30/11/10
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MEU NOME É CAMA COMPARTILHADA

É...


Não sei nem o que dizer.
Sucumbi, e agora?


Obrigada mães naturebas que me fizeram acreditar que dormir na cama dos pais é normal. Meu marido entrará em contato com vocês. Rá!

daqui

29/11/10
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CHEGOU FIM DE SEMANA TODOS QUEREM DIVERSÃO

Se você não conhece essa música, onde você estava nos anos noventa quando Mano Brown dominava as paradas musicais falando sobre a vida na periferia de São Paulo? Que rádio eu ouvia? Como é que eu sei essa música inteira de cor? Deixa pra lá. Esse é um relato de um fim de semana delicioso em 4 atos:
AMIGO SECRETO
E o presente chegou, em uma caixinha fofa, na sexta feira. Foi a desculpa perfeita para iniciar o sábado de sol assim:

E ele não ficou lindo de sunga?

Obrigada querido PEDRO filho da Camila. Ficamos felizes em ser seu amigo secreto e adoramos o presente. O Joaquim já está pronto para o verão e a piscina na casa a tia!
CINEMATERNA
E não é que me rendi e fui? Na quinta feira eu dizia para a minha irmã que eu estava indo só para fazer render um bom post (viciada em blog? Imagina! Cri-cri, eu? Bobagem!). Não gosto do Harry Potter, não acreditava que podia ser um programa divertido e imaginava que Joaquim ia detestar. Cuspi prá cima, foi uma delícia de programa. Mães, Pais, Bebês, Slings, Carrinhos, Fotografia e muito choro. Joaquim ficou super bem, mamou 49 vezes, dormiu, falou e deu umas resmungadas, mas pareceu curtir a telona.
Porque existe um feitiço para transformar uma pessoa em outra e não existe um feitiço para tirar uma espada da água? Hein? Hein?

O Pedro em um dado momento, entre uma e outra “onda de choro” (um bebê começava e convidava a galera às lágrimas incessantes) disse: “viemos ao cinema para nos recordar de como foi a madrugada lá em casa, vezes 100”. Rá!
Piadinhas à parte, eu adorei. Fazia muito tempo que não ia ao cinema, e só de fazer um programinha diferente já foi bacana. Não que eu tenha assistido o filme. Primeiro, eu não entendo o Harry Potter. Não sei nada do que aconteceu, achei o filme bem meia boca. Depois que mãe-bocó que sou, eu só prestava atenção nas reações do Joaquim e nas coisinhas fofas que ele fazia. Coisas que ele faz em casa também, mas que tinham valor diferente por estarmos no cinema tipo: cuspiu na poltrona, lindo! Derrubou a água que estava no porta-copos: gênio! Jogou os brinquedos em baixo da poltrona do gordinho da frente e fez o pai rastejar: espetacular! Cinematerna rules.
UMA CASA NA VILA
E fomos parar num evento para bebês ao qual eu havia sido convidada via Facebook e muito empolgators, aceitei. Numa casinha charmosa na Vila Madalena um espaço para desenvolvimento de psicomotricidade, cheio de bebês, coisas fofas, brinquedos, tias e afins. Foi a primeira vez na vida que Joaquim viu um bebê da idade dele. O menino foi à loucura (o Joaquim, os outros bebês nem ligaram para sua presença), com seus urros fofos e uma sutileza para brincar que só vendo. Eu achei aquilo tão bonitinho que pela primeira vez na vida me deu vontade de colocá-lo na escola para eu ter sossego para ele socializar com outros bebês e aprender coisas novas e tals...

"Aula" de engatinhamento em cima do rolo. Preciso filosofar sobre, não tinha pensado nisso ainda, até essa tia, que segura os pés do Joaquim na foto, atentar para a importância de engatinhar´.

DOMINGO NO PARQUE
Fomos encontrar amigos e fazer um pic-nic. Foi delicioso! No fim das contas, foi mesmo uma reunião de mães, pais e bebês comendo grama. Pura diversão e bom papo! Novamente Joaquim curtiu horrores os outros pimpolhos, fofésimos. Não vou postar fotos dos lindinhos pois eles são celebridades e os pais não autorizaram o uso da imagem, uma vez que têm contrato exclusivo com a revista Caras! Mas fica esse momento de alegria bebezística registrado por um paparazzo:
Esses meninos acabam com qualquer mau humor de quem não dorme.

27/11/10
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PINTE COM O CORPO

Uma breve aula de arte-educação-for-dummies parte 2.
INSTRUMENTOS: é o termo que utilizamos para o material utilizado para provocar as interferências no suporte (!) Juro, é isso mesmo. Exemplos fáceis e reconhecidos mundialmente: o pincel, para pinturas e o lápis, para desenhos. A criançada acaba usando esses dois instrumentos para fazer suas atividades de artes na maioria das vezes. Mas não se deixe tapear pela preguiça, e mais uma vez, se os trabalhos da escola estiverem todos na base o pincel – lápis e no máximo um giz de cera, pode conversar com a professora para sugerir novas formas de produzir arte.
Assim como nos suportes, a variedade e criatividade na hora de propor instrumentos são essenciais. Com instrumentos diferentes para interagir a criança exercita a coordenação, percebe as relações de causa e efeito, explora e expande seus limites.
É claro que para cada MODALIDADE e MEIO (esses são os próximos assuntos das aulinhas de arte-educação-for-dummies) é necessário pensar em instrumentos diferentes. Explico, para pinturas com tintas, um tipo de instrumento, para desenho, outro e assim por diante.
Que tal propor aquela atividade suja-tudo com muita tinta e um (ou vários) desses instrumentos sobre um suporte bacana?
Escovinhas de dente
Escova de cabelo
Cotonete
Algodão
Buchas e esponjas velhas
Rodinhos de pia
Pedaços de tecido
Rolinhos
Espirais de cadernos
Cartões de crédito e similares

E que tal pensar também no instrumento mais be-a-bá do mundo, que a gente por preguicite  acaba limitando às mãozinhas: o corpo! Olha, isso não é novidade nenhuma, e já foi trend mundial por causa de um artista que resolveu que seus instrumentos para uma série de pinturas seriam corpos femininos nus. Não preciso nem dizer que foi um auê. Já ouviram falar dele?

