Ontem visitamos o MASP. Foi a primeira vez que o Joaquim foi a um museu.
O passeio não foi nada planejado. Saímos de casa para tomar café na padaria e em seguida iríamos à casa da minha mãe. No meio do caminho decidimos que passaríamos na Av. Paulista para comprar um cabo HDMI-flambers–lambers para ligar na TV. Eis que caminhando pela Paulista, depois de apreciarmos a decoração de Natal mais cafona do universo (aquela passarela está torta e o pingüim de tapete (?) parece que caiu de cara no chão), atravessarmos uma passeata de Hare-Krishnas-meet-Veganos e estávamos bem ali embaixo do MASP ao lado da feirinha de antiguidades. Ao invés de ceder aos impulsos consumistas que me fazem acreditar com todas as fibras do meu ser que eu preciso de um espelho veneziano, resolvemos ser um pouco mais cabeções e adentramos o museu. Excelente escolha.
OLHAR E SER VISTO: RETRATOS E AUTO-RETRATOS
Nessa parte do passeio o Joaquim resolveu cochilar. Acho que ficou embasbacado com os ideais românticos e foi sonhar um pouco. Telas maravilhosas nos cercaram e o cheiro do museu é uma delícia, já repararam? Todo museu tem o mesmo cheiro, será a arte um aroma universal, além de uma linguagem? Nessa parte obras selecionadas do acervo mostravam pinturas, fotografias, esculturas, gravuras desde o século XVI até os dias de hoje. Peças que mostram a completa fissura da humanidade por sua própria imagem. Vi novamente essa tela de Renoir que é para mim um xodó. Minha avó tinha um pôster dela na sala quando a gente era criança. E sabe lá por que eu acreditava piamente (como toda boa criança) que era um retrato meu e da minha irmã. As idades casavam, as cores de cabelo também, só não pelo simples detalhe de estarem invertidas, o que não representa nada para uma criança que tinha certeza ter sido retratada por Renoir. A cara de chorona dela e nossos vestidos, um azul e outro rosa: minha mãe vivia comprando roupinha pareada em cores diferentes para a gente. É sempre um prazer incrível ver essa tela (e tantas outras obras de grandes mestres) ao vivo ao alcance dos dedos. Hey, eu sei que não pode por a mão, mas morro de vontade!
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| Rosa e Azul de Renoir. (suspiro) |
DEUSES E MADONNAS: A ARTE DO SAGRADO
Com o Joaquim ainda dormindo passamos rapidinho por essa parte do Museu, durante uma acalorada discussão sobre os rumos da arteXdesign nos dias de hoje. A questão era, fazer a abertura da Passione faz de Vik Muniz um artista menor? Maior? Hummmm. Sempre bom estar do lado de um Delacroix. Mas para ilustrar esse tópico escolhi um artista menos famosão, Gian Pietro Rizzi, registrando um momento tão familiar para a mulherada que vive pagando peitinho para amamentar as crias! Nem a virgem escapou!
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| "A Virgem Amamentando e o menino São João Batista em adoração" - amamentação: há mais de 2000 anos juntinho de você! |
WIM WENDERS: LUGARES ESTRANHOS E QUIETOS
Lá no subsolo uma exposição de fotos do Wim Wenders. Incrível. A essa altura o Joaquim já estava acordado e pôde ver o que eu julguei um dos pontos altos da visita toda. Lugares estranhos e quietos, não poderia haver nome melhor. As fotos são maravilhosas e os lugares absurdamente estranhos, e lindos.
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| Confissão fútil-consumista da artista plástica que virou decoradora: para mim não basta apreciar essa obra. Eu queria tê-la para mim! E colocar em cima do meu sofá! (imagem daqui) |
SE NÃO NESTE TEMPO: PINTURA ALEMÃ CONTEMPORÂNEA
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| Richter (imagem daqui) |
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| Schnell (imagem daqui) |
As imagens das três primeiras exposições foram retiradas do site do museu. Para quem não pode visitar ao vivo, vale à pena uma visita virtual para ver peças lindas que são parte da história do mundo e pertencem ao nosso museu. Quem tem a chance de vsitar, não perca! Esse foi o primeiro capítulo do Museum Baby Tour! Joaquim vai conhecer um monte de museus bacanas, e eu vou contando para vocês! Ah, já ia me esquecendo, de quebra vimos uma interferência na fachada do museu, da Regina Silveira, uma artista que eu adoro.
| Dá para ver o ponto cruz? Masp, eu te amo. |











