Meu bebê que nasceu ontem vai fazer um ano.
Há exatamente um ano, minha casa tinha alagado e o chão do andar de baixo afundou. Tentamos ficar ainda um tempo em casa e eu caí da escada, no dia 27 de fevereiro. Então mudei-me para a casa da minha mãe. Estava ainda trabalhando e lembro que cada dia mais ansiosa.
No dia 28 fizemos o chá de bebê, na minha primeira tentativa de fazer às pazes com o carnaval (a gente é brigado há muitos e muitos anos). Foi divertido e eu estava muito, muito cansada. Meus amigos e família fizeram a festa e realizaram sonhinhos pequenos e importantes de mãe de primeira viagem: me deram presentes lindos, o conjunto do berço, acessórios para o quarto, roupinhas, fraldas, fraldas, fraldas.
Joaquim mexia na barriga alien-style. Eu ouvia relatos de mães que diziam que os filhos chegavam a machucar suas costelas. Ele nunca me machucou. Ele soluçava muito, eu achava o máximo.
Nessa semana há uma ano atrás eu já não dormia mais (olha que burra, devia ter aproveitado, #ficadica povo do barrigão). Sonhava dia após dia que ele nascia, que eu enfiava ele de volta na barriga.
O calor era imenso e eu desenvolvi uma série de brotoejas nefastas! Vivia à base de pasta dágua e toalha molhada com ventilador. Chorava de 10 em 10 minutos. Estava meio em transe.
Ainda acreditava que o parto seria normal. Não tinha a mais vaga idéia da emoção que viria a seguir. Meus pré-conceitos viriam a desmoronar aos poucos, pouco tempo depois. Pensava que Joaquim nasceria careca. Morria de medo de não conseguir amamentá-lo. Estava lendo uns 3 livros sobre parto natural e empoderamento feminino. Estava lendo também aquele “O que esperar quando você está esperando...” Era tudo tão normal nos livros.