Yves Klein e sua mulher-pincel - esse azul não é o mais lindo que você já viu? É só dele!
Imagem daqui.


Eu já andei estampando o pé do Joaquim com tinta, mas nada artístico, PR pura nóia de mãe mesmo, para ter um registro como contei aqui.
Quem tem coragem de deixar a criançada pintar com o corpo todo? Se fizerem em casa me contem e mandem fotos para eu postar aqui! I dare you!!!

***
Em tempo - RECEBEMOS O PRESENTE DO AMIGO SECRETO!!!
De fato, dois presentes. O que veio na caixinha (segredo ainda) e o carinho do amigo... ele é demais também!!!
Algumas tuiteiras já sabem, mas ainda vou manter o suspense aqui pois quero tirar uma foto beeeem linda do pimpolho com o presente e fazer um post decente! Adoramos de paixão esse amigo secreto, não vejo a hora do nosso amigo receber tb!!

26/11/10
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FUI TOMAR UM VINHO...

... Lá na casa da Carol! Vão lá ver o que me aconteceu num causo hilário, da época do guaraná com rolha!



24/11/10
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ULTIMATE SUPER DUPER GUIA DE AMAMENTAÇÃO - PREFÁCIO

É engraçado como esse blog tem um poder sobrenatural sobre meus dedos, e quando eu penso que vou escrever sobre alguma coisa, mudo de rumo totalmente. Chicoxavierístico, não? Pois bem, o blog pediu para eu registrar o seguinte:
Esses dias vi na Sarah uma seqüência de posts sobre uma matéria bem polêmica da semana passada. A pressão de ser uma mãe vaca. Já havia lido no mamíferas, comentado em alguns outros blogs e ficado com esse assunto na cabeça. E com essa vontade louca de dividir o que eu acho sobre isso. Penso que é uma boa hora para postar um texto que está pronto faz tempo. Na verdade foi o foi o primeiro material (vulgo 6 páginas) que escrevi “possuída” pelo desejo do blog. Mas guardei porque achei que não teria nada a acrescentar a essa preciosa discussão.
Mãe ou vaca? Vaca, tranquilo. Imagem daqui conforme informado pela Mãe do Bento.

Já contei aqui como foi a história do Super Duper. É preciso dizer que hoje ele serve muito mais para fazer palhaçada me ensinar, através do rico contato com as milhares experiências registradas na blogsfera do que fazer valer a minha opinião sobre qualquer coisa. Convenhamos, ela é bem ajustada, fundamentada, inteligente, engraçada e tals mas não importa muito dentro das grandes discussões desse rico e populoso mundo.
Só que me deu uma vontade louca de dividi-la mesmo assim, sem nenhuma pretensão de nada. Só porque está acabando meu assunto e eu já tenho esse texto enorme pronto então vou aproveitar que é fim de ano e eu vou tirar férias e usá-lo para encher lingüiça.
Mentira. (eu estou adorando esse recurso de contar mentiras, perceberam?)
Se não tenho nada acrescentar serve como relato de como foi essa experiência louca de fabricar leite e ensinar um RN a tirá-lo de lá de dentro de você, enquanto se recupera de tê-lo expulso, ou sido arrancado do seu próprio ventre em meio a uma horda de palpiteiros e amáveis queridos tão desesperados quanto eu enquanto sambava com dores, insônia, baby blues, 20kg à mais, minha casa em reforma e o bebê mais adorável do mundo nas mãos.
Então cara coleguinha, se para você amamentação é coisa do passado e você não agüenta mais ouvir falar disso, pare agora! Aproveite vá ali na Linha do Tempo e veja meu filho ficando de pé pela primeira vez e confira como ele era mesmo o RN mais adorável do mundo. Volte amanhã, pois tem post nostálgico sobre as brincadeiras de infância.
Agora se você está com vontade de saber como eu garanti o néctar dos deuses para meu bebê, o alimento insuperável cheio de anticorpos, o “one and only” Leite Materno vindo diretamente da ex bela fonte projetada pela natureza, meus guerreiros seios, apresento-lhes o ULTIMATE SUPER DUPER GUIA DE AMAMENTAÇÃO – um incentivo para as moiçoilas que pretendem amamentar baseado na experiência feliz de uma mãe sem experiência nenhuma.
Essa saga será apresentada em 31 P’s:

PREMISSAS/ PODER DE PERSUASÃO/ PEITE/ PREPARE O PEITO/ PREPARE A MENTE/ PARTO/ PRIMEIRA MAMADA/ PEGA/ PROÍBA/ PERGUNTE/ PÚBLICO/ PENDURE/ POSIÇÃO DA MÃE/ POSIÇÃO DO BEBÊ/ PEGUE LEVE/ PERRIER/ PSICOTRÓPICOS/ PITAQUEIROS/ PACIÊNCIA/ PEPINOS POSSÍVEIS/ PALIATIVOS/ POMADAS/ PRÓPRIO LEITE/ PIRAÇÕES/ PÂNICO/ PUTAQUEOPARIU/ PASSO ATRÁS/ PLANO B/ PERSISTÊNCIA/ PARAÍSO/ PLÁSTICA
Percebem que sou uma Pessoa Prolixa? Portanto Postarei em Partes. Esse Prefácio já rendeu um Post.  Para a Próxima semana Preparem-se vocês não Podem Perder!

23/11/10
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POST LIGHT HEARTED - DECÓR PARA BEBÊS

Aqui na família não sou só eu que curto uma máquina de costura, retalhos, linha e tinta.  Joaquim ganhou um presente fofo de co-autoria da Bisa, que costurou os sacos e da minha Madrinha que decorou com crochet.

Fazendo a linha "improvisation-tion", esse cabideiro é daqueles que encaixa nas portas, não precisa furar.

Achei o máximo para pendurar atrás da porta e guardar cacarecos. No caso destes, escolhi colocar o quase findo estoque de fraldas descartáveis no saco grande e algodão no saco pequeno, já que o trocador fica do ladinho da porta.

Achei tão charmosos que vale até encher de jornal, só para fazer uma cena.


Fofo não?

