar todo o lixo reciclavel. Compactar os orgânicos, mantê-los separados, respeitar o dia das coletas específicas. Aqui em casa é habito e hoje em dia já acho esquisito quando vejo alguma família que não separa. Até mesmo aqui na minha tua, onde os caminhões da coleta seletiva passam em dias determinados tem gente que prefere não separar. Falta de informação, de tempo, de vontade, eu não sei. Mas não é mais natural para mim.

E assim essas questões vão entrando no nosso cotidiano. Há alguns anos eu não me importava em comprar condimentos, temperos e demais delicias salgadinhas industrializadas. Então soube do ciclamato, presente em todos eles um vilão para a saúde. Depois percebi que esses produtos não só fazem mal para o organismo como causam impacto ambiental para produção: gastam energia, geram lixo não reciclavel, são mais caros que os naturais, tiram emprego do trabalhador rural.

Para mim a transição vem acontecendo aos poucos e como tudo, tem o Joaquim como motivador. Eu prefiro que ele coma um arroz temperado com alho natural cuja casca vira adubo em poucos meses, do que temperado com algum amor em pacotinho. Prefiro cozinhar e espremer os legumes do que comprar os potinhos. Para mim é unir o útil ao agradável, ainda que seja mais trabalhoso levar a vida de forma mais orgânica. - nota: eu sei que fiscais da conduta alheia vao dizer, "ah! fácil não é você que cozinha". Veja bem, eu nãos estou sugerindo um modo de vida para ninguém, apenas relatando como são as coisas para mim.

Há poucos anos eu era uma feroz consumidora de potes plásticos, não só aqueles famosos como também descartáveis, que eu julgava práticos, baratinhos e achava que estava levando alguma vantagem em poder renovar o estoque de potes sem grandes prejuízos.

Foi então que se começou a falar em Bpa e eu desenvolvi aversão aos ditos cujos. Foi o momento de avaliar- onde vem as coisas que eu como? Potes plásticos, bandejas de isopor, filmes de pvc. Latas e caixas tetrapack revestidas com Bpa.

A mudança é drástica mas algumas coisas viraram rotina. Substitui totalmente as latas (aqui em casa era só ervilha e milho) pelos alimentos frescos. Não compro mais potes plásticos, e vou lentamente trocando os velhos pelos de vidro e inox.

No geral sinto que as pessoas tendem a querer sempre levar aluna vantagem quando se trata de consumo. Ou querem economia, ou querem praticidade. Para mim funciona mudar o foco, não sou besta, também quero vantagem.

Então penso, gasto agora no inox e ganho numa cozinha mais arrumada. Invisto no vidro e não morro de nojo com potes de plástico manchados. Dou preferencia a alimentos orgânicos e depois economizo em remédios para a tireóide (do meu filho, a minha já era, diga-se de passagem). Existe sim alguma vantagem em fazer estas escolhas basta querer.

É claro que muita coisa ainda está por vir, e vários hábitos de consumo que eu mesma julgo na contra mão do que o mundo e a sociedade precisam, eu pratico. É o meu tempo de chegar lá.
Um exemplo são as fraldas descartáveis e minha falta de cujones para transforma-lás em pano. Outra é o consumo desenfreado de energia elétrica com a máquina de secar roupas. Caixinhas de creme de leite ainda entram aqui. De vez em quando eu sucumbo a um miojo e por aí vai. As fiscais da conduta alheia devem saber de mais exemplos.

Penso que assim como o habito de separar e compactar o lixo, essas praticas de consumo mais conscientes devem entrar na minha rotina com cada vez mais compromisso com o passar do tempo, da informação e do meu dia a dia.

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A escola do Joaquim oferece a opção de os pais levarem para casa aos fins de semana marmitinhas com sopa. Joaquim janta na escola todo dia, e eu fiz um pacote mensal. Como ele faltou uma semana, combinei que levaria as sopinhas referentes a esses dias para o feriado (mão na roda eu confesso).
Só que as sopas são todas naturebas, orgânicas e tal e tal, mas entregues aos pais em potes de plástico, detestavelmente descartáveis.
Hoje conversei com a coordenadora "sei que não sou consumidora freqüente da sopa do fim de semana, mas gostaria de sugerir que vocês utilizassem embalagens de vidro, retornáveis. Cada família manda a sua, ou vocês mesmo compram de acordo com a demanda. É mais saudável para os alunos, certamente mais econômico a longo prazo para os pais e por fim muito mais ecológico."
Pensei que ela ia me escurraçar da sala, dar uma desculpa, se encher de racionalizaçōes do tipo "a mãe quer praticidade e blá blá blá " mas que nada!
Ela disse honestamente: "você tem razão. Nunca pensamos nisso. Está anotado para a próxima reunião."
Não sei se será colocado em pratica, mas as vezes são coisas pequenas que nos movem a ser consumidores cada vez mais conscientes.



- Super Duper via Anne's iPad