Oh, Yes! Despi-me dos preconceitos. Essa semana li duas mães aqui e aqui que se lamentavam de pagarem a língua e, com minha própria saliva entre as sobrancelhas, cuspi para cima e caiu na testa mesmo: estou lendo a Tracy Hogg. E pior, acho que estou gostando.
Incialmente ela propõe uma avaliação do bebê para determinar em que “arquétipo” ele se enquadra. Eles são auto-explicativos: Bebês Anjo, Livro-Texto, Sensível, Enérgico e Irritável.
Maridón e eu respondemos o questionário e concluímos que Joaquim saltita entre bebê Anjo e bebê Livro-Texto. Agora pergunto-lhes: será que somos pais cegos iludidos e temos um terror em casa mas achamos que ele é um fofo e sabotamos o resultado do teste para não passar vergonha ou eu é que tenho o poder de transformar um bebê calmo num terrorista das madrugadas? Seria eu também um indivíduo irritador? Uma irritadora de bebês?
Ok, Tracy sugere que se anote a rotina do bebê, para começar a aplicar o método E.A.S.Y. (acrônimo para comer/ brincar/ dormir/ tempo para a mãe fazer o que não deu para fazer o dia inteiro porque ficou anotando essa porcaria de rotina, que eu não consigo fazer porque sou multifocal, enquanto trabalhava, blogava, tuitava, blipava, sim esse é meu novo negócio, blip, depois eu conto descansar.
Fala também de uma outra técnica S.L.O.W que consiste em acalmar-se escutar e observar para tentar entender o que o bebê quer. Por enquanto o que eu captei, de acordo com o método:
Existe um conflito entre o método e a Livre Demanda. Joaquim foi livre demandador até uns 4 meses.
Existe um conflito entre o E.A.S.Y. e a minha pessoa. Não sou muito organizada. Não sou muito flexível.
Devia ter lido esse livro na gravidez, e não 9 edições de Casa Vogue, Casa Cláudia, Kaza... o que eu achei que ia fazer? Passar o puerpério redecorando? Já instalei vários hábitos “errados” de acordo com o livro. #ficadica
Mas sempre é tempo para mudar, re-criar, renovar, recomeçar e dormir uma noite inteira, certo? Vou contando aos poucos qual é a do livro e seu impacto em nossas vidinhas.
PS: Inspirada no pensamento de pagação de língua das meninas, criei um tag novo - cuspi pra cima! Vamos ver quantos mitos, regras e pré-conceitos pré-filhos eu consigo fazer cair na minha testa! Já tenho uns doze, mas fica para outro dia!