22/11/10
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ATUALIZAÇÕES DA MADRUGADA II

Da última vez que eu estive a atualizar o status das madrugadas aqui em casa eu me despedi no melhor estilo Scarlet O’Hara. Eu nunca mais ficarei sem dormir na vida, eu disse.
Estabeleci tréguas com Tracy, re-adotei Pablo e disse que ia manter o Anne-Style na rotina, alimentação e vidinha fofa do meu filho.
Well minhas coleguinhas, necessário registrar que o Anne-Style não é lá um exemplo a ser seguido. Mas dá pro gasto.
Não porque milagrosamente meu rebento resolveu dormir a noite toda. Não mesmo, longe disso. Continua chorando, acordando de 2h em 2h e esporadicamente dá um bônus de 3h ou 4h, 5h é raridade, 6h eu vou lá e chacoalho ele para ver se está respirando.
Mentira.
Ele nunca dormiu 6h nos últimos quatro meses.
O fato é que sei lá como, estou dominada por um espírito de aceitação muito incomum à minha pessoa. Acostumei? Transcendi? Assumi a culpa? Estou sob o efeito de drogas? Todas as alternativas estão parcialmente corretas.
Preciso voltar um pouquinho no tempo e dizer que eu já estive bem tranqüila com qualquer que fosse a rotina do Joaquim. Se dormisse tava bom, se mamasse tava bom também. Sem crise. Com o início da alimentação sólida eu comprei para mim uma verdade vendida a preço de banana (amassadinha com aveia) em qualquer esquina onde haja uma mãe burra inexperiente: a partir dos seis meses o bebê deve dormir a noite toda.
Acreditando nessa premissa comecei a projetar incessantemente uma gigantesca expectativa num serzinho que acha espirros engraçados e tem dois cotocos de dente. Quando começar a tomar sopinha na janta vai dormir. Não dormia. Quando inicarmos as carninhas vai dormir. Não dormia. Quando começar a dar grãos integrais vai dormir. Não dormia.
O caso é que Joaquim já come de tudo (inclusive plantas e revistas, vocês sabem) e faz três refeições principais, duas ou três frutas por dia e mama no peito o quanto quiser. E não dorme a noite toda. Tem uma rotina mais ou menos estruturada, não fazemos grandes aventuras, é tratado com o maior carinho, é saudável e não dorme a noite toda.
O Anne-Style foi então com uma sucessão de mudanças de planos e burros n’água só vista na semi-catástrófica missão de trazer Apollo 13 de volta para terra. Se não é a comida, mudo a hora da janta. Não deu certo, mudo a hora do banho. Não deu certo, faço uma rotina rígida de dia. Não deu certo, amoleço completamente a rotina e volto a amamentar quando ele quiser. Não deu certo, viro as roupas do avesso. Não deu certo (oh, céus porque será, tão científico isso!) vou tentar uma mamadeira com água. Vou parar de usar perfume, vou parar de tomar café, vou parar de falar depois das 7h, vou viver no escuro, vou entoar mantras, shantala, ioga e...
Demorou um pouco para perceber que não eram as estratégias que estavam erradas. Era a expectativa daquela premissa que eu comprei. Meu bebê está com quase 8 meses e não dorme a noite toda, ok? Acostumei.
Então eu transformei as expectativas e passei a aceitar como normal essa situação. Toda mãe quer que seu filho seja especial, mas no fundo nem tanto. A gente fica buscando o NORMAL. A gente quer que eles se encaixem no rótulo de “normais” e se algo parece ser “anormal”  incorpora-se a louca mãe maníaca obsessiva e sua luta até a morte para ajustar aquela condição. Que grande idiotice materna. De perto ninguém é normal. Né, Caetano? Estou desistindo dessa normalidade-pampers e buscando o que realmente é normal, que no caso de bebês, é qualquer coisa. Certo? Essa é a parte transcendental.
Hoje em dia, eu penso que o padrão de sono do Joaquim está intimamente ligado aos hábitos alimentares dele. E lembrando para mim mesma: fui eu que quis assim. Ao optar pela livre demanda no início da vida dele  eu tomei uma decisão em detrimento da rotina. E na minha visão hoje as noites “insones” são sim resultado de um bebê que demanda mamar quando lhe apetece. Consigo fazer uma rotina mais ou menos regrada no que diz respeito aos horários da comida sólida, banho e demais atividades. Mas ao dormir e acordar o Joaquim me diz chorando: eu quero é mamar, não me dá chupeta. Posso negar?
Optar pela livre demanda foi assumir essa condição. De que eu estava acostumando o bebê a se nutrir de leite, carinho, atenção na hora que ele precisasse. Olhando por esse prisma, não há nada de errado com isso. Assim eu assumi a “culpa” e escolhi que é mais importante para mim mantê-lo nessa flexibilidade de ter seus desejos atendidos (por enquanto pelo menos) do que ter noites inteiras de sono e rotinas estruturadas. Posso estar fazendo merda, criando um monstrinho, mimando demais. Mas se a gente não estragasse os filhos o trabalho dos professores seria muito fácil, né? E o que seria dos psicólogos?
Se você chegou até aqui, parabéns. Resta-me somente explicar a parte das drogas. Minha mãe tem um laboratório de meta-anfetaminas.
Mentira.
Ela quase teve um siricotico agora.
Ela é naturopata e sempre defendeu os comprovados benefícios da Camomila. Já aceitei que o filho não dorme, mas também não vou largar a mão totalmente, né? Então chá de Camomila numa mamadeirinha (que ele não pega, tá? Só morde e dá risada enquanto cospe o chá na minha cara) na cabeceira do berço, para dar aquela tapeada caso ele acorde em um intervalo menor que 2h. Chá de camomila para mim de noite, para ver se rebate os efeitos do meu café da tarde, que eu não estou nem um pouco afins de abandonar. Gotinhas homeopáticas de Camomila para ele 4x ao dia, Shampoo de Camomila e eu vi que tem um novo absorvente de Camomila, que eu vou usar também. O que abunda não prejudica.
Mentira.
Eu estou atrás mesmo é de coletores menstruais, mas esse é outro papo.
Ainda tem muito mais de onde veio isso. Estou muito afim de escrever sobre essas escolhas. A escolha do parto, da amamentação, da alimentação. Escolhas que fazemos, e depois temos medo, preguiça, vergonha de peitar o resultado. No caso da livre demanda e das noites de sono, depois de sambar bastante, agora eu estou literalmente PEITANDO! Gostaram do trocadilho, hein, hein?
Um último adendo, juro: que fique claro que alguns bebês são livre demandentos e dormem à noite sim. Só não conheço nenhum. Só não é o caso do Joaquim.

Com a participação especial de Joaquim, em seu primeiro papel para o cinema.

20/11/10
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PINTE UM BRINQUEDO

Uma breve aula de arte-educação-for-dummies parte 1.
SUPORTE: é o termo que utilizamos para a “mídia” onde será feita a interferência artística. O mais comum e conhecido nessa vida é o papel. Provavelmente também o mais fácil de oferecer. Então as crianças vivem pintando, desenhando, frotando, colando, recortando em papel.
Mas e se a gente oferecer outros suportes? Essa é uma das práticas mais comuns da galera antenada em arte-educação. Repare. Se seu filho anda voltando da escola só com atividades em papel, cabe uma conversa com a professora sobre as outras possibilidades de investigação artística.
Mudar o suporte é oferecer para a criança possibilidades de explorar, conhecer, enfrentar desafios e tirar conclusões empíricas através da prática artística. É criativo, é estimulante, é poético!
Quando eu dava aulas, propunha sempre essa atividade: traga um objeto inusitado para ser pintado. Apareciam sapatos, brinquedos, utensílios domésticos e uma vê até uma cafeteira velha. Depois tudo isso virava arte conceitual numa exposição pela escola (ou em casa), olha que chique!
Lembre-se de oferecer INSTRUMENTOS e MEIOS (podemos falar deles na semana que vem?) pincéis e tintas variados também. E depois que a atividade acabar escolha um local bem bacana da casa para expor o produto: crianças precisam sentir que seu trabalho artístico é valorizado para que tomem gosto pela coisa (isso um dia vira post também, né?).
Confesso que aos olhos dos leigos as porcarias cacarentas obras que as crianças produzem podem parecer um pouco estranhas e não combinar com a decoração do “Living-Estar”, mas o que vale mais? Uma mesa de centro Casa-Vogue ou o pimpolho cheio de auto estima? Peguei pesado, hohoho!
Outros suportes bacanas:
  • Papéis de diferentes cores, formatos e texturas.
  • Caixas de Papelão abertas ou não (é legal oferecer a parte ondulada do papelão)
  • Cds e Lps (existem ainda?)
  • Parte de dentro da caixa de pizza.
  • Garrafas, potes, caixas de ovo, rolinho de papel higiênico, sucata em geral.
  • Telas para pintura novas ou usadas, pinte por cima!
  • Tecidos, panos, colchas, cangas.
  • Roupas e sapatos.
  • Brinquedos e utensílios domésticos quebrados.
  • Bichinhos de pelúcia.
  • Galhos e folhas de árvores
  • Mobiliário. Porque não? Não tem uma cadeira velha aí na sua casa? Deixa a quiança pintar!
  • Parede de azulejo (depois é só lavar)
  • Parede normal ou calçada (deixe desenhar com giz, depois é só lavar)
  • Parede de casa com tinta látex (para as mais arriscadas)
Mãos à obra! Bão Sabadão!

Aluninhos pintando um monte de cacarecos que formavam um brinquedão de sucata.


19/11/10
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VIOLÊNCIA NÃO, NÉ?

“O Brasil e o Mundo precisam de uma Cultura de Paz. Isto não significa só ausência de guerras. A Paz tem que começar dentro das nossas casas. Não batendo nos nossos Filhos. Onde o limite vem pelo respeito, pelo diálogo, pelo entendimento. Não Bata, Eduque.”
Olha a Xuxinha aí apoiando a causa. Não apoio suas músicas para baixinhos não, ok Xu?

Há muito tempo venho ignorando o assunto. Desde que escrevo compulsivamente no blog, pensei umas 381 vezes em postar sobre a lei da palmada, as formas de educar, os limites da violência física e emocional. E sempre me parecia inadequado, me dava preguiça, pensava que eu não tinha nada a contribuir.
A convite das meninas hoje  fui obrigada a refletir. Obrigada, gente.
Não existe nenhuma fibra em meu ser que valide qualquer tipo de violência contra uma criança. Mas convenhamos, dá para ver pela minha cútis que sou uma moça de famíla.
Fui criada com amor. Um pouco de descontrol, mas amor total.
Nunca apanhei. Tomei infinitas broncas e olhares fuzilantes de dar medo, mas em casa educação era na base do respeito.
Fui educada para entender a diferença entre certo e errado. 
Depois que virei mãe me deu mais vontade de ser uma pessoa melhor. 
Acredito do amor como meio para uma educação sólida e de fato, me sinto privilegiada por ter tido bons pais que me formaram uma boa mãe.

Honestamente a minha opinião e minha história nesse cenário pouco importam. O que importam são minhas atitudes. É sobre isso que temos que pensar hoje. O que podemos fazer para que crianças e adolescentes não sejam vítimas dessa injusta violência?
Informe-se: Confusa se aquele tapinha no bumbum na hora que o menino ia queimar a sobrancelha no fogão é considerado violência física? Reflita sobre a definição correta de castigo físico e humilhante: “É o uso da força causando dor física ou emocional à criança ou adolescente agredido. É uma forma de violência contra a criança e uma violação de seu direito à dignidade e integridade física.” Saiba mais.
Difunda a idéia: Blogando, Tuitando, Feicebucando, Falando com o vizinho, convencendo as amigas, Provocando reflexão. Bater em criança é covardia não caia na bobagem de acreditar que bater educa. Isso é uma convenção aceita por uma sociedade incompetente e deficiente. 
Seja exemplo: Não vale falar e não fazer né? Acreditem, eu sei bem que existem momentos no trato com a criançada que dá vontade de dar um para-te-quieto ou um berro descontrolado. O apelo para a violência é uma fuga imediata para uma inabilidade do adulto de lidar com sua própria frustração. Controle-se, tome um chá, conte até 1000. Não pode bater em criança.
Eduque: Já vi pai de criança que apanhou do coleguinha dizer: “vai lá e bate nele também”. E isso lá é conselho que se dê para uma criança, minha gente? Bater no amigo jamais, nem para revidar. O adulto deve inibir e condenar os atos de violência. Tudo se resolve na base da conversa, a gente tem que praticar essa premissa. E por fim ir criando nossos pitocos no lado certo da força, né Luke Skywalker?
Interfira: Se você vir uma criança apanhando, comente, porque não? Basta dizer: “por gentileza pare.” E se for muito grave, denuncie! Vocês não acham? A queridíssima Kah é um exemplo a ser seguido. Infelizmente a história na íntegra não está disponível, mas ela interferiu num ato de violência gratuita contra um bebê, por parte da mãe. Feliz do bebê que tinha alguém com princípios por perto. (ela se meteu em encrenca por causa disso, mas a ética e o caráter de uma mãe que parte em defesa do filho do outro são louváveis e admiráveis)
Lamento muito por quem bate em seus filhos. De verdade. Desprezo. Isso não é normal.

18/11/10
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BRINCADEIRAS DA MINHA INFÂNCIA

Joaquino meu bebê, um dia a mamãe vai te ensinar a brincar de muitas coisas. Já registrei para você os brinquedos, bonecas e animaizinhos que eu gostava de brincar quando eu era criancinha, enquanto o post dos brinquedos do seu pai não sai para a gente recordar de uns brinquedos mais másculos, vamos falar agora de BRINCADEIRAS. Hoje, brincadeiras de quintal!
AMARELINHA: Ainda é um clássico, existe até amarelinha pronta, para quem está com preguiça ou não quer sujar o chão. Mas o nosso negócio era desenhar mesmo com giz no chão e pular amarelinha até o risco gastar, com direito a viagens ininterruptas entre céu e inferno. E quando a pedrina caia em cima da linha? “Meia-meia lua dentro ou fora?”

PULAR CORDA: Como eu fui da geração Lua de Cristal, a gente pulava mesmo com aquela música que a Xuxa gravou “Um homem bateu em minha porta e eu a-bri!/ Senhoras e senhores põe a mão no chão (sorry dona gramática)/ Senhoras e senhores, pulem de um pé só!/ Senhoras e senhores dêem uma rodadinha, e vai pro olho da ruaaaa!”
ELÁSTICO: Toda menina entre 7 e 11 anos tinha um elástico na mochila, era uma febre. Em casa a gente brincava muito, usando os pés da cadeira para segurar um lado e a irmã para segurar o outro. Havia uma seqüências determinada para pular e segurar os elásticos, mas provavelmente eu não me lembro mais.


JOGO DA POLENTA: Essa era uma brincadeira que eu acho que inventamos, mas brincávamos sempre no prédio da minha avó. Nunca ouvi ninguém que tenha brincado disso, mas juro que existiu! Uma pessoa era a “mãe” e o restante os filhinhos. Tinha sempre o mesmo diálogo:
-Mamãe, o que você está fazendo?
- Polenta.
- Posso provar um pouquinho?
- Não! Só depois da missa.
Então a mãe ia para a missa e as crianças comiam a polenta escondidas, com direito à encenação do roubo da chave enquanto a mãe rezava ajoelhada (?)
- Cadê a polenta que tava aqui?
- O gato comeu
- Cadê o gato?
- Tá no telhado.
- Como eu faço para pegar ele?
- Pega a escada.
- E se eu cair?
- Bem feito!!
E a molecada mal criada toda saia correndo da mãe furiosa. Quem ela pegasse virava a mãe e começava tudo de novo in-fi-ni-ta-men-te. Criança curte um repeteco, não?

BARRA MANTEIGA: Fazíamos duas equipes de crianças enfileiradas paralelas com as mãos estendidas. Uma criança passava batendo nas mãos da equipe adversária, cantado: “Barra manteiga na fuça da nega, 1, 2, 3”. O dono da última mão levava um tapa mais forte e tinha que pegar o adversário, antes que ele voltasse para a fileira do seu time. Tinha ainda uma variação onde o time que estava sendo “provocado” podia puxar na marra o jogador do outro time, no momento do último tapa. Mais para frente, quando eu fui dar aulas, lembro de muitos questionamentos sobre o viés discriminatório desse jogo, por causa da parlenda. Cada um com suas conclusões.

PEGA-PEGA: Mais simples impossível. Você corre de mim, que eu te pego. Se eu te pegar eu corro de você. Para incrementar tem um “pique”, onde todos estão salvos. Mas não vale “guardar caixão”. E de repente: “limão galego, quem não sair do pique ta pego!” Existiam variações pega-pega americano, pega-pega duro ou mole, pega-pega chiclete e enfins...
ESCONDE-ESCONDE: Um pobre coitado ficava “batendo cara” e os outros coleguinhas sumiam. O infeliz tinha que encontrar os amigos e correr até o “pique” antes do encontrado para denunciar o encontramento “fulano tá pego”. Se o escondido chegasse no pique antes do encontrador, estava salvo e ainda podia salvar os menos espertinhos que já haviam sido pegos “1,2,3 salvo o mundo”! Adivinha que era sempre a primeira a ser encontrada e vivia no bate-cara? Adivinha quem não gostava muito dessa brincadeira?

JOGO DE RICO E POBRE: Ficávamos alinhados tal qual a barra manteiga, divididos em pobres e ricos. O jogo começava com os pobres todos indo até os ricos e cantando, depois os ricos iam até os pobres. O objetivo aparentemente era empregar o proletariado para acabar com o desemprego no país, uma vez que os pobres iam aceitando os empregos oferecidos e se tornando ricos. Eis um texto bacana sobre as origens desse jogo.

“Eu sou pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré.
Eu sou pobre, pobre, pobre de marré deci.
Eu sou rica, rica, rica, de marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica de marré deci.
Escolherei uma das filhas de marré, marré, marré.
Escolherei uma das filhas de marré deci.
Qual delas escolherá? De marré, marré, marré.
Qual delas escolherá? De marré deci.
Escolherei a fulaninha de marré, marré, marré.
Escolherei a fulaninha de marré deci.
Que profissão dará a ela? De marré, marré, marré.
Que profissão dará a ela? De marré deci.
Eu darei de cozinheira de marré, marré, marré.
Eu darei de cozinheira de marré deci.
Ela não aceitou! De marré, marré, marré.
Ela não aceitou! De marré deci.”

CORRE COTIA: Tão legal, eu simplesmente adorava. Sentados em roda uma criança corria por fora e decidia quem seria o próximo a correr jogando um lencinho nas costas do amigo no momento em que todos estivessem de olhos fechados, Descobrindo-se o escolhido, o amigo devia correr em volta da roda tentando pegar o primeiro antes que esse tomasse seu lugar vazio. Caso fosse pego, o sujeito era ovacionado com a canção amiga: “Galinha choca, galinha choca” e ficava eternamente de castigo no meio da roda.

“Corre cotia na casa da tia/ Corre cipó, na casa da vó/ Lencinho na mão, caiu no chão/ Moça bonita do meu coração./ Galo que canta corócócó/ Chupa cana com um dente só/ (essa parte eu aprendi mais para frente, quando virei palhaço de festa) Pode jogar?/ Pode!/ Ninguém vai olhar?/ Não!/ Quem olhar é um bobão, cara de sabão, faz xixi no colchão” (e mais um monte de bobagens terminadas em ão, ao gosto da criançada)



Essas recordações são como limpar bundinha de nenê, quanto mais a gente mexe mais acha onde mexer, eu vou ter que fazer um post sobre músicas da minha infância! Tenho 400 comentários a tecer sobre a Xuxa! E quem está com tempo para mais nostaliga, visite a Pri, que lembrou alguns programas da TV!
Na semana que vem tem Brincadeiras da minha infância com palmas e com as mãos! Só um chorinho: “Lenga La lenga La ducha laduê/ La ducha lá em papa La ducha laduê!”

Vale à pena visitar o Mapa do Brincar, de onde vieram as imagens, para ver um registro completíssimo das brincadeiras do nosso Brasilsão-de-meu-deus e todas. Vamos todas unidas rezar para ele não sair do ar nunca, pois é um material muito bacana para a gente consultar e ensinar brincadeiras super duper legais para os filhotes!

13/11/10
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SHAKE SHAKE SHAKE

Essa é mais uma dica simples, fofa e divertida. E essa eu fiz hein, vamos ver se vocês se animam.
Todo mundo está careca de saber que música é fundamental no desenvolvimento de bebês e crianças. Seja como ouvinte, cantante ou praticante, a criançada precisa ser estimulada em suas habilidades rítmicas e melódicas. E nada mais rítmico do que chocalhos. E nada mais fácil do que chocalhos de sucata!

Junte uma variedade de garrafas plásticas de diferentes formatos tamanhos e cores. Essas variações vão interferir nos estímulos sonoros, visuais e tácteis.

Lembre de limpar bem o resto de cola melequenta do rótulo.

Coloque diferentes sementes, grãos e pedrinhas dentro das garrafas. Usei o que tinha aqui em casa, arroz branco, arroz integral, lentilha, milho e feijão. O tamanho e quantidade dos grãos também causam variedade de sons, o interessante é ter chocalhos que soam diferente, estimulando a exploração. Deixe uma garrafa sem grãos. Ela servirá para medir o interesse do pimpolho pelo som ou pelo visual da garrafa.

Como assim não tem grão-de-bico na minha casa?

Faça alguma interferência bacana. Eu usei durex colorido, mas também pode ser adesivo, aquele contact, ou até mesmo pintura com tinta plástica. Essa tinta eventualmente descasca das garrafas, mas vale a diversão, para quem está cheio de coragem de lambuzar no feriado. (Uma boa dica para evitar que descasque rápido é pintar a garrafa por dentro, jogando a tinta e girando a garrafa para ela escorrer. Deixar secar bem antes de colocar os grãos.) Lembrando que para os lambedores-chupadores-mordedores de objetos variados, a interferência deve ser segura, para não ir parar na goela da criancinha. Não se esqueça de vedar bem as tampinhas com durex, para não abrirem.
Estimulante, não?

Como esse brinquedo vai ser usado por um bom tempo, forrei uma caixinha de papelão com papel de presente do natal passado e encapei com plástico transparente. Para durar mesmo. Para os menorezinhos, só o fato do brinquedo estar dentro de uma caixa já é um estímulo e tanto. Em uma atividade dirigida a criança pode brincar de colocar e tirar os chocalhos, tiro ao alvo ou outra bobagenzinha tão comum para a gente mas tão interessante para nossos pequetitos.

Xãnãnã!!

Pois então o Joaquim adorou os novos brinquedos.

Claro está que em poucos segundos, tão logo ele tirou todas as garrafas de dentro da caixa, o foco virou para morder a caixa, lamber a caixa, rir para a caixa...



Mas então eu tirei a caixa da mão dele faça-me-o-favor estamos produzindo um post ele resolveu espontâneamente brincar com os chocalhos. Repare como ele fica longos 10 segundos brincando. Nesse tempo eu pude fazer as unhas, ir ao mercado, assistir um filme e pintar um quadro. Até que ele se interessou por uma calculadora que ele viu no chão. Sim porque aqui em casa o chão é onde guardamos as calculadoras, certo Natalia?



 

Bom feriado!

12/11/10
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FESTA SUPER DUPER


Antecipando as comemorações de Natal e comemorando os 100 seguidores! Valeu gente!

11/11/10
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BRINQUEDOS DA MINHA INFÂNCIA - ANIMAIS

Já lembrei das minhas bonequinhas, lembrei dos meus brinquedinhos agora si, los animales!

Snif-Snif: Um cachorro de pano com cara de coitado. O slogan era “O cachorrinho que precisa de colinho!” Adorava esse pangaré. Tinha também a mãe snif-snif e de dentro da barriga dela saiam filhotinhos muito fofos. Ele sobreviveu e está guardado, junto com a Gabriela e Din.
  
Pequeno Ponei: Relançaram este cavalinho. Mas desconfio que os nossos eram mais bonitos, menos afetados, glitterizados, escovados e botocados. Ainda não tinham feito face-lifting, peeling e ficado com a cara da Liza Minelli atropelada. Eu tinha também o estábulo dos cavalinhos e tals, com troféus, prêmios, medalhas e sei lá oque. Agora você imagina se eu tivesse me deixado influenciar por esse brinquedo da mesma forma que me deixei levar pela Lanchonete do Mc Donalds ou a Maquininha de Costura? Eu seria o que agora? Athina Onassis.




Cãozinho Xereta:  Ele era tipo um cachorro detetive que farejava pistas e rodava as perninhas enquanto eu o arrastava pela casa toda por um barbante. Aparentemente não era um brinquedo que resistisse a ser arrastado por 10 anos consecutivos e em algum momento da minha infância ele sucumbiu e foi morar numa fazenda cheia de coelhinhos, onde ele pudesse brincar e correr solto, assim como meu cachorro de verdade... não é assim que as mães contam para as crianças? Um dia vou falar sobre o dia que meu cachorro passou desta para a melhor e como recebi a notícia.

Ursinhos Carinhosos: De plástico duro, coloridos, cada um com uma “missão” nessa vida. Amor, amizade, bolo... sei lá existia um conceito. Tem uns perdidos aqui em casa até hoje e o Joaquim brinca com eles (enquanto não dá para brincar com armas de fogo, diz o pai). Eu tinha também o carrinho de nuvens, cabiam 4 ursinhos lá dentro. E cabiam também os pobres coitados dos filhotes de passarinho que caiam dos ninhos do telhado de casa. Quando a gente capturava um desses, o pobre era entupido de pão molhado e passeava pela casa junto com os ursinhos. Ou no carrinho de bebê da Moranguinho. Não precisa nem dizer que em questão de horas rolava um velório que todo mundo tinha que comparecer. Ai que horror, a gente só queria que os passarinhos se divertissem, se sentissem amados...


Galinha da Maggi: "De leste a oeste, de norte a sul a onda é a dança da galinha azul.. có có có, uh!" Ela vinha com uns ovinhos dentro do corpitcho e quando a gente apertava, as patinhas recolhiam, as asinhas abriam e... tchan, tchan, tchan ela botava um ovo! Essa lembrança veio do fundo do baú, só porque eu encanei nos passarinhos acima e minha inabilidade infantil de deixá-los em paz.

ET: Tá certo que ele não é um animal, mas também ao tenho quórum para a categoria alienígenas. Só que o meu era um que tinha um botãozinho atrás que subia e descia o pescoço. Pavor! E tem mais, o troço brilhava no escuro. Sabe a casinha que fica hoje no quarto do Joaquim? Então, ficava no meu quarto com dois exemplares desse ET bem de frente para minha cama. Eu mo-rri-a de medo. Tinha certeza absoluta que o ET vivia no banheiro de casa. Esse filme foi muito traumático para mim. Estou fazendo uma catarse terapêutica um post sobre os filmes da minha infância, em breve por aqui... mas semana que vem: BRINCADEIRAS!

As imagens vieram do voceselembra e do anosincriveis

08/11/10
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A SAGA DAS CHUPETAS VOADORAS

Diretamente do álbum: Fotos proibidas da gravidez vol II, o oitavo mês!

Uma ingênua grávida pensa enquanto faz a lista de chá de bebê:
Meu filho não vai chupar chupeta não, não precisa. Nem vou pedir e também não vou pedir mamadeira nenhuma. Sou contra bicos artificiais. Primeiro, acho cafona chupeta na boca de criança. Tem coisa mais feia que um bebê com aquele plug na boca? Depois, e se prejudicar a amamentação e meu filho viciar na chupeta e largar o seio? E tem mais, conheço gente que chupou tanta chupeta que ficou com os dentes tortos. E também já li que elas dão cólica.  Os dentistas falam que não tem problema, mas é claro, eles precisam de clientes. Na verdade isso é uma armação para a gente dar a chupeta, estragar toda a boca da criança e depois eles terem clientes para cuidar. Ou você acha que eles querem mesmo que a gente escove o dente depois das refeições? Querem nada, eles querem cliente! É, não dá para confiar nos dentistas. Meu filho não vai ter problemas para dormir, porque ele vai ser bem nutrido, cercado de carinho. Vou criar uma rotina perfeita e tranqüila, pois você sabe, mãe tranqüila, filho tranqüilo. E eu sou super tranqüila, então nem vai precisar. Não vou pedir.
O rebento nasce a mãe não oferece nenhum bico artificial. Lá pelo segundo mês a choradeira é tanta que o intervalo entre as mamadas em livre demanda é de 25 a 30 minutos. A paquiderma puérpera não se sente mais tão tranqüila enquanto pensa nos corredores do supermercado:
Ah. Talvez eu dê chupeta. Eu li que chupeta é melhor que o dedo, porque o dedo não tem como tirar depois. E ele anda pegando muito o dedo. Ok, não tem problema dar chupeta, muitas crianças chupam chupeta e são normais. Onde será que ficam as chupetas aqui? E é só para acalmar, eu não vou fazê-lo depender da chupeta, ele tem o meu carinho, minha dedicação. Eu não chupei chupeta, será que é por isso que sou transtornada? É, vou dar. Qual marca, qual modelo? Devia ter pedido no chá. O dentista falou a ortodôntica universal e o pediatra falou qualquer uma, não importa. Eu li que na antiguidade as mães davam bicos de porcelana para os bebês. É um costume super antigo. É quase um costume vintage. Olha elas aqui, tem a universal, a tradicional, a ortodôntica, a látex, a silicone, a toque de seda, a nível 1 a nível 2, com aro, sem aro, uau essa brilha no escuro, tem do Mickey, tem transparente... qual hein? Por que tem tantos modelos? Ah, se não pudesse dar para criança eles não faziam, né? Meu sobrinho chupou todas e está ótimo. Vou levar vários tipos.
A chupeta ajuda o pequeno a gastar a maxila e a mãe consegue finalmente tomar um banho completo sem sair com shampoo na cabeça para socorrê-lo. Durante um dos inúmeros momentos de ócio (ahã) da licença maternidade, você sabe, cabeça vazia oficina do diabo, e um novo-velho pensamento se instala.
Mas chupeta é ruim né?...Ele está bem. Ele está mamando só no peito, ele obviamente não tem mais cólica. Ele dorme a noite toda. Para que essa chupeta, hein? É feia, cafona, horrorosa. Eu li que quanto antes tirar melhor. Eu li que quando dorme com a chupeta na boca, tem que ir lá tirar. Então eu vou tirar. Tudo bem que está tudo correndo bem com a amamentação, mas uma amiga me contou que quando ela voltou a trabalhar o leite secou, porque o nenê parou de querer o peito. E esse nenê chupava chupeta. Ai meu Deus, vou tirar! O pediatra falou que não precisa tirar. Mas ele também falou que podia dar qualquer uma, isso tá me cheirando a armação do pediatra para fazer o Joaquim ficar dependente de chupetas e ter bastante otite. Porque eu li que quem chupa chupeta tem mais otite. É, não dá para confiar nos pediatras. Ah, chega de chupeta. Quer saber, não vou dar mais, nunca mais. Vou doar tudo.
Para sorte de nossa esgotada e inexperiente personagem um medo desesperador de um dia precisar das borrachudas novamente a impediu de doar as chupetas. O menino estava ótimo, ela voltou a trabalhar, ele continuou mamando lindamente, mas parou de dormir. E no meio de uma madrugada-escândalo ela pensa de quatro revirando as gavetas:
Também, é melhor chupar chupeta do que não dormir. Vai voltar a chupar sim. Eu li que criança que não dorme não cresce. É melhor ter dente torto do que ficar anão, né?  Vou dar, não tem problema. E se der problema eu resolvo no futuro. E também ele já ta grande, não vai ter otite. Depois ele dá para o Papai Noel. Ou se ele não quiser largar nunca, eu pago um psicólogo, não tem problema. Mas ele tem que dormir. Pode ser qualquer uma, qualquer bico. Cadê as chupetas? Eu nem vou esterilizar, ele chupa o controle remoto, para que esterilizar? E qualquer coisa também pegar uma doencinha, é anticorpo, não tem problema.
Depois de muitas e muitas noites insistindo para que a confusa criança retomasse o hábito de sugar o polêmico botão silenciador, depois de caçar inúmeras vezes pelos lençóis a chupeta lançada em acessos de raiva do pimpolho (a pãodurice a impediu de levar o modelo que brilhava no escuro), ele se acostumou novamente a dormir chupetando. Por vezes durante os ataques de mau humor de quem acaba de acordar às 2h30min, a chupeta foi a solução para fazê-lo dormir de novo. Outras vezes não adiantava nada. Um dia enquanto ouvia o marido contando seu dia no trabalho pensava:
Eu li que não se deve trocar o bulbo da chupeta. Eu não vou trocar, ele fez seis meses, mas eu não vou trocar. Sabe por que? Porque eu li que a criança começa a se desinteressar pelo bulbo pequeno naturalmente. Viu? Por que eu me preocupei tanto? Na-tu-ral-men-te ele vai desencanar da chupeta. A Tracy falou em uso errado da chupeta, não pode depender dela. Mas e se não é para trocar por que fazem a chupeta maior? E meu afilhado chupa a maior e minha amiga falou que ajuda a desenvolver o palato. Será que eu troco? Ah, não, na-tu-ral-men-te ele vai desinteressar se eu não trocar. E também eles fazem chupetas não ortodônticas, e não pode dar. Eles fazem qualquer coisa, pra gente confusa como eu sair gastando dinheiro, não dá para confiar na indústria de produtos para bebês. Então eu não vou trocar o bulbo.  É isso, essa história de bulbo é invenção para a gente gastar dinheiro. É como aquela porcaria de toalha fralda que não serve para nada. Não vou trocar. Ele vai abandonar e pronto. Tudo certo. Decidi.
Pois bem o menino de seis meses, com corpinho de nove, continuava chupando as chupetinhas fase 1. As horas viraram dias, os dias viraram semanas e as madrugadas viraram insuportáveis. Ela precisava dormir, pois diferente do garoto, necessitava de seu sono de beleza.  Um dia, caminhando pela rua com o bebê no carrinho viu uma farmácia:
Olha, preciso de fraldas. Olha, ali estão as chupetas! Ahhh, tem aquele negócio do bulbo, né? Deixa eu ver esse bulbo. É grande mesmo. Será que é por isso que o Joaquim não dorme, porque eu fico dando chupeta miniatura para ele? Esse aqui realmente preenche a boca da criança. Meu Deus e se eu prejudiquei o palato? E se o palato dele não desenvolver? Ainda é tempo, acho que vou comprar uma chupeta fase 2. Mas como é que ele vai largar na-tu-ral-men-te a chupeta se eu trocar por uma mais saborosa? E se ele viciar, e se estragar os dentes? Mas péra, ele está enorme, acho que ele precisa de uma chupeta maior para se acalmar. Será que por isso que ele cospe a chupeta e chora 3568 vezes por noite, porque está pequena? Porra, eu devia ter trocado essa merda antes. Vou levar, é isso. E também se ele viciar azar. E se ficar dependente azar, e se for difícil de tirar azar. E se estragar os dentes azar! E se estiver com 5 anos chupando chupeta azar! Azar da Tracy...E se esse bulbão não funcionar?
A mãe chegou no seu limite. Olhou profundamente nos olhos do atendente da farmácia e inquiriu em voz alta:
- Moço, Tylenol dá mesmo sono no bebê?

06/11/10
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DIA DE CHUVA - DE PAPEL

Hoje eu ia postar uma atividade genuinamente feita em casa, com o Joaquim e sucatas, devidamente fotografada pelo maridón no jardim de casa mas amanheceu um dia feio que só vendo. Chuva, frio, vento, céu cinza.

Então hoje é dia de brincar dentro de casa. Essa atividade é fofinha para todas as idades, tomando é claro cuidado com a criançada que ainda é comedora de papel. Como estamos falando de jornal, se a mamãe for muito preocupada com sujeira, pode usar outro papel, reutilizado é claro, para não gastar papel novinho. Se for do grupo do lavou-tá-novo, até bebezinhos podem brincar.

Pegue o jornal de hoje, leia seu horóscopo, leia as notícias do mundo, esqueça tudo e comece a brincadeira.
Você terá que cortar diferentes formas. Aqui você vê formatos de folhas e espirais que são divertidas porque caem engraçado quando jogadas para cima. Para as mamis mais nó-cego, vale cortar quadradinho mesmo. Para as mamis sem tesoura, também vale picar o jornal com a mão. Lembrando que para os maiores tanto picar quanto usar a tesourinha também é uma atividade bacana de desenvolvimento motor. A questão é polêmica, mas a média do uso da tesourinha é 4 anos.



Depois coloque todos os papéizinhos numa bacia. Vale a banheirinha da criança ou uma piscina inflável. E aí é só deixar a farra correr solta até cansar. Combine com a garotada antes da diversão começar que a hora da limpeza é por conta deles também. Assim você não vai ter que ficar ajoelhada catando papel e se arrependendo de ter me dado ouvidos. Dia de cuva delicioso, garantido.

daqui